contexto

A Suzano se compromete com o respeito aos direitos humanos em todas as suas atividades, rotinas operacionais e em sua cadeia de valor. Reconhecemos que é nossa responsabilidade respeitar os direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, coletivos, ao desenvolvimento, à paz e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado de todas as pessoas com as quais interagimos e/ou que são impactadas por nossa atividade.

Para tanto, estabelecemos esforços para integrar a gestão de riscos aos direitos humanos nas nossas rotinas e assumimos ações para prevenir, mitigar e reparar impactos adversos nos termos dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Como membro do Pacto Global da ONU, a Suzano se compromete a apoiar e respeitar a proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente, assegurando a não participação em violações desses direitos. Nossos compromissos se baseiam em regulamentações vigentes e emergentes e em normas e referências internacionais, como a Carta Internacional dos Direitos Humanos da Assembleia da ONU, a Declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho e suas oito Convenções Fundamentais, além de outros documentos globalmente tidos como referência na tratativa desse tema, como a Convenção nº 169 sobre Povos Indígenas e Tribais, da OIT, os Princípios Voluntários para Direitos Humanos e Segurança (VPSHR), as Diretrizes para as Empresas Multinacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, mais recentemente, a Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD, na sigla em inglês) e o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês).

Como premissa fundamental, garantimos o cumprimento das regulamentações nacionais e internacionais aplicáveis em todos os países onde operamos. Além disso, comprometemo-nos a adotar as melhores práticas que sustentam a estruturação da companhia, contando com uma equipe interna dedicada exclusivamente à temática de direitos humanos.

Adicionalmente, a Suzano assume o compromisso com ações de promoção de direitos humanos, buscando ampliar os impactos positivos decorrentes de sua atuação e ser protagonista na transformação de sua cadeia de valor e da sociedade.
 

1. Política Corporativa de Direitos Humanos

A Suzano tem como objetivo firmar o compromisso com o respeito e a promoção dos direitos humanos em todas as operações e, por isso, possui uma Política Corporativa de Direitos Humanos. Desenvolvida originalmente em 2020 e revisada em 2022, a Política reflete nossos valores e nossa responsabilidade com a sociedade. 

Também apresenta os direitos humanos com mais risco de serem negativamente impactados pelas nossas atividades, identificados por meio de uma avaliação de riscos de direitos humanos desenvolvida por especialistas externos nessa temática e mediante consulta a especialistas internos.

Entre os riscos aos direitos humanos destacados estão: garantia de condições de trabalho decente para nossos colaboradores e colaboradoras e na cadeia de valor; combate ao trabalho infantil, ao trabalho forçado ou ao tráfico de pessoas; preservação dos direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais; respeito aos direitos das comunidades e dos defensores e defensoras de direitos humanos, à saúde e ao meio ambiente saudável e serviços ecossistêmicos; segurança patrimonial; direito à terra; e direitos das comunidades na cadeia de valor. 

A Política e suas atualizações foram aprovadas pela Diretoria Executiva. O documento é disponibilizado nos principais idiomas dos países em que a Suzano atua, sendo os compromissos aplicados a todas as operações, lideranças, colaboradores, colaboradoras e trabalhadores e trabalhadoras terceirizados no Brasil e no exterior. Esperamos que todos os parceiros da empresa respeitem os direitos humanos em seus negócios e sigam os princípios e as diretrizes dessa política.
 

2. Compromissos voluntários, fóruns e parcerias

Em uma demonstração de nosso compromisso com a sustentabilidade e os direitos humanos, em 2024, durante o evento Sustainable Development Goals (SDGs) in Brazil, que acontece em Nova York, firmamos uma parceria estratégica com o Pacto Global (Rede Brasil) e a OIT. Juntos, estamos implementando um programa abrangente de due diligence em direitos humanos em toda a nossa cadeia de valor, visando fortalecer nossas práticas e contribuir para o desenvolvimento de um setor florestal mais sustentável e responsável.

Além disso, com a liderança da Suzano e parceiros do setor florestal, como a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), foi lançada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) Florestal no Pacto Global Brasil, com o objetivo de estabelecer um pacto setorial que promova a sustentabilidade social e o trabalho decente na cadeia florestal, alinhado às novas regulamentações europeias. O lançamento do GT Florestal foi realizado na sede da ONU, em Genebra, durante o evento 13th United Nations Forum on Business and Human Rights.

Ainda, com início de implementação previsto para 2025, adotamos o projeto piloto Nossa Voz, que é o primeiro mecanismo setorial projetado para capturar queixas relacionadas a direitos humanos no setor florestal. Além de fornecer um canal seguro e acessível, o Nossa Voz busca estabelecer um modelo replicável para apoiar a gestão de riscos e a remediação de violações em toda a cadeia de valor.

