O equilíbrio dos serviços ecossistêmicos, a partir da conservação e do uso sustentável dos recursos naturais, é fundamental para a Suzano, pois o seu modelo de negócios envolve uma relação indissociável com o meio ambiente. Como uma empresa baseada na natureza, o eucalipto plantado e utilizado na produção de celulose depende diretamente de recursos naturais. Sendo assim, atuar em prol da conservação da biodiversidade e da recuperação de ecossistemas, assegura a perpetuidade do seu próprio negócio, além de beneficiar a sociedade como um todo.
A Suzano tem se empenhado em identificar e conservar a biodiversidade em suas áreas de ocupação e considera a preservação da natureza como parte essencial do seu modelo de negócio, em que as áreas de plantio da companhia são entremeadas por florestas nativas e áreas protegidas que vêm sendo manejadas para aumento da conexão da biodiversidade nesses ambientes, através de mosaicos e corredores ecológicos, e da restauração de áreas degradadas.
As áreas protegidas da Suzano compreendem as APPs e as RLs, estabelecidas e manejadas em conformidade com a Lei Florestal Brasileira nº 12.651/2012. Dependendo dos atributos ecológicos, ambientais e sociais que essas áreas apresentam, parte delas pode ser considerada como Área de Alto Valor de Conservação (AAVC) e/ou RPPN, devendo ser, neste caso, voluntariamente estabelecida e com gestão específica de manejo e proteção em conformidade com requisitos de certificação e legislação aplicável a essas áreas de conservação.
A Suzano mantém e protege mais de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, o que corresponde a 40% de sua área total. Nesse território, a empresa identificou voluntariamente 72 áreas definidas como AAVC e 7 RPPNs [categoria IV da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês)], totalizando cerca de 85 mil hectares considerados de importância global ou nacional para a conservação da biodiversidade.
Em 2025 foram instituídas duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), sendo a RPPN Nova Descoberta, no estado do Maranhão, com aproximadamente 5.866 hectares, e a RPPN Entre Rios, no estado de São Paulo, com aproximadamente 306 hectares.
Além disso, a Suzano aguarda a aprovação da criação de uma nova RPPN no cerrado do Mato Grosso do Sul, com área de aproximadamente 1.209 hectares ,que compõe um fragmento maior de 3.543 hectares de conservação.
A gestão da biodiversidade na empresa conta com o Plano de Monitoramento da Biodiversidade, que estabelece as diretrizes gerais, os procedimentos e as responsabilidades referentes ao manejo para a conservação de suas áreas.
Desde a década de 1990, a Suzano investe no monitoramento da biodiversidade em suas áreas protegidas, registrando mais de 4 mil espécies de fauna e flora, das quais cerca de 190 estão ameaçadas de extinção e 180 são endêmicas de três diferentes biomas: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Em relação às AAVCs definidas, a Suzano possui um Plano de Monitoramento específico para cada unidade de negócio florestal, o qual apresenta indicadores de monitoramento, potenciais riscos aos atributos de alto valor para a biodiversidade identificados e medidas de proteção necessárias. Para as RPPNs, são estabelecidas formas especiais de manejo e proteção dos valores identificados em conformidade com requisitos específicos e legislação aplicável a essas áreas de conservação.
As práticas de gestão ambiental e biodiversidade da Suzano são monitoradas por auditorias externas, conforme os padrões do Forest Stewardship Council® (FSC®) e do Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC®).
Além disso, nas áreas em que foi identificada a necessidade de intervenção para o restabelecimento de funções ecológicas (por uso pregresso de pastoreio de gado e outros usos feitos por terceiros), a Suzano possui uma estratégia e o Programa de Restauração Ecológica, que considera o planejamento da paisagem e a integração de seus atores, a fim de contribuir para a conservação da biodiversidade e de gerar benefícios sociais.
No sentido de reverter a perda de biodiversidade e gerar impacto positivo na natureza, em 2021 a empresa estabeleceu, de forma voluntária, o compromisso de conectar até 2030, por meio de corredores ecológicos, meio milhão de hectares de fragmentos – o equivalente a quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro – nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Esse compromisso vai além do limite das propriedades em que a Suzano possui operações e se propõe a gerar valor para a biodiversidade nos territórios de atuação da empresa.
A criação de corredores ecológicos conecta áreas isoladas, possibilitando o deslocamento de animais, o aumento da cobertura vegetal e, consequentemente, a regeneração da biodiversidade. É importante ressaltar que o compromisso de biodiversidade estabelecido pela Suzano, além de ter abrangência em três dos seis biomas do Brasil, considerou a representatividade de toda a extensão e influência territorial da companhia, e sua execução se dará de forma colaborativa com diversos stakeholders, em parceria com universidades e, sobretudo, com as comunidades locais e os proprietários das áreas que estão sendo implantados os corredores ecológicos. Para mais informações, acesse “Compromisso para Renovar a Vida – Conservar a Biodiversidade”.
A Suzano adota uma Política de Suprimentos de Madeira que estabelece o compromisso de implantar suas plantações exclusivamente em áreas previamente antropizadas por outros usos, seguindo rigorosamente seu posicionamento sobre desmatamento zero. Além disso, a companhia se compromete a adquirir madeira apenas de plantações estabelecidas em áreas já antropizadas, assegurando a origem responsável e a rastreabilidade de toda a madeira utilizada. Qualquer violação desta política deve ser reportada por meio do canal confidencial de Ouvidoria e tratada conforme o Código de Conduta da Suzano.
O posicionamento da Suzano sobre desmatamento zero reforça que a empresa não realiza o plantio nem adquire eucalipto de áreas anteriormente ocupadas por vegetação nativa que tenham sido desmatadas sob sua influência ou presença. Dessa forma, a Suzano consome exclusivamente madeira proveniente de áreas que já possuíam outros usos, não compactuando com o desmatamento de vegetação natural para fins produtivos.
A Suzano aplica de forma sistemática a hierarquia da mitigação em suas operações diretas do Brasil, priorizando a prevenção de impactos negativos à biodiversidade, a minimização dos impactos que não puderem ser evitados, a restauração e reabilitação de ecossistemas afetados e a implementação de medidas transformadoras. Essa abordagem é estruturada em quatro etapas: evitar, reduzir, restaurar e transformar, e orienta todas as práticas de manejo, monitoramento e engajamento com stakeholders, garantindo que as ações estejam alinhadas com os compromissos globais de conservação e com a busca por resultados positivos para a natureza, as pessoas e o clima.
Exemplos de ações adotadas em cada etapa da hierarquia da mitigação:
A aplicação da hierarquia de mitigação combinada ao monitoramento, às certificações e ao engajamento territorial visa evitar e minimizar impactos negativos (p. ex. controle de erosão, ruído e poeira) e maximizar impactos positivos (conectividade ecológica, serviços ecossistêmicos, geração de renda local), com mecanismos de reclamação e resposta que asseguram correções e reparações quando necessário.
Em novembro de 2025, a Suzano lançou sua Estratégia de Natureza, desenvolvida em colaboração com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A Estratégia de Natureza consolida a abordagem da Suzano para integrar a conservação e a regeneração da natureza ao seu modelo de negócio, conectando produtividade, resiliência e conservação, e é guiada por parcerias científicas e pelo compromisso com a sustentabilidade de longo prazo.
Estruturada a partir de uma avaliação abrangente dos temas materiais relacionados à natureza, a estratégia aborda tópicos como ecossistemas terrestres e aquáticos, água, resíduos, emissões, distúrbios e mudanças climáticas, e organiza as práticas dentro da hierarquia de mitigação — evitar, reduzir, restaurar e transformar — evidenciando a integração histórica dos temas de natureza na gestão da Suzano.
O documento apresenta exemplos concretos de como a empresa contribui para 11 das 23 metas do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF), reforçando o compromisso com uma economia regenerativa e com a agenda global de conservação.
A colaboração com a IUCN trouxe rigor científico, inovação e uma perspectiva internacional às ações da Suzano, e a companhia reconhece que nenhum ator isolado é capaz de reverter a perda de natureza sozinho, sendo necessário um esforço coletivo entre empresas, governos, sociedade civil, comunidades e academia para construir soluções sistêmicas. Para conhecer a Estratégia de Natureza da Suzano, acesse: stszprdscentind.blob.core.windows.net/site/documents/Suzano Nature Strategy.pdf
Políticas e compromissos com a biodiversidade
A Suzano mantém políticas e compromissos específicos para deter e reverter a perda de biodiversidade, formalizados principalmente na Política de Meio Ambiente e Biodiversidade e no compromisso de desmatamento zero, reforçado pelo Relatório Anual de Desmatamento Zero. Esses instrumentos orientam a gestão florestal e de paisagem a partir da hierarquia de mitigação (evitar, minimizar, restaurar e compensar) e são desenvolvidos em alinhamento à Visão 2050 de “viver em harmonia com a natureza” e às Metas para 2030 do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, por meio da conservação e restauração de ecossistemas, do uso sustentável do solo, da proteção de espécies ameaçadas e da integração da biodiversidade na estratégia de negócios, com apoio técnico da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Essas políticas e compromissos abrangem as operações florestais e industriais da Suzano no Brasil, incluindo áreas próprias, arrendadas e de parceiros sob gestão da companhia, bem como sua cadeia de suprimentos de madeira, sujeita a critérios socioambientais e ao compromisso de desmatamento zero, segundo o qual não há plantio ou aquisição de madeira proveniente de áreas convertidas de vegetação nativa após o ano-base estabelecido pela empresa. Além das áreas sob gestão direta, a Suzano atua em escala de paisagem, especialmente nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, por meio de iniciativas de conservação, restauração ecológica e manutenção de serviços ecossistêmicos, desenvolvidas em parceria com proprietários rurais, organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, organismos internacionais, comunidades locais e povos tradicionais, o que garante que suas políticas para biodiversidade se estendam também às relações de negócio e a parcerias estratégicas.
Entre os objetivos e metas definidos para deter e reverter a perda de biodiversidade, destaca-se o compromisso de conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade até 2030, por meio da restauração ecológica e da formação de corredores em paisagens estratégicas (mais detalhes na seção abaixo).
Esses objetivos e metas são embasados em conhecimento científico, em dados de monitoramentos ecológicos e em referências técnicas nacionais e internacionais, incluindo a avaliação de status de conservação de espécies, estudos de conectividade de paisagens e critérios de áreas prioritárias para conservação. O progresso é acompanhado por indicadores como: área de vegetação nativa conservada e restaurada; área conectada em relação à meta de meio milhão de hectares; número de árvores nativas plantadas; ocorrência e tendência populacional de espécies-alvo dos programas (incluindo primatas ameaçados e o bicudinho-do-brejo-paulista); e resultados da verificação de desmatamento zero na cadeia de suprimentos. Esses resultados são periodicamente consolidados e divulgados em relatórios públicos corporativos, garantindo transparência, aprendizado contínuo e o aprimoramento das políticas e práticas da Suzano voltadas à biodiversidade.
Compromisso com a conservação da biodiversidade
Inspirada nas árvores, a Suzano aprendeu que a vida sempre se renova. As árvores são parte da solução para os desafios da sociedade, tais como as mudanças climáticas, a escassez dos recursos naturais, a perda de biodiversidade e o aumento da desigualdade social. Por isso, a empresa entende que é seu dever potencializar esse movimento de regeneração, oxigenação e renovação do mundo, vivendo todos os dias o seu propósito de renovar a vida a partir da árvore.
Segundo o Global Risk Report, do Fórum Econômico Mundial (2025), a perda de biodiversidade e o colapso dos ecossistemas é o segundo risco mais grave para a próxima década. No Brasil e no mundo, uma das principais ameaças para a perda de biodiversidade é a fragmentação de hábitats , que ocorre quando áreas naturais contínuas são subdivididas em áreas menores sem conexão entre si, prejudicando a resiliência dos territórios e a prestação de serviços ecossistêmicos.
A conectividade é essencial para preservar a biodiversidade, permitindo o deslocamento livre de espécies e o fluxo dos processos naturais que sustentam a vida na Terra. Hábitats bem conectados possibilitam que espécies transitem entre áreas protegidas, mantenham a diversidade genética e se adaptem a mudanças ambientais. Corredores ecológicos desempenham um papel vital ao conectar hábitats fragmentados, facilitando a migração e a reprodução de espécies, o acesso a alimentos e o estabelecimento de novos territórios, aumentando suas chances de sobrevivência.
Diante disso, entendemos o importante papel que temos em conservar a vegetação nativa nas áreas de atuação da empresa, como também em permitir que elas se conectem com outras áreas-chave para a biodiversidade no território. Em 2021, foi lançado o Compromisso para Renovar a Vida – uma meta de longo prazo – focado na conservação da biodiversidade, com abrangência em três dos seis biomas do Brasil, considerando a representatividade de toda a extensão e influência territorial da companhia. O compromisso tem como objetivo reduzir a perda de biodiversidade e gerar impacto positivo na natureza, alinhado às metas e objetivos do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF).
Por isso, a Suzano se comprometeu a conectar, por meio de corredores ecológicos, meio milhão de hectares de fragmentos – o equivalente a quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro – nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia até 2030.
Considerando a ampla influência territorial da Suzano e o entendimento de que a natureza não reconhece limites de propriedade, esse compromisso abrange operações diretas, áreas da cadeia de fornecimento e áreas externas que sobrepõem áreas de corredores e fragmentos-fonte nesses três 3 biomas, com foco na conexão dos fragmentos mais relevantes para a biodiversidade.
Para definir essa meta, a Suzano realizou 50 entrevistas com 63 participantes de 41 instituições públicas e privadas, incluindo academia, organizações não governamentais (ONGs) e empresas. Desse grupo, 38% representavam ONGs, 32% o setor público e 30% o setor privado. A abordagem colaborativa e estratégica foi essencial para definir um compromisso robusto, inclusivo e alinhado às metas globais de conservação.
Para mais informações sobre o avanço dessa meta, seus indicadores e governança, acesse “Compromisso para Renovar a Vida: Conservar a Biodiversidade”.
A Suzano adota uma Política de Suprimentos de Madeira que estabelece o compromisso de implantar suas plantações exclusivamente em áreas previamente antropizadas por outros usos, seguindo rigorosamente seu posicionamento sobre desmatamento zero. Além disso, a companhia se compromete a adquirir madeira apenas de plantações estabelecidas em áreas já antropizadas, assegurando a origem responsável e a rastreabilidade de toda a madeira utilizada. Qualquer violação desta política deve ser reportada por meio do canal confidencial de Ouvidoria e tratada conforme o Código de Conduta da Suzano.
O posicionamento da Suzano sobre desmatamento zero reforça que a empresa não realiza o plantio nem adquire eucalipto de áreas anteriormente ocupadas por vegetação nativa que tenham sido desmatadas sob sua influência ou presença. Dessa forma, a Suzano consome exclusivamente madeira proveniente de áreas que já possuíam outros usos, não compactuando com o desmatamento de vegetação natural para fins produtivos.