A Suzano está engajada em diversas iniciativas e parcerias que reforçam seu compromisso com a equidade e os direitos humanos, incluindo sua participação na Plataforma de Ação pelos Direitos Humanos do Pacto Global, no CT Social do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, na Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, no programa Equidade é Prioridade, no Movimento Mulher 360 e na Rede Mulher Florestal.

Por meio de uma parceria com a Childhood Brasil, a empresa promoveu campanhas e formações direcionadas ao público interno e externo, conectando-se aos Conselhos Municipais dos Direitos das Crianças e Adolescentes de dez municípios parceiros. Essa iniciativa é monitorada por meio do indicador ”Programas sociais da Suzano”. 

Também participamos do 18º Encontro Anual Na Mão Certa ”Comunidades Na Mão Certa”, um espaço coletivo de aprendizado e compartilhamento de boas práticas voltadas para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Em 2024, a Suzano recebeu o certificado pela adesão ao Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras e por seu cumprimento. O evento celebrou os 25 anos de Childhood e os 18 anos do Programa Na Mão Certa (PNMC) e reconheceu a Suzano como mantenedora ouro do programa.
 

3. Governança em direitos humanos

A Suzano definiu como meta para 2024 a implementação de uma governança em direitos humanos que garantisse a integridade de suas operações e a proteção dos direitos de todos os stakeholders. Essa governança foi desenvolvida em 2024 e reflete nosso compromisso com a sustentabilidade e com as melhores práticas internacionais.

Estabeleceu-se, na vice-presidência de Sustentabilidade, Pesquisa e Inovação e no time de Desenvolvimento Social, uma equipe especializada dedicada em tempo integral à estratégia e aos compromissos de direitos humanos da Suzano. Ao mesmo tempo, essa governança é responsável por conectar mais de 16 áreas da empresa e garantir a transversalidade das ações relacionadas ao tema, alinhando-se às exigências regulatórias e aos compromissos assumidos pela companhia. 

Ferramentas de monitoramento específicas serão desenvolvidas para medir a eficácia das ações e identificar lacunas nos processos de gestão. Essa abordagem permite que a Suzano adapte suas estratégias de forma dinâmica e assegure que seus esforços em direitos humanos estejam constantemente evoluindo.

Por fim, a estrutura de governança tem como objetivos principais o fortalecimento da integração das áreas da Suzano, o alinhamento estratégico das operações com as legislações internacionais, o aperfeiçoamento contínuo dos processos internos para garantir conformidade com as regulamentações vigentes, a mitigação de riscos e a ampliação dos impactos positivos na cadeia de valor. Essa abordagem busca promover um ambiente em que a sustentabilidade e os direitos humanos sejam elementos fundamentais na cultura organizacional e nas práticas corporativas.

Em 2024, 16 colaboradores e colaboradoras aderiram a metas de remuneração variável para o ano de 2025 atreladas à melhoria e à implementação dos processos de devida diligência de direitos humanos na Suzano e atendimento regulatório, o que demonstra o compromisso da empresa em transformar suas metas em ações concretas e garantir a inserção de direitos humanos nos diferentes processos da cadeia de valor.
 

 

4. Processo de due diligence e avaliação em direitos humanos 

Para cumprir com a responsabilidade de respeitar os direitos humanos, incluindo os específicos para o setor, a Suzano tem aprimorado continuamente seu processo de devida diligência, operacionalizado por meio de um sistema de gestão abrangente que visa prevenir que riscos aos direitos humanos se materializem. Ele inclui a Política de Direitos Humanos, um processo sistemático de gestão de impactos, um mecanismo de queixas e reclamações e um sistema de monitoramento integrado.

Assim, o nosso objetivo é estabelecer processos e um modelo de gestão para identificar, avaliar e classificar os impactos em direitos humanos decorrentes das atividades da Suzano, adotando a hierarquia de mitigação para prevenir, mitigar, reparar e/ou remediar os impactos adversos por meio de práticas de manejo, investimentos socioambientais e ações contínuas de controle, que devem ser incorporadas aos procedimentos operacionais do sistema de gestão da empresa.

 

 

Nesse contexto, para garantir a continuidade e a assertividade na evolução da agenda de direitos humanos e considerando os fluxos da estratégia para a implementação da devida diligência, a Suzano atua em cinco frentes com foco na prevenção, mitigação, remediação e reparação de aspectos e impactos de direitos humanos adversos, construídos com base nos Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos:

  • Políticas e Procedimentos: a Suzano promove a melhoria contínua de suas políticas, seus procedimentos e demais documentos norteadores para promover o conhecimento e a formação de colaboradores e colaboradoras, fornecedores e demais partes interessadas. Em 2024, foi realizada uma imersão em 29 políticas, procedimentos, manuais e documentos da companhia a fim de avaliar critérios de direitos humanos e elaborar o Manual de Devida Diligência em Direitos Humanos. 

Em 2022, demos início à nossa devida diligência em direitos humanos, e, por meio de uma consultoria especializada, foram mapeados os riscos das nossas atividades e cadeia de valor nessa área. Em 2024, também com o apoio de uma consultoria especializada, avaliamos uma atualização das nossas ações e planejamento diante das novas legislações de direitos humanos, como a Corporate Sustainability Due Diligence Directive (CSDDD). Como resultado, revisamos nossas práticas, nossos processos e nossa governança para maior integração da lente dos direitos humanos no nosso processo, o que culminou em uma estratégia nessa área e 160 planos de ação, com o objetivo de nortear a Suzano e sua cadeia de valor para o curto (2025), médio (de 2026 a 2027) e longo prazo (de 2028 a 2030). 

  • Identificação e Avaliação de Impactos: a Suzano reconhece que os impactos nos direitos humanos são intrínsecos aos riscos sociais e ambientais de suas atividades. Esses impactos são mapeados periodicamente nas nossas operações e cadeias de valor. 

A estrutura da matriz de impactos socioambientais é um dos pilares centrais desse processo. Atualizada anualmente e desenvolvida por grupos multidisciplinares, a Matriz de Aspectos e Impactos Sociais considera oito critérios qualitativos e quantitativos para identificar, avaliar e priorizar impactos. Esse processo foi revisado em 2024 para incorporar métodos e estruturas específicas de direitos humanos, alinhados às melhores práticas internacionais. 

Esse trabalho é, ainda, alimentado pelos mecanismos de engajamento com partes interessadas, incluindo monitoramentos específicos e programas como o Diálogo Operacional/Agenda Presencial para a comunidade, bem como programa de avaliação contínua e engajamento com fornecedores, trabalhadores e trabalhadoras. Os processos incluem ferramentas como o sistema de gestão de relacionamento, conhecido como Sistema de Partes Interessadas “Relacione+”, que possibilita a retroalimentação do fluxo de identificação e avaliação para a composição da matriz, e o Suzano Responde, para diálogo com o público em geral. 

Além disso, a Ouvidoria da empresa assegura confidencialidade e não retaliação em casos reportados, enquanto a metodologia de Diálogo Operacional antecipa riscos sociais e ambientais em operações florestais, industriais e portuárias. Tal abordagem busca assegurar uma retroalimentação constante da matriz. A partir desse fluxo, promovemos ações de prevenção, mitigação, correção e/ou reparação de impactos adversos aos direitos humanos, além de potencializar os efeitos benéficos para a sociedade.

  • Prevenção, Mitigação e Reparação/Remediação: a gestão de medidas para mitigar os impactos aos direitos humanos mapeados é integrada às rotinas e responsabilidades de diferentes departamentos da Suzano. Seja através das rotinas de Gente e Gestão (recursos humanos), da gestão de temas ambientais, das iniciativas de ecoeficiência, dos processos de compras e fornecedores ou no nosso engajamento contínuo com as partes interessadas, nossas equipes identificam e monitoram continuamente os riscos sociais e ambientais que podem ter conexão com os direitos humanos. 

Para prevenir, mitigar e/ou reparar impactos reais e potenciais causados por suas operações, a Suzano determina em sua Matriz de Aspectos e Impactos Sociais medidas que sejam equivalentes à proporção dos impactos, de forma a promover recomendações e ações adequadas para a realização das atividades, além de subsidiar a materialidade na tomada de decisões. 

É importante destacar que nossas operações são anualmente avaliadas por auditores externos independentes em relação aos requisitos das certificações florestais, que também abordam temas relevantes para nossas atividades florestais vinculados aos direitos humanos e aos Princípios Fundamentais da OIT. Saiba mais no indicador “Número total e porcentagem de fornecedores que passaram por avaliação ambiental e social”.

  • Capacitação e Formação: a Suzano viabiliza e desenvolve treinamentos, capacitações e espaços de discussão sobre direitos humanos, além de disseminar a política nessa área para seus públicos interno e externo, de modo a ampliar o conhecimento a seu respeito e fomentar sua total integração nos procedimentos e na atuação da empresa.

Para além do treinamento obrigatório a todos os colaboradores e colaboradoras em direitos humanos expresso no Código de Ética e Conduta, em 2024 foram capacitadas 158 pessoas do negócio especificamente sobre o processo de devida diligência em direitos humanos e novas regulamentações no tema.

Saiba mais nos indicadores ”Número total de horas de treinamento e número total e porcentagem de colaboradores e colaboradoras treinados em políticas e práticas de direitos humanos” e “Equipe de segurança treinada em políticas ou procedimentos relativos a direitos humanos, por tipo de operação”.