Esses compromissos são operacionalizados por due diligence, certificações florestais e auditorias independentes, e se aplicam tanto às operações diretas quanto à cadeia de fornecimento de madeira. O ano-base considerado para o posicionamento de desmatamento zero e para a Política de Suprimentos de Madeira é julho de 2020, ou seja, a conversão de áreas para fins de plantio não pode ter ocorrido após a publicação da política, nem sob responsabilidade direta ou indireta da Suzano.
Para ampliar o impacto e garantir a efetividade das ações de conservação, a Suzano entende que é preciso agir em rede, considerando a composição da paisagem e promovendo esforços colaborativos entre múltiplos stakeholders. Para enfrentar esse desafio, a companhia lançou sua Estratégia de Natureza, desenvolvida em colaboração com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), consolidando uma abordagem territorial e colaborativa baseada na hierarquia de mitigação, integrando conservação, restauração, produção sustentável e inclusão social.
A Estratégia de Natureza da Suzano apresenta exemplos concretos de como a empresa contribui para as metas do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF), e descreve como as políticas e compromissos da Suzano contribuem com a regeneração dos ecossistemas e o bem-estar das pessoas nos territórios onde atua. A estratégia tem como escopo as operações diretas da Suzano no Brasil, abrangendo as atividades florestais e industriais, e serve de referência para o aprimoramento das práticas em toda a cadeia de valor.
O engajamento com stakeholders, assim como as parcerias multissetoriais (instituições financeiras e ONGs, por exemplo), é fundamental para promover o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade. A colaboração com a IUCN trouxe rigor científico, inovação e uma perspectiva internacional às ações da Suzano, e a companhia reconhece que nenhum ator isolado é capaz de reverter a perda de natureza sozinho, sendo necessário um esforço coletivo entre empresas, governos, sociedade civil, comunidades e academia para construir soluções sistêmicas. Para conhecer a Estratégia de Natureza da Suzano, acesse: stszprdscentind.blob.core.windows.net/site/documents/Suzano Nature Strategy.pdf.
Compromisso com zero desmatamento
Para a Suzano, desmatamento zero significa que não há plantio ou aquisição de eucalipto plantado em áreas previamente ocupadas por vegetação nativa e que foram desmatadas, legal ou ilegalmente, conforme estabelecido na sua Política de Suprimentos de Madeira. Ou seja, a empresa não realiza desmatamento de áreas naturais, como florestas, savanas e campos nativos, para o plantio de eucalipto. Além disso, a Suzano segue a legislação brasileira, as certificações florestais e os compromissos internacionais para desmatamento zero, sendo auditada anualmente para garantir padrões elevados de governança em sustentabilidade.
O compromisso público abrange todas as áreas sob sua gestão direta e indireta, incluindo Áreas próprias e arrendadas, Programas de fomento florestal (parcerias com produtores rurais), Fornecedores de madeira e parceiros comerciais da cadeia de suprimentos florestal.
O compromisso está formalizado na Política de Meio Ambiente e Biodiversidade e reforçado pelo Relatório Anual de Desmatamento Zero da Suzano.
A Suzano divulga anualmente o Relatório de Desmatamento Zero, com indicadores de:
A tendência observada ao longo dos últimos 5 anos mostra redução contínua de riscos de conversão, fortalecendo a posição da Suzano como referência nacional em manejo florestal responsável e monitoramento territorial ativo.
Para garantir a conformidade com seus compromissos, a companhia aplica o Sistema de Due Diligence (SDD) em 100% do fornecimento de madeira para o abastecimento de suas fábricas. Essa avaliação visa garantir o atendimento aos princípios de suas políticas, como o compromisso com o desmatamento zero; o atendimento às regulamentações internacionais, incluindo a EU Deforestation Regulation (EUDR); o atendimento às normas de Manejo Florestal FSC® e PEFC e de Madeira Controlada (FSC-STD-40-005); a Avaliação Nacional de Risco para o Brasil (FSC-NRA-BR V1-0); e a PEFC ST 2002:2020.
As principais fases desse processo são:
O modelo de gestão de desmatamento da Suzano combina tecnologia, governança e transparência, assegurando a prevenção de impactos negativos e a geração de impactos positivos — como a proteção de biodiversidade, a regeneração natural de ecossistemas e a conservação de estoques de carbono.
Após as validações legais e ambientais, a área florestal é cadastrada em um sistema, denominado Zenith, que abrange madeira própria e de terceiros e contempla informações relevantes, como: geolocalização de áreas de plantio e de conservação, nome da propriedade rural, região e estado. Essa etapa de cadastro faz parte do programa de rastreabilidade da Suzano, atendendo ao compromisso de garantir que 100% dos produtos entregues aos clientes possam ser rastreados até a origem da madeira. Ou seja, o programa acompanha a madeira durante o plantio, o manejo, a colheita e o transporte para a fábrica, onde as informações são registradas em um sistema que permite a conexão com a produção do lote de celulose e demais produtos, como papel e tissue.
Com o objetivo de proporcionar a transparência de suas atividades para as partes interessadas, a Suzano possui as certificações de Manejo Florestal FSC® e PEFC para as unidades florestais e as certificações de Cadeia de Custódia FSC® e PEFC nas unidades industriais, distribuidoras e traders. Todos os controles de rastreabilidade são avaliados durante as auditorias internas e pelas auditorias externas, as quais são conduzidas pelo órgão certificador de terceira parte independente.
Para assegurar que o desmatamento não esteja presente em sua cadeia de valor e cumprir com seu Compromisso com o Desmatamento Zero, a Suzano divulga, desde 2020, o Relatório Anual de Desmatamento Zero (2020, 2021, 2022, 2023 e 2024), elaborado a partir de uma análise sistêmica de dados públicos sobre o desmatamento no Brasil, realizando cruzamento com sua base de operação.
Essa análise abrange todas as regiões de atuação da empresa no território nacional para fins de avaliação das áreas desmatadas, contemplando as seguintes etapas:
O processo de verificação dos resultados obtidos é auditado por terceira parte independente, a fim de assegurar que todo o processo adotado tenha credibilidade, precisão técnica e imparcialidade de análise e reporte.
A Suzano participa ativamente de iniciativas de proteção de áreas naturais, em parcerias com ONGs, governos locais e institutos de pesquisa, que combatem o desmatamento, promovem a restauração ecológica e criam condições para impulsionar o desenvolvimento sustentável.
Impactos significativos de atividades, produtos e serviços na biodiversidade
Por reconhecer o potencial impacto de suas operações industrial e florestal em hábitats naturais, a Suzano adota uma abordagem estruturada de gestão de riscos e oportunidades baseada na Teoria da Hierarquia de Mitigação, que orienta ações de prevenção, mitigação, adaptação, restauração e compensação de impactos negativos, além de potencializar efeitos positivos de suas atividades.
Nesse mesmo sentido, a companhia tornou-se Early Adopter do TNFD em 2024, comprometendo-se a realizar sua primeira publicação até dezembro de 2026 e aprofundando, desde então, a aplicação prática das recomendações do framework, com destaque para a implementação do LEAP approach no contexto do setor de papel e celulose.
A companhia tem evoluído na identificação de áreas sensíveis e na análise das interfaces entre suas operações diretas (florestais e industriais) com gestão Suzano e os ecossistemas prioritários, com atenção especial a regiões de escassez hídrica, áreas de alta relevância para biodiversidade, áreas de integridade do ecossistema e territórios importantes para as comunidades locais. Nesta avaliação, a empresa busca integrar dados públicos com informações primárias, o que confere maior granularidade, precisão e robustez às análises e cenários desenvolvidos pela companhia.
De maneira prática e resumida, a metodologia por trás da definição de áreas ecologicamente sensíveis, que está em processo de revisão e validação para reportes futuros, envolve:
Com essa delimitação definida, realiza-se o cruzamento espacial das áreas da companhia com as variáveis dos critérios estabelecidos pelo TNFD, são eles: integridade do ecossistema, risco de escassez hídrica, comunidades e importância para a biodiversidade. Esse procedimento permite identificar possíveis áreas de sobreposição com zonas ecologicamente sensíveis.
Sobre o mapeamento e identificação das dependências e impactos do negócio Suzano em relação à natureza, utiliza-se a ferramenta ENCORE (recomendada pelo TNFD e amplamente adotada por pares), e complementarmente a companhia realiza calibrações técnicas com especialistas para validar e refinar os resultados dos heatmaps, fortalecendo a identificação e priorização de dependências e impactos materiais. Essa combinação de análises tem permitido à companhia aumentar a robustez e a assertividade de suas avaliações. Ademais, a companhia tem participado de grupos de trabalho e iniciativas colaborativas, contribuindo com projetos-piloto, considerando as diretrizes setoriais do framework.
Vale destacar que o Diagnóstico de Impactos e Dependências atualmente abrange as operações diretas da Suzano, nos escopos florestal e industrial, em um nível macro, ainda sem granularidade por unidade operacional. Nesse contexto, a avaliação dos drivers de impacto e dependência se encontra em processo de refinamento, com o objetivo de aprimorar a análise e apresentar os resultados consolidados no primeiro reporte oficial da companhia como Early Adopter do TNFD.
Por fim, reforça-se que a companhia possui licenças ambientais em todas as suas unidades, as quais estabelecem medidas de mitigação voltadas à minimização dos impactos ambientais de suas operações. Essas medidas se traduzem em um conjunto estruturado de controles e monitoramentos que asseguram o cumprimento dos parâmetros de qualidade. Esse compromisso é sustentado pela Política Corporativa de Gestão Ambiental, que define diretrizes para mapear, monitorar e mitigar riscos ambientais, restaurar áreas degradadas, promover corredores ecológicos e alcançar impacto líquido positivo sobre a biodiversidade.
O primeiro Relatório TNFD Early Adopter da Suzano divulgará, de forma transparente, os impactos significativos de suas operações sobre a biodiversidade, abrangendo efeitos diretos e indiretos, positivos e negativos.
Gestão e identificação de impactos na biodiversidade
A Suzano adota a hierarquia de mitigação – evitar, minimizar, restaurar/reabilitar, compensar e transformar – como eixo central de gestão de seus impactos na biodiversidade em suas operações florestais e industriais no Brasil. Para evitar impactos negativos, a companhia mantém compromisso público de desmatamento zero, formalizado em sua Política de Meio Ambiente e reforçado pelo Relatório Anual de Desmatamento Zero, o que significa não realizar plantios nem adquirir madeira proveniente de áreas de vegetação nativa convertidas após o ano-base estabelecido pela empresa. Esse compromisso é operacionalizado por meio de análises prévias de uso do solo, respeito a Unidades de Conservação, Terras Indígenas e comunidades tradicionais oficialmente demarcadas, identificação de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) e definição de áreas de exclusão ou restrição de manejo em paisagens sensíveis.
Quando não é possível eliminar totalmente os impactos, a Suzano adota medidas para minimizar efeitos negativos sobre a biodiversidade em suas áreas produtivas. Entre essas medidas estão a aplicação de práticas de manejo florestal responsável alinhadas às certificações FSC® e PEFC®, a manutenção e recuperação de matas ciliares e demais áreas de vegetação nativa no interior das fazendas, o planejamento em mosaico dos plantios para manter conectividade de habitats, o controle de espécies exóticas e invasoras e a implementação de programas sistemáticos de monitoramento de fauna e flora. Os monitoramentos de biodiversidade, conduzidos em diferentes tipos de vegetação e estágios sucessionais, permitem acompanhar mudanças na composição e na estrutura de comunidades de vertebrados terrestres, primatas e vegetação nativa, subsidiando ajustes de manejo e decisões de planejamento para reduzir impactos remanescentes.
A hierarquia de mitigação se materializa de forma robusta na restauração e reabilitação de ecossistemas. O Programa de Restauração Ecológica da Suzano, presente em todas as unidades de negócio florestais, é estruturado em fases de planejamento, diagnóstico, implantação, manutenção, monitoramento e manejo adaptativo, com o objetivo de recuperar funções ecológicas, recompor vegetação nativa, ampliar a conectividade e fortalecer serviços ecossistêmicos, como conservação do solo, regulação hídrica, qualidade do ar, sequestro e armazenamento de carbono e polinização. As áreas em restauração e já restauradas concentram-se nas unidades com maiores impactos potenciais na biodiversidade – em especial aquelas inseridas em biomas críticos, como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica – e são monitoradas quanto à evolução da cobertura de vegetação nativa, diversidade de espécies e conectividade. As informações quantitativas em hectares de áreas em restauração e restauradas nessas unidades são detalhadas nas seções de desempenho ambiental do Relatório de Sustentabilidade, permitindo acompanhamento do avanço por unidade relevante.
No período de relato, a Suzano não implementou mecanismos voluntários de compensação (offset) de biodiversidade adicionais às compensações previstas pela legislação ambiental brasileira. Quando exigida pelo licenciamento, a compensação segue os princípios de boa prática definidos pelas autoridades competentes, incluindo definição de objetivos, localização geográfica, equivalência ecológica entre áreas impactadas e compensadas e verificação por órgãos ambientais e, quando aplicável, por auditorias independentes. Na ausência de offsets voluntários específicos de biodiversidade, a estratégia da Suzano prioriza investimentos em restauração ecológica em larga escala, conservação de AAVCs e fortalecimento de corredores ecológicos – iniciativas que vão além do cumprimento mínimo legal e buscam resultados de longo prazo para a natureza, em sinergia com o Compromisso para Renovar a Vida (CPRV) de Biodiversidade.
As unidades operacionais com impactos mais significativos na biodiversidade – notadamente as grandes operações florestais com interface com AAVCs, espécies ameaçadas e paisagens prioritárias – contam com planos de gestão da biodiversidade integrados aos sistemas de gestão ambiental e às diretrizes de manejo florestal da companhia. Esses planos incluem mapeamento de atributos de alto valor de conservação, definição de zonas de proteção ou uso restrito, metas de restauração, protocolos de monitoramento de fauna e flora e procedimentos para prevenção e resposta a incidentes ambientais. As demais unidades, em especial plantas industriais localizadas em áreas já consolidadas e com menor sensibilidade ecológica, não possuem planos específicos de biodiversidade, mas seguem a Política de Meio Ambiente da Suzano, os requisitos de licenciamento e os sistemas de gestão ambiental certificados, em linha com o perfil de risco e a magnitude dos impactos nessas localidades.
A Suzano busca maximizar sinergias e reduzir trade-offs entre biodiversidade e clima, priorizando soluções baseadas na natureza que contribuam simultaneamente para a conservação de habitats e para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O Programa de Restauração Ecológica e os corredores ecológicos foram desenhados para aumentar a conectividade entre fragmentos nativos, ao mesmo tempo em que ampliam o sequestro e o estoque de carbono em paisagens estratégicas. A abordagem de desmatamento zero, combinada ao monitoramento territorial e à conservação de AAVCs, evita emissões associadas à conversão de vegetação nativa e protege serviços ecossistêmicos críticos, como regulação climática, proteção de solo e recursos hídricos, gerando benefícios ambientais de longo prazo.