  • Comunicação e Reportes: a Suzano publica dados e informações relevantes sobre sua gestão de riscos e impactos em direitos humanos através de diferentes canais, tais como os indicadores sobre gestão de direitos humanos na nossa Central de Sustentabilidade, relatório anual, certificações e plano de manejo sobre as operações da empresa, disponíveis em nosso website.
     

4.1. Canais de diálogo e mecanismos de queixa

A Suzano valoriza a transparência nas suas relações com os diversos públicos de interesse e, por isso, adota um processo estruturado de recebimento, avaliação, resposta e acompanhamento de manifestações relacionadas a suas atividades e seus produtos. Essas manifestações, que incluem reclamações, dúvidas, sugestões e opiniões, podem ser enviadas por meio da central de atendimento ou do e-mail suzanoresponde@suzano.com.br.

Para os públicos interno e externo, disponibilizamos um Canal de Denúncias, que assegura confidencialidade e tratamento sigiloso para qualquer questão apresentada, incluindo demandas relacionadas a direitos humanos. Essa ferramenta também abrange casos de violação ao Código de Ética e Conduta, à Política Corporativa de Direitos Humanos, à Política Anticorrupção, à Política Pública de Segurança da Informação e à Política de Diversidade e Inclusão. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 771 4060, pelo e-mail suzano@denuncias.contatoseguro.com.br, pelo aplicativo da Contato Seguro ou pelo portal de ouvidoria, com alcance em todas as regiões onde a empresa opera. 

O gerenciamento das denúncias ocorre por meio de um sistema informatizado de empresas parceiras. Após o recebimento da denúncia, inicia-se um processo de apuração com prazo de 30 dias. Os resultados são analisados por um Subcomitê de Conduta, que avalia as medidas corretivas e os planos de ação, reportando-se ao Comitê de Conduta.

Entre as principais categorias de denúncias recebidas estão comportamentos inadequados, fraudes, condições de trabalho, questões trabalhistas, saúde e segurança, e segurança da informação. Após apuração, as ações podem incluir advertências, suspensões ou desligamentos. Saiba mais em “Gestão do Código de Ética e Conduta”. 

A Suzano também dispõe de diversos mecanismos de diálogo que retroalimentam sua análise de impactos e riscos em direitos humanos:

  • Diálogo Operacional: metodologia para antecipar e prevenir riscos sociais em operações florestais, industriais e portuárias, por meio de interação com comunidades, lideranças locais e autoridades públicas;
  • Agendas presenciais: reuniões periódicas entre os ciclos operacionais, focadas em manter o diálogo e identificar questões relevantes;
  • Escuta e engajamento comunitário: procedimentos para prevenir riscos, fortalecer vínculos de longo prazo e tratar questões específicas de comunidades tradicionais;
  • Fale Conosco (comunidades e partes interessadas): canal de comunicação em 0800, distribuído regionalmente nas operações, que concentra seus registros no sistema Relacione+, o qual gerencia ocorrências de vizinhos, vizinhas, comunidades locais e povos indígenas e tradicionais, registrando e monitorando todas as manifestações recebidas;
  • Fale Conosco (sociedade): canal Suzano Responde, que recebe dúvidas, sugestões e manifestações sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais das atividades da empresa;
  • Programa Floresta Viva: iniciativa para prevenir e combater incêndios florestais, protegendo a biodiversidade e comunidades vizinhas às operações.

Por meio do Relacione+, todos os contatos e tratativas relacionados à reparação de perdas e danos decorrentes das atividades da Suzano são registrados, reforçando a responsabilidade da companhia na proteção dos direitos humanos e no atendimento às comunidades afetadas.

Somos contra qualquer tipo de represália a quaisquer pessoas ou grupos que levantem preocupações sobre impactos adversos reais ou potenciais de direitos humanos. Preconizamos um ambiente em que os detentores e detentoras desses direitos se sintam seguros para levar suas preocupações a representantes da companhia.
 

4.2. Temas salientes de direitos humanos 

Na estratégia da Suzano e, somados ao resultado de processos de devida diligência em direitos humanos e mapeamento de riscos, listamos nossos temas salientes, que passaram a ser temas de maior empenho no estabelecimento e na implementação de medidas de mitigação de impactos adversos nessa área.

A Suzano está comprometida em seguir a hierarquia de mitigação para cessar, minimizar, reparar e remediar impactos adversos. Esse compromisso inclui a tomada proativa de ações, garantindo soluções justas e equilibradas, priorizando consensos e consultando, se necessário, órgãos de conciliação.

Além de reconhecer que nossas operações e nossa cadeia de valor podem conter riscos relacionados aos direitos humanos, buscamos ser um agente de transformação positiva. Nesse sentido, a empresa tem implementado iniciativas que contribuem diretamente para a diminuição da pobreza, o impulso à educação, a promoção da diversidade, equidade e inclusão, o combate à crise climática, o equilíbrio ecológico e a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos.

Ainda, a Suzano mantém programas de engajamento comunitário, treinamentos internos e para parceiros, processos e documentos de gestão que abordam o tema dos direitos humanos, reportes públicos, como o relatório de sustentabilidade, entre outras medidas - muitas delas vinculadas aos temas salientes identificados e em busca da promoção de valor compartilhado e do reforço ao compromisso com a transparência de dados e a proteção e promoção dos direitos humanos. 

Nossos temas salientes integrados são apresentados a seguir¹:


Trabalho decente

Respeitamos os direitos trabalhistas definidos pelas Convenções da OIT e estabelecemos um compromisso em prover um ambiente de trabalho decente, justo e seguro para os colaboradores, colaboradoras, prestadores e prestadoras de serviços da Suzano, atendendo às regulamentações e normas convencionais coletivas e às diretrizes estabelecidas no seu Código de Ética e Conduta. O tema inclui o combate ao trabalho forçado, ao tráfico humano e ao trabalho infantil. 

No que tange às relações trabalhistas e sindicais e à liberdade de associação e negociação coletiva, existe o compromisso de manter relações respeitosas com os representantes dos empregados e empregadas e de cumprir os acordos celebrados, sempre divulgando-os para todos os colaboradores e colaboradoras. Nesse sentido, é responsabilidade de todos os gestores e gestoras ter dedicação à governança da empresa com suas equipes, recebendo suporte e orientação das áreas Jurídica e de Gente e Gestão. 

A Suzano promove a diversidade, a equidade e a inclusão, sem discriminação de qualquer espécie, raça, cor, convicção política, identidade de gênero, religião, orientação sexual, idade, local de nascimento e deficiência, entre outros aspectos.

Exigimos que nossos fornecedores estabeleçam os mesmos compromissos para seus trabalhadores e trabalhadoras. Mapeamos os riscos de direitos humanos na nossa cadeia, avaliamos todos os fornecedores em relação a tais riscos e monitoramos fornecedores de alto risco. Além disso, estabelecemos programas e iniciativas de engajamento que buscam influenciar os fornecedores e promover melhorias nos seus processos e estruturas de gestão de trabalhadores e trabalhadoras. 

Saiba mais em “Gestão da saúde e segurança ocupacional” e “Gestão de relações trabalhistas”.


Mudanças climáticas, transição justa e natureza

Compreendendo que uma transição justa e equitativa para uma economia de baixo carbono exige um olhar atento para as pessoas e as comunidades, especialmente as mais vulneráveis, a Suzano adota uma estratégia de desenvolvimento social nas áreas vizinhas às operações da companhia. Consolidamos nossa estratégia de descarbonização, que traça a jornada para mitigar emissões, em conformidade com frameworks internacionais. Saiba mais em “Programas sociais da Suzano” e “Mudanças climáticas na Suzano”.

Reconhecemos a interdependência entre os temas de natureza, carbono e direitos humanos, e, por isso, adotamos boas práticas na proteção da biodiversidade, melhorando nossos conhecimentos sobre impacto e dependência na natureza e nos serviços ecossistêmicos, com a redução da captação de água, além de aumentar a disponibilidade hídrica em bacias hidrográficas consideradas críticas em nossas áreas de atuação. 


Povos indígenas, quilombolas, comunidades locais e tradicionais

O processo de relacionamento com comunidades vizinhas tem duas grandes finalidades: manter a licença social para operar da Suzano e fortalecer o desenvolvimento territorial. Para alcançar esses objetivos, é fundamental garantir uma comunicação constante e transparente com associações e cooperativas locais, ONGs, vizinhos e vizinhas isolados, sindicatos, municípios, Estados e outras empresas, mantendo uma percepção positiva da Suzano no território.

A companhia monitora os impactos sociais benéficos e adversos decorrentes de suas atividades nas comunidades vizinhas a suas operações, assim como executa medidas de mitigação mais adequadas para cada um dos casos. O plano de monitoramento e avaliação social da Suzano tem como objetivo avaliar a eficiência e a eficácia das estratégias de relacionamento e de investimentos socioambientais adotadas, bem como monitorar e avaliar os processos e as ações de minimização de riscos sociais associados às operações da empresa (impactos e demandas).