Por fim, a Suzano procura garantir que as medidas de gestão de impactos na biodiversidade evitem e minimizem impactos negativos e maximizem impactos positivos para stakeholders. Esse compromisso se traduz em processos de due diligence socioambiental que consideram direitos de uso da terra, limites com Unidades de Conservação, Terras Indígenas e comunidades tradicionais, além de práticas de engajamento com comunidades locais, organizações da sociedade civil, universidades, organismos internacionais e demais parceiros. O processo de restauração é avaliado e aprimorado em uma ampla rede colaborativa que inclui ONGs, instituições de pesquisa, empresas e comunidades vizinhas, e vem sendo fortalecido por iniciativas de monitoramento participativo, que envolvem comunidades locais e instituições científicas na coleta de dados e na avaliação de resultados. A identificação de AAVCs considera, entre outros atributos, serviços ecossistêmicos essenciais, necessidades de comunidades e valores culturais, de modo que as decisões de conservação e uso do solo levem em conta não apenas a integridade ecológica dos ecossistemas, mas também a qualidade de vida e os direitos das pessoas que vivem e dependem desses territórios.
A Suzano estrutura a identificação de impactos significativos na biodiversidade a partir de uma combinação de instrumentos de planejamento territorial, compromissos corporativos e avaliações técnicas. O ponto de partida é o Diagnóstico de Impactos e Dependências, que vem sendo aprimorado desde 2021 e, em 2024, teve seu escopo ampliado com um piloto para mensuração de impactos da cadeia de fornecimento no meio ambiente. Essa análise permite compreender a relação do negócio com a natureza, destacando drivers de impacto e oportunidades de restauração de serviços ecossistêmicos de água e solo, essenciais para a biodiversidade, e orientando decisões estratégicas em uma perspectiva integrada.
Atualmente, o Diagnóstico de Impactos e Dependências abrange as operações diretas florestais e industriais em nível macro, ainda sem granularidade por unidade operacional, estando em curso um processo de refinamento metodológico para consolidar os resultados no primeiro reporte oficial da companhia como Early Adopter do TNFD. A partir dessa visão, associada ao mapeamento de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) com base no padrão FSC para plantações no Brasil – que considera atributos como diversidade de espécies, ecossistemas raros ou ameaçados, serviços ecossistêmicos críticos, necessidades de comunidades locais e Povos Indígenas e valores culturais – a Suzano identifica as paisagens e áreas com maior relevância ecológica e social dentro do seu território de atuação.
A companhia opera em diferentes estados brasileiros, articulando um mosaico de áreas de plantio de eucalipto com florestas nativas e áreas protegidas (APPs e Reservas Legais) em conformidade com a Lei Florestal Brasileira. Essas áreas protegidas, quando apresentam atributos especiais de biodiversidade, serviços ecossistêmicos ou valores sociais e culturais, podem ser classificadas como AAVC e compõem um conjunto de cerca de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, incluindo 72 AAVC e 7 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
A partir dessa base, as unidades operacionais com impactos mais significativos na biodiversidade são aquelas inseridas em paisagens com alta concentração de remanescentes nativos, elevada conectividade ecológica ou presença de espécies, hábitats e ecossistemas raros, ameaçados ou críticos, conforme indicado pelas AAVC e pelos estudos de biodiversidade. Nessas unidades, são desenvolvidas as principais atividades florestais (cultivo e colheita de eucalipto) e projetos de conservação e restauração, incluindo a implementação de corredores ecológicos e a ampliação de áreas restauradas.
Do ponto de vista de cadeia de valor, a Suzano aplica um Sistema de Due Diligence (SDD) em 100% do fornecimento de madeira para suas fábricas, garantindo aderência à sua Política de Meio Ambiente e Biodiversidade e ao Compromisso de Desmatamento Zero, às regulamentações internacionais (como a EU Deforestation Regulation), às normas FSC® e PEFC e à Avaliação Nacional de Risco para o Brasil. Esse sistema avalia documentos fundiários, histórico de conversão de florestas nativas e a proximidade com Unidades de Conservação, áreas prioritárias para conservação, comunidades indígenas e comunidades tradicionais, permitindo identificar cadeias de suprimento com maior risco potencial de impacto na biodiversidade e priorizar ações de mitigação.
No que se refere aos fatores diretos de perda de biodiversidade, a atuação da Suzano está estruturada para evitar a conversão de ecossistemas naturais, por meio do compromisso de desmatamento zero em todas as áreas sob sua gestão direta e indireta (áreas próprias, arrendadas, fomento florestal, fornecedores de madeira e parceiros comerciais da cadeia florestal). Os dados de cobertura florestal, uso do solo, casos investigados e medidas corretivas, desempenho de fornecedores e evolução das áreas conservadas e restauradas são consolidados no Relatório Anual de Desmatamento Zero, que demonstra tendência de redução contínua dos riscos de conversão ao longo dos últimos anos.
A companhia também desenvolve um Programa de Restauração Ecológica em larga escala, reconhecido pela ONU como um dos 15 projetos mais transformadores do Brasil, que busca ampliar a conectividade entre fragmentos florestais, formar redes de áreas de conservação representativas e atender às obrigações legais (APP e RL) em propriedades incluídas no processo produtivo. No âmbito desse programa, a Suzano adota práticas como controle de espécies exóticas/invasoras, condução da regeneração natural, restauração passiva e manejo adaptativo, apoiadas por monitoramento operacional e ecológico que avaliam sobrevivência de mudas, cobertura vegetal, diversidade de espécies e conectividade entre fragmentos nativos.
Em 2024 e 2025, a companhia alcançou marcos relevantes na restauração, incluindo a conexão de mais de 100.000 hectares de fragmentos florestais entre diferentes paisagens e o plantio acumulado de 12 milhões de árvores nativas desde 2012, além do início do processo de restauração de áreas em zonas úmidas nos biomas Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado, totalizando milhares de hectares de florestas secundárias com função de proteção dessas zonas. Esses dados, somados às informações de conversão histórica e ao monitoramento de uso do solo, compõem a base para reportar os requisitos de conversão de ecossistemas, uso de recursos naturais, poluição e espécies exóticas invasoras.
A gestão de impactos também se apoia em licenças ambientais em todas as unidades, que estabelecem medidas de mitigação e monitoramentos para controle de emissões, efluentes, resíduos e outros potenciais poluentes, em linha com a Política Corporativa de Gestão Ambiental, que orienta o mapeamento, o monitoramento e a mitigação de riscos ambientais, a restauração de áreas degradadas, a promoção de corredores ecológicos e a busca por impacto líquido positivo sobre a biodiversidade.
No que tange aos locais com impactos na biodiversidade e à área de terras florestais em habitat de espécies ameaçadas, o mapeamento de AAVC e o conjunto de pesquisas de biodiversidade permitem identificar áreas florestais sob gestão da Suzano que funcionam como habitat para espécies ameaçadas ou criticamente ameaçadas. Entre os exemplos estão:
Mudanças no estado da biodiversidade e serviços ecossistêmicos
Para acompanhar as mudanças no estado da biodiversidade, a Suzano se apoia principalmente em seu Programa de Restauração Ecológica, na rede de monitoramentos de biodiversidade vinculados ao Compromisso para Renovar a Vida (CPRV) – Conservar a Biodiversidade e nas análises de conectividade e integridade de paisagem. O programa segue diretrizes estabelecidas em um Manual de Gestão de Restauração Ecológica, que organiza as etapas de planejamento, diagnóstico, implantação, manutenção e monitoramento.