Respeitamos e promovemos os direitos humanos relacionados às comunidades locais, indígenas e tradicionais localizadas nas áreas de influência das operações da Suzano, conforme a implementação da estratégia da área de Relacionamento Social, de forma culturalmente apropriada, permanente, com base na confiança e no respeito mútuo de direitos e interesses, em conformidade com os princípios estabelecidos pelos procedimentos e políticas internas que preveem os direitos e interesses econômicos, ambientais e socioculturais. Estes são os procedimentos e políticas internas:

  • Manual de Gestão do Relacionamento com Comunidades e Vizinhos: tem o objetivo de definir as diretrizes e a estratégia de relacionamento da Suzano, assegurando a legitimidade social de seu negócio, por meio do fortalecimento no longo prazo da interação com as comunidades vizinhas e da integração de seus interesses na condução e gestão do negócio. O relacionamento com comunidades vizinhas fundamenta-se em um diálogo transparente, no respeito aos direitos humanos, valores econômicos, sociais e culturais, e no reconhecimento do protagonismo e da autonomia de todas as partes envolvidas, alinhando-se aos princípios da nossa Política Corporativa de Direitos Humanos. Saiba mais em “Mecanismos de engajamento” e “Programas sociais da Suzano”;
  • Política de Investimentos Socioambientais e Doações: na Suzano, o investimento socioambiental e institucional e as doações são ferramentas estratégicas fundamentais para criar valor compartilhado, promovendo o desenvolvimento sustentável nas comunidades e regiões em que a empresa atua. Alinhados às principais referências e premissas globais, esses investimentos buscam o engajamento ativo e transparente das partes interessadas, fortalecendo as relações de confiança e contribuindo para o desenvolvimento local, regional e territorial. Os eixos estratégicos são:
    • I. Qualificar e melhorar o relacionamento com as comunidades: manter a licença social para operar e fortalecer o desenvolvimento territorial, respeitando e valorizando os direitos humanos das comunidades locais e tradicionais e dos povos indígenas. Isso inclui garantir a participação ativa dessas comunidades nas decisões que afetam seus territórios e modos de vida, promovendo um diálogo aberto e transparente;
    • II. Reduzir a pobreza: investir em soluções escaláveis, construir parcerias e aproveitar oportunidades na cadeia de valor, focando em renda, saúde e educação, com especial atenção às necessidades das comunidades locais e tradicionais e dos povos indígenas. É essencial promover a inclusão social e econômica dessas comunidades, respeitando suas culturas e tradições;
    • III. Melhorar a qualidade da educação: investir na melhoria do ensino público, desenvolvendo profissionais e engajando famílias e comunidades, com enfoque especial na educação intercultural e bilíngue para as comunidades indígenas. Isso ajuda a preservar suas línguas e culturas, ao mesmo tempo que proporciona acesso a uma educação de qualidade;
    • IV. Desenvolver e atuar com as melhores práticas ambientais: promover impactos ambientais positivos, conservando a biodiversidade e aumentando a ecoeficiência, respeitando os conhecimentos tradicionais das comunidades locais e indígenas sobre a gestão sustentável dos recursos naturais. A colaboração com essas comunidades pode enriquecer as práticas ambientais e promover a conservação de ecossistemas vitais;
    • V. Aprimorar o relacionamento institucional: promover a sustentabilidade através de parcerias com empresas, governos e ONGs, mantendo relacionamentos transparentes e de longo prazo, que respeitem e protejam os direitos humanos das comunidades locais e tradicionais e dos povos indígenas. Isso inclui a implementação de políticas e práticas que garantam a consulta e o consentimento prévio, livre e informado dessas comunidades;
    • VI. Contribuir para a promoção do voluntariado empresarial e a cidadania global: promover o voluntariado empresarial como forma de exercer a cidadania global, criando valores compartilhados e respeitando os direitos humanos das comunidades locais e tradicionais e dos povos indígenas. Incentivar os voluntários e voluntárias a se engajarem em projetos que beneficiem essas comunidades, promovendo a justiça social e a igualdade de oportunidades. Saiba mais em “Gestão do investimento social privado”.
  • Identificação e definição de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) e Sítios Arqueológicos: o processo de identificação e definição de áreas com valores ambientais e/ou sociais extraordinários, que merecem proteção, é essencial. Nesse contexto, todas as áreas identificadas e definidas como AAVCs ou Locais de Especial Significado (LES) nas áreas de atuação da Suzano são periodicamente monitoradas e protegidas, garantindo a continuidade de seus atributos sociais e ambientais. O critério empregado para definir uma área como sendo de alto valor é a existência de um ou mais atributos de Alto Valor de Conservação, como:
    • AVC1: áreas contendo concentrações significativas de valores referentes à biodiversidade (endemismo, espécies ameaçadas, refúgios de biodiversidade);
    • AVC2: áreas extensas de florestas onde populações viáveis da maioria ou de todas as espécies naturais ocorram em padrões naturais de distribuição e abundância;
    • AVC3: áreas inseridas ou que contenham ecossistemas raros, ameaçados ou em perigo de extinção;
    • AVC4: áreas que prestem serviços ambientais básicos em situações de extrema importância (proteção de bacias hidrográficas, controle de erosão);
    • AVC5: áreas que suprem necessidades indispensáveis e insubstituíveis para a sobrevivência de comunidades interessadas e afetadas, sejam elas locais ou tradicionais;
    • AVC6: áreas que suprem necessidades culturais (religiosas, folclóricas, econômicas e ecológicas) de comunidades interessadas ou afetadas, sejam elas locais ou tradicionais. Ou, ainda, que figuram como patrimônios paleontológicos, arqueológicos, históricos ou de caráter religioso, espiritual ou paisagístico, legalmente ou amplamente reconhecidos nos contextos sociais universal, nacional, estadual, municipal ou local;
    • LES: área natural, antropizada ou com infraestrutura utilizada por comunidades em geral para manifestações culturais, ecológicas, econômicas e religiosas e localizada dentro de imóveis da Suzano;
    • Sítios Arqueológicos: local onde se encontram vestígios resultantes de atividades humanas, do período pré-colonial ou histórico, localizados em superfície, subsuperfície ou submersos, passível de contextualização arqueológica. Como critério para a delimitação da área de interesse arqueológico, deve-se considerar a condição de concentração e dispersão das evidências materiais de valor arqueológico encontradas na área em análise no momento da vistoria de campo, precisando da melhor forma possível, e embasada em metodologia científica, a abrangência do sítio. [adaptado de BROWN, E.; DUDLEY, N; LINDHE, A.; MUHTAMAN, D. R.; STEWART, C.; SYNNOTT, T. (ed.). Guia geral para identificação de Altos Valores de Conservação. HCV Resource Network, 2018. 74 p.] Saiba mais em “Área de Alto Valor de Conservação (AAVC)”.
  • Política Corporativa de Relacionamento com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais: visa estabelecer as diretrizes e os princípios gerais para o relacionamento com povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas, pescadores e pescadoras artesanais e demais comunidades tradicionais, a serem aplicados em todas as operações da Suzano, bem como em sua cadeia de valor (fornecedores, clientes e demais partes interessadas), por meio de:
    • I. Reconhecimento, valorização e respeito à diversidade socioambiental e cultural;
    • II. Reconhecimento e respeito a crenças, usos, costumes, línguas, tradições, organização social e política;
    • III. Responsabilidade socioambiental em relação aos povos e territórios;
    • IV. Reconhecimento e respeito aos direitos legais e consuetudinários de posse;
    • V. Promoção plena de direitos socioeconômicos e culturais;
    • VI. Fomento de processos de consulta e consentimento livre, prévio e informado (CLPI), quando aplicável. Saiba mais em “Relacionamento com comunidades indígenas e tradicionais” e “Programas com comunidades indígenas”.
  • Política Corporativa de Direitos Humanos: tem como objetivo firmar o compromisso da Suzano em respeitar os direitos humanos, por meio da gestão de riscos e oportunidades, da redução dos impactos adversos e da maximização dos impactos positivos da companhia e em sua cadeia de valor, estabelecendo diretrizes, recomendações e orientações para todas as suas atividades e operações. Saiba mais em “Política Corporativa de Direitos Humanos”.
  • Identificação e avaliação de aspectos e impactos sociais: este procedimento estabelece processos e um modelo de gestão para identificar, avaliar e classificar os aspectos e impactos socioeconômicos e ambientais decorrentes das atividades da Suzano. Ao mesmo tempo, adota a hierarquia de mitigação para prevenir, mitigar, reparar e/ou remediar os impactos adversos por meio de práticas de manejo, investimentos socioambientais e ações contínuas de controle, que são incorporadas aos procedimentos operacionais do sistema de gestão da empresa. Saiba mais em “Gestão de impactos sociais”.