Na etapa de diagnóstico, a companhia caracteriza a situação ambiental e o uso da terra em cada área a ser restaurada, utilizando levantamentos de campo e ferramentas de sensoriamento remoto (drones, imagens de satélite, Lidar, entre outras) para avaliar o potencial de resiliência dos ecossistemas e selecionar o método de restauração mais adequado. O monitoramento operacional verifica a qualidade das operações (mudas, sobrevivência, controle de plantas daninhas e formigas, preparo de solo), enquanto o monitoramento ecológico avalia atributos como diversidade, estrutura da vegetação e conectividade, indicando quando áreas podem ser consideradas restauradas conforme referências legais e padrões internos.
Ao longo de 2024 e 2025, a Suzano conectou mais de 100.000 hectares de fragmentos florestais, iniciou a restauração de áreas em zonas úmidas na Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado, e consolidou um plantio acumulado de 12 milhões de árvores nativas desde 2012, reforçando a reconexão de paisagens e a recuperação de ecossistemas. Esses resultados funcionam como indicadores de mudança na condição ecológica das áreas restauradas e no entorno dos plantios, permitindo acompanhar a trajetória de recuperação de ecossistemas ao longo do tempo.
Além disso, o conjunto de monitoramentos específicos de fauna e flora – como primatas na Mata Atlântica, palmeiras nos corredores florestais, aves em áreas úmidas (bicudinho-do-brejo-paulista) e o uso de tecnologias de eDNA – gera linhas de base e séries de dados que permitem avaliar a evolução da biodiversidade em áreas chave da paisagem.
Em relação aos serviços ecossistêmicos, a Suzano reconhece que o equilíbrio desses serviços é fundamental para a continuidade do seu modelo de negócios, uma vez que o eucalipto plantado depende diretamente dos recursos naturais. Em consonância com a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei nº 14.119/2021), a companhia organiza sua atuação considerando quatro categorias principais:
A Suzano norteia suas decisões operacionais para assegurar a integridade desses serviços ecossistêmicos nos territórios onde atua, buscando maximizar impactos positivos e reduzir riscos associados à perda de natureza. O Programa de Restauração Ecológica, por exemplo, contribui diretamente para o aumento da oferta de serviços como fornecimento e purificação de água, controle biológico de pragas e doenças, regulação climática local e regional, melhoria da qualidade do ar, sequestro e armazenamento de carbono e polinização, gerando benefícios ambientais e sociais para comunidades locais, produtores rurais parceiros, Povos Indígenas em territórios próximos, além da sociedade em geral.
No âmbito da Estratégia de Natureza, lançada em novembro de 2025 em parceria com a IUCN, a Suzano consolida uma abordagem territorial e colaborativa, baseada na hierarquia de mitigação (evitar, reduzir, restaurar e transformar), que integra conservação, restauração, produção sustentável e inclusão social. A estratégia explicita oportunidades relacionadas à otimização dos serviços ecossistêmicos fornecidos por áreas florestais, como desenvolvimento de soluções de bioeconomia, geração de valor compartilhado com comunidades por meio de cadeias sustentáveis, parcerias para inovação em serviços ambientais e acesso a financiamentos verdes.
Os beneficiários dos serviços ecossistêmicos proporcionados pelas áreas florestais e de conservação da Suzano incluem:
Para serviços ecossistêmicos pelos quais a empresa não recebe pagamentos diretos, a gestão se dá principalmente por meio da conservação de grandes áreas de vegetação nativa, da implementação de corredores ecológicos, do controle de espécies exóticas, da restauração de zonas úmidas e da manutenção da integridade de APPs e RLs, conforme descrito anteriormente.
Otimização de oportunidades de serviços ecossistêmicos fornecidos
O equilíbrio dos serviços ecossistêmicos, a partir da conservação e do uso sustentável dos recursos naturais, é fundamental para a Suzano, pois o seu modelo de negócios envolve uma relação indissociável com o meio ambiente. Como uma empresa baseada na natureza, o eucalipto plantado e utilizado na sua produção de celulose depende diretamente de recursos naturais. Sendo assim, atuar em prol da conservação da biodiversidade e da recuperação de ecossistemas, além de beneficiar a sociedade como um todo, assegura a perpetuidade do modelo de negócio da companhia.
Segundo a legislação brasileira (Lei nº 14.119, de 13 de janeiro de 2021), que institui a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, os serviços ecossistêmicos podem ser classificados em quatro categorias:
Sendo assim, a Suzano norteia suas decisões operacionais de modo a assegurar a integridade dos serviços ecossistêmicos no território onde atua, com a oportunidade de contribuir positivamente com suas práticas, programas e projetos, como os exemplos abaixo.
Em 2021, a companhia deu início à mensuração de seus impactos na natureza, a fim de oferecer informações mais assertivas para o planejamento estratégico e a tomada de decisão. As categorias de impacto consideradas na avaliação envolvem:
A mensuração realizada pela Suzano segue as orientações do Natural Capital Protocol – criado pela Capitals Coalition e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) – para definir as trajetórias de impacto e indicadores do método de Avaliação de Ciclo de Vida ReCiPe 2016, permitindo, assim, quantificar os impactos no bem-estar humano relacionados com as alterações na natureza que ocorrem devido às atividades da empresa.
A Suzano expandiu a mensuração de impactos para avaliar também as dependências e os riscos relacionados à natureza, em 2024, utilizando-se desses resultados nas análises de aderência às diretrizes da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD).
Orientada pelo avanço contínuo na mensuração de impactos na natureza, desde 2021 a companhia tem realizado melhorias metodológicas na avaliação e, em 2024, expandiu o escopo da análise com um piloto da mensuração de impactos da sua cadeia de fornecimento no meio ambiente.
O processo de mensuração de impactos permite que a Suzano compreenda melhor a relação do seu negócio com a natureza, o que viabiliza ações assertivas para a redução e mitigação de impactos negativos, além de incentivar ações que promovam impactos positivos. Os resultados evidenciaram o grande potencial que o modelo de negócio da Suzano possui em restaurar os serviços ecossistêmicos de conservação da água e do solo, essenciais para a biodiversidade.
Impulsionada pelo desafio da construção de uma economia regenerativa, essa nova abordagem sobre os resultados da companhia tem a ambição de direcionar as decisões estratégicas em uma perspectiva integrada, que reconhece que a sua relação com a natureza é essencial para demonstrar a geração de valor do negócio.
Como uma das pioneiras na adoção antecipada do padrão da TNFD, com o compromisso de divulgar os resultados em 2026 (sendo 2025 o ano de referência), o Diagnóstico de Oportunidades está em desenvolvimento, com foco nas operações diretas da companhia e alinhado às diretrizes da TNFD. O objetivo é aprimorar a análise e consolidar os resultados para apresentação no primeiro reporte oficial da Suzano como Early Adopter.
Além disso, como parte de sua jornada para integrar a natureza à estratégia de negócio, a Suzano lançou sua Estratégia de Natureza, desenvolvida em colaboração com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Essa estratégia consolida uma abordagem territorial e colaborativa, baseada na hierarquia de mitigação (evitar, reduzir, restaurar e transformar), e orienta as práticas da companhia para promover a conservação, a restauração, a produção sustentável e a inclusão social. O escopo da Estratégia de Natureza abrange as operações diretas da Suzano no Brasil, servindo de referência para o aprimoramento das práticas em toda a cadeia de valor e para a geração de benefícios socioambientais em escala territorial.
A Estratégia de Natureza da Suzano destaca diversas oportunidades relacionadas à otimização dos serviços ecossistêmicos fornecidos por áreas florestais. Entre elas estão: o desenvolvimento de soluções de economia circular e produtos de base renovável, o acesso a novos mercados ligados à bioeconomia, a geração de valor compartilhado com comunidades por meio de cadeias produtivas sustentáveis, o fortalecimento de parcerias para inovação em serviços ambientais, o acesso a financiamentos verdes e a ampliação do reconhecimento da Suzano como referência em práticas regenerativas.
Essas oportunidades reforçam o potencial da empresa em contribuir para uma economia de baixo carbono, para a restauração de ecossistemas e para a geração de benefícios ambientais e sociais, alinhando o negócio às metas e objetivos do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF).
Monitoramentos da biodiversidade
Os monitoramentos de biodiversidade acompanham as mudanças de componentes e parâmetros da paisagem e das comunidades de fauna silvestre e flora, a fim de avaliar efeitos do manejo florestal. A avaliação é realizada nos níveis de paisagem e das comunidades de herpetofauna (anfíbios anuros e répteis), avifauna (aves), mastofauna (mamíferos de médio e grande porte) e vegetação nativa (arbustivo- arbóreo.)
As áreas amostrais monitoradas estão inseridas em diferentes mosaicos de cobertura florestal e abrigam diversas fitofisionomias dos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Até o momento, a Suzano registrou mais de 4.500 espécies de fauna e flora, sendo cerca de 190 ameaçadas de extinção e 180 endêmicas¹. Para cada espécie identificada, são armazenados dados sobre suas características (morfologia, nomenclatura, filogenia, hábitos, alimentação, comportamento), distribuição geográfica (registro de coleta, método de registro, bioma, fitofisionomia, estágio sucessional), endemismo e grau de ameaça.
A espacialização, a diversidade de ambientes e o ótimo estado de conservação de alguns remanescentes permitem o abrigo de grande diversidade de espécies. Essas áreas possuem parcela significativa na representatividade da diversidade de fauna silvestre e flora nativa nas áreas da companhia, quer seja no contexto local ou no regional.
Além dos resultados obtidos nos monitoramentos de biodiversidade, diversas iniciativas estão em andamento, destacando-se:
Conservar populações de primatas ameaçados no Compromisso para Renovar a Vida (CPRV) de Biodiversidade
A linha de ação Primatas Ameaçados integra o CPRV de Biodiversidade, com o objetivo de produzir, aplicar e compartilhar conhecimento científico para recuperar e conservar populações estratégicas de primatas nos corredores ecológicos, viabilizando sua ocorrência e dispersão atual e futura. Os primatas estão entre os grupos biológicos chave, selecionados pela sua relação com as formações florestais e pelo uso predominante do dossel arbóreo como habitat. Em outras palavras, sem ambientes florestais não há primatas.
Corredor Amazônia: a espécie-chave de primata é o cuxiú-preto (Chiropotes satanas), por estar classificada como ameaçada e endêmica do extremo leste da Amazônia. Em 2025, pesquisadores do Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB) continuaram o monitoramento em mais três fragmentos florestais localizados no oeste do Maranhão. Foram aplicados métodos de busca ativa associados ao ponto de playback e transecto linear, totalizando 213,4 quilômetros percorridos ao longo de 240,5 horas de amostragem. Como resultado, foram obtidos 74 registros de primatas, incluindo 5 do cuxiú-preto e 12 do macaco-caiarara (Cebus kaapori), outro primata amazônico e de ocorrência restrita. É um dos 25 primatas mais ameaçados do mundo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esses registros são de grande relevância para a conservação, pois confirmam a presença de populações remanescentes em áreas fragmentadas e reforçam a importância dos corredores ecológicos como estratégia para promover conectividade entre habitats, viabilizando a dispersão e a sobrevivência dessas espécies.
Corredor Cerrado: a espécie-chave é o macaco-prego-de-papo-amarelo (Sapajus cay), reconhecido por sua elevada plasticidade comportamental. Classificado como “pouco preocupante” (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enfrenta, contudo, pressões crescentes como a redução de hàbitat, incêndios florestais e caça, fatores que têm contribuído para o declínio populacional da espécie. Foram selecionados 11 fragmentos prioritários ao longo dos 400 quilômetros de extensão do corredor, em parceria com a Universidade Federal de MAto Grosso do Sul (UFMS), que iniciou o levantamento em um dos fragmentos com objetivo de detalhar aspectos ecológicos e comportamentais da espécie, bem como sua relação com a qualidade eo tamanho dos fragmentos utilizados. Espera-se, com isso, obter subsídios técnicos e científicos para o desenvolvimento de estratégias conservacionistas e de manejo voltadas à proteção do Sapajus cay e dos últimos remanescentes de Cerrado no centro-oeste brasileiro.
Corredor Mata Atlântica: a espécie-chave de primata é o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba). Em 2024, pesquisadores e pesquisadoras do Bicho do Mato Instituto de Pesquisa realizaram um levantamento em quatro fragmentos localizados no Espírito Santo. O delineamento amostral ocorreu com o uso de uma tecnologia inovadora: drones com câmera termal. Através de varredura, o drone percorreu toda a extensão dos fragmentos à procura de pontos de calor. Quando um ponto de calor era detectado, acionava a câmera digital com zoom para a identificação do objeto. Assim, foi possível a identificação dos primatas. Num total de 2.500 minutos de voos, foram 10 registros pertencentes a 4 espécies de primatas, sendo o bugio-marrom encontrado nas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) Mutum Preto e Recanto das Antas, da Suzano. As outras espécies foram macaco-prego-de-crista (Sapajus robustus), guigó (Callicebus personatus) e sagui-de-cara-branca (Callithrix geo5royi).
Conservar populações de palmeiras no CPRV de Biodiversidade
A linha de ação Palmeiras, que integra o CPRV de Biodiversidade, considera que as palmeiras são importantes pelo seu potencial para biodiversificação produtiva e econômica, conservando a floresta em pé. Soma-se a isso uma enorme diversidade de espécies e, consequentemente, de formas nos biomas brasileiros, bem como o imensurável potencial de manejo produtivo sustentável e inclusivo para comunidades e povos tradicionais que se mantiveram e vivem próximo aos grandes remanescentes naturais brasileiros.
Corredor Mata Atlântica: em 2024, pesquisadoras da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) instalaram 52 parcelas de 50 x 10 metros, distribuídas em 13 remanescentes florestais localizados ao longo do corredor, sendo registrado um total de 444 indivíduos adultos de juçara (Euterpe edulis), sendo que até o momento foram identificadas 17 espécies de palmeiras, distribuídas em 8 gêneros. Além da amostragem dos indivíduos adultos, foi coletado tecido foliar de todos os indivíduos jovens da palmeira-juçara, armazenado no Centro de Biotecnologia e Genética (CBG) da Uesc. O DNA dessas amostras está sendo preparado para análises futuras de índices de diversidade, estrutura genética e fluxo gênico das populações. Esses dados servirão de linha de base inicial para futuras comparações, permitindo avaliar a efetividade das ações do corredor na conservação da espécie.
Uso de nova tecnologia nos monitoramentos de biodiversidade no CPRV
Em 2024, o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) iniciou um monitoramento de biodiversidade com o objetivo de criar as linhas de base da conectividade funcional nos corredores, analisando a atual distribuição das espécies para, assim, com o andamento do projeto, avaliar os impactos positivos na biodiversidade da implementação desses corredores.
Através de uma nova tecnologia para o monitoramento da biodiversidade, utilizou-se como método o eDNA Ambiental: por meio de armadilhas para a captura de moscas (saprófagas, hematófagas e/ou caprófagas), o DNA das espécies com que a mosca entrou em contato é extraído e analisado no Laboratório de Biodiversidade Molecular e Conservação na Universidade Federal de São Carlos (LabBMC/UFSCar), permitindo identificar espécies presentes nos corredores.