A Suzano se compromete a tomar a iniciativa pela reparação do dano, não esperando que haja reclamação por parte da pessoa prejudicada, e a garantir à parte afetada a liberdade de escolha quanto às possíveis soluções. Saiba mais em “Mecanismos de engajamento” e “Gestão de ocorrências”.

Em 2024, um grupo de trabalho foi estabelecido especificamente para atender às exigências de novas regulações que abordam esse tema, promovendo avanços na integração dos direitos humanos com as estratégias corporativas. Paralelamente, desenvolvemos uma estratégia de natureza, alinhada ao framework da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), que abrange direitos humanos relacionados a povos indígenas e tradicionais.

Adotamos, ainda, sistemas de gestão, processos de engajamento e certificações que visam prevenir e mitigar impactos operacionais adversos nas comunidades locais.
 

Cadeia de suprimentos

Devido às operações florestais da Suzano, a cadeia de suprimentos está distribuída num largo território, com contatos com comunidades locais. Os fornecedores de madeira e demais públicos dessa cadeia são monitorados por meio de auditorias regulares, certificações florestais, como o FSC-STD-40-004 e o Cerflor NBR 14.790, além de cláusulas contratuais que refletem os compromissos de sustentabilidade da empresa.

O padrão FSC-STD-40-005, aplicável ao recebimento de madeira não certificada, conhecida como “madeira controlada”, exige a implementação de um sistema de devida diligência para identificar e mitigar riscos, incluindo questões relacionadas a direitos humanos e impactos sobre grupos vulneráveis, prevenindo o recebimento de materiais de fontes inaceitáveis.

A Política de Compras Sustentáveis incorpora aspectos de direitos humanos, e o Código de Conduta do Fornecedor define expectativas e padrões claros para os parceiros comerciais, incluindo requisitos explícitos sobre direitos humanos e conformidade ambiental, consolidando a política de sustentabilidade da Suzano em sua cadeia de valor.

As categorias de fornecedores são avaliadas em relação a riscos de direitos humanos e meio ambiente. Os possíveis fornecedores realizam uma autoavaliação inicial, seguida de análise documental e jurídica para verificar sua elegibilidade com base na conformidade legal prévia à sua autorização para contratação. 

Conforme o risco e a atividade a ser executada, o fornecedor poderá ser avaliado em temas de saúde e segurança e de práticas trabalhistas. De acordo com a categoria do risco, os fornecedores são avaliados em temas específicos de direitos humanos, por meio de ferramentas que buscam identificar controvérsias e alegações de impactos em direitos humanos, e/ou são avaliados por auditoria externa, realizada por uma empresa especializada contratada para esse fim. Saiba mais no indicador “Gestão responsável de fornecedores”.


Direito à terra

A Suzano mantém o compromisso de respeitar o direito de propriedade, posse pacífica e uso da terra. Como direcionamento, a companhia executa um processo de devida diligência antes de toda negociação de terras, o qual inclui uma análise socioambiental. 

Nas operações florestais, estabelecemos a Política de Suprimentos de Madeira, que determina que nossas plantações sejam realizadas exclusivamente em áreas já anteriormente antropizadas por outros usos, cuja conversão não tenha ocorrido sob sua responsabilidade direta ou indireta, de forma a comprometer-se com uma política de desmatamento zero. Nesse contexto, nossas áreas próprias e os fornecedores de madeira são identificados como processos relevantes na agenda de direitos humanos, sendo contemplados na gestão de certificações que abrange toda a cadeia de abastecimento.

Das certificações aplicadas, destacamos a de Manejo Florestal e a de Cadeia de Custódia, implementadas por programas de certificação florestal como Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC) (incluindo o padrão Cerflor NBR 14.790) – garante as boas práticas de manejo e a origem responsável nos aspectos ambiental, social e ético – e Forest Stewardship Council® (FSC®, incluindo o Padrão FSC-STD-40-005), certificação que abrange as atividades florestais, desde a verificação do cumprimento de questões ambientais, econômicas e sociais até a distribuição do produto por meio da cadeia de custódia e do manejo florestal responsável, a regularização da propriedade e os meios adotados para evitar reassentamento físico ou econômico ou qualquer outro conflito por terra. Em todos os padrões, implementamos e mantemos um sistema de due diligence para identificar, entre outras questões, riscos aos direitos humanos. 

Anualmente, realizamos auditorias internas para assegurar a conformidade com os princípios, indicadores e critérios das certificações, promovendo um ambiente de melhoria contínua em nossas operações. Além disso, passamos por auditorias externas de terceiros, que nos permitem demonstrar a conformidade com os requisitos estabelecidos e identificar oportunidades de melhoria ou correção de etapas não conformes. Esses processos abrangem certificações, recertificações e a manutenção dos selos que evidenciam o compromisso da Suzano com a sustentabilidade de seus processos. Saiba mais em “Gestão do uso da terra”. 

Acompanhamos as controvérsias e alegações envolvendo terras que operamos e reportamos nosso posicionamento sobre estas. 


Segurança patrimonial

A Suzano reconhece que suas equipes de segurança têm interação frequente com colaboradores, colaboradoras, prestadores e prestadoras de serviços e stakeholders externos durante o monitoramento e a proteção de nossas florestas nativas e plantadas, além das instalações industriais e comerciais em todo o território de atuação. 

Nossa atuação é inspirada nos Princípios Voluntários para Direitos Humanos e Segurança (VPSHR), que orientam para a proporcionalidade do uso da força e o respeito aos direitos humanos. Respeitamos a legislação dos países onde operamos, fornecemos treinamentos específicos para esse público e estabelecemos mecanismos para monitorar a atuação de nossos profissionais de segurança, inclusive através do recebimento de queixas e reclamações sobre a atuação destes.


Nota:

  1. Com o estabelecimento de um time interno dedicado aos direitos humanos, o entendimento da Suzano sobre os riscos salientes foi aprofundado e, por isso, nossa forma de comunicá-los foi revisada.