Projeto de uso de tecnologia inovadora no monitoramento do mico-leão-preto
Tem como espécie-alvo um pequeno primata ameaçado de extinção, o mico-leão-preto (MLP) (Leontopithecus chrysopygus). Iniciado em 2024, o projeto é uma parceria entre a Suzano e o Laboratório de Primatologia da Universidade Estadual Paulista (LaP/Unesp), em Rio Claro, desenvolvido pela pesquisadora doutora Anne Sophie de Almeida e Silva, bolsista do programa Inova Talentos, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). O projeto está sendo realizado na Fazenda Rio Claro (FRC), em Lençóis Paulista.
O MLP é uma espécie rara e endêmica do Estado de São Paulo, onde é reconhecida como patrimônio ambiental (Decreto n° 60.519, de 5 de junho de 2014). Atualmente, sua população está restrita a pouco mais de 20 fragmentos de Mata Atlântica, representando menos de 1% de sua distribuição original, o que faz com que cada uma dessas áreas, incluindo a FRC, seja de particular importância para a conservação da espécie.
O objetivo geral é identificar os padrões de ocupação espacial e temporal do MLP na área. Para isso, utiliza-se uma tecnologia recente e inovadora, que é o mapeamento acústico passivo (MAP), por meio da instalação de gravadores automáticos que registram todos os sons da floresta. Para a análise desses sons, está sendo utilizada inteligência artificial (IA) como ferramenta de detecção automatizada das vocalizações do MLP. Este é o primeiro estudo a utilizar IA como ferramenta de análise de bioacústica para a espécie.
Até o momento, foram processadas e analisadas 4.920 horas de gravações, o que resultou na detecção de 5 grupos de MLPs, além da detecção das outras duas espécies que compõem a comunidade de primatas da área: 3 grupos de bugios-ruivos (Alouatta guariba) e 7 grupos de macacos-prego (Sapajus nigritus). Com os dados já analisados, pode-se destacar:
Projeto Primatas Ameaçados de Extinção
Em seu quarto ano de parceria com o Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), sob a gestão do professor doutor Fabiano Rodrigues de Melo, este projeto realizou o levantamento e o monitoramento de primatas ameaçados utilizando uma combinação de métodos tradicionais, como a busca ativa e playbacks (técnica que reproduz vocalizações de primatas), além de técnicas modernas, como armadilhas fotográficas no dossel e sobrevoos de drone termal.
As atividades foram conduzidas em duas áreas da Suzano, localizadas nos municípios de Pindamonhangaba e Pilar do Sul, na Unidade de Manejo Florestal São Paulo. Essas áreas estão entre os maiores remanescentes de Mata Atlântica do estado e são classificadas como Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs).
Foram identificadas cinco espécies de primatas nas duas áreas de pesquisa, sendo elas: muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), bugio-ruivo (Alouatta guariba), macaco-prego (Sapajus nigritus), sauá (Callicebus nigrifrons) Com exceção do sauá e do macaco-prego, as outras espécies estão sob algum grau de ameaça de extinção.
O muriqui-do-sul é a espécie bandeira do projeto. Estima-se que existam cerca de 1.200 indivíduos adultos na natureza, sendo classificado como “Em Perigo” pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Endêmico da Mata Atlântica brasileira e considerado o maior primata neotropicais, o muriqui exerce papel ecológico fundamental como dispersor de sementes, contribuindo para a regeneração e manutenção da diversidade florestal. Aproximadamente 10% da população existente é monitorada pelo projeto, o que reforça a importância das áreas da Suzano para sua conservação.
Em uma das AAVCs, estimamos que haja no mínimo 71 indivíduos de muriquis-do-sul distribuídos em três grupos sociais distintos, além de quatro grupos de macacos-prego, seis grupos de sauás e pelo menos um grupo de bugios. O maior registro terrestre de muriquis nessa área contabilizou 38 indivíduos em um único grupo, e a terceira revisão das armadilhas fotográficas resultou em 650 registros positivos de fauna. Na outra AAVC, o maior número de muriquis registrados em um único sobrevoo foi de 21 indivíduos, enquanto por terra foram observados 18 indivíduos, além de pelo menos cinco bugios e oito macacos-prego.
A presença e a coexistência dessas espécies de primatas estão diretamente relacionadas a uma combinação de fatores ambientais, ecológicos e comportamentais. A estrutura e a heterogeneidade do habitat, com alta diversidade de árvores, estratificação vertical do dossel e presença de sub-bosque bem desenvolvido, são fundamentais para a partição de nichos ecológicos como diferenças na dieta. Esses resultados reforçam a importância da manutenção de ambientes florestais bem conservados e conectados, como essas AAVCs, para a preservação da diversidade de primatas da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta.
Monitoramento do bicudinho-do-brejo-paulista
Desde 2022, a Suzano, em parceria com a Save Brasil representante da Aliança BirdLife International no país, realiza o monitoramento populacional do bicudinho-do-brejo-paulista (Formicivora paludicola) em áreas da Unidade Florestal São Paulo.
O bicudinho-do-brejo-paulista é uma ave passeriforme descoberta recentemente pela ciência, com os primeiros registros realizados em 2004. Possui uma das distribuições geográficas mais restritas entre as aves brasileiras, ocorrendo exclusivamente em áreas alagadas ou brejos localizados nas bacias hidrográficas dos altos rios Tietê e Paraíba do Sul.
A espécie foi oficialmente descrita em 2014 e é considerada uma das descobertas mais notáveis da ornitologia brasileira neste século. Atualmente, está criticamente ameaçada de extinção e figura entre as espécies prioritárias para conservação no Plano Nacional das Aves da Mata Atlântica – 2° Ciclo, elaborado em 2023 pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Cemave/ICMBio).
Em 2025, foram 23 áreas amostrais da empresa, distribuídas nos municípios de Guararema, Mogi das Cruzes, Santa Branca e São José dos Campos. Ao todo, foram identificadas 290 espécies de aves, incluindo 40 indivíduos adultos do bicudinho-do-brejo-paulista, registrados em duas dessas áreas.
São conhecidas apenas oito áreas de brejo habitadas pela espécie, sendo que duas estão localizadas em propriedades da Suzano. Essas populações são fundamentais para a sobrevivência da espécie no curto e longo prazo.
Ações realizadas pela empresa como o manejo florestal sustentável, a vigilância patrimonial com fiscalização preventiva contra caça e captura ilegal, a atuação das brigadas de combate a incêndios florestais e o monitoramento da espécie estão diretamente alinhados às propostas nacionais de conservação das aves da Mata Atlântica.
Programa de restauração ecológica
A Suzano entende que a restauração ecológica é um compromisso e uma responsabilidade da empresa nas regiões onde atua. A fim de atender aos requisitos legais e das certificações e aos compromissos voluntários, a companhia realiza, desde 2010, o Programa de Restauração Ecológica, que contempla os biomas da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica, atuando em todas as suas unidades de negócios florestais.
A Suzano reconhece a restauração e reabilitação de ecossistemas como pilares centrais da sua estratégia de sustentabilidade e gestão da biodiversidade, conduzindo essas ações de forma integrada às suas operações florestais e industriais. As medidas de restauração e reabilitação são implementadas durante o curso das atividades da organização, e não apenas após o encerramento de unidades operacionais, refletindo o compromisso da empresa com a conservação da natureza em paralelo à produção responsável.
Essas ações seguem um planejamento de longo prazo e está alinhado aos compromissos públicos da Suzano, como a meta de conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade até 2030. O foco está em otimizar as operações e promover a recuperação ecológica em paisagens produtivas e áreas de conservação, abrangendo florestas nativas, corredores ecológicos e zonas de cultivo. Assim, a restauração é concebida como parte integrante da cadeia florestal e industrial, contribuindo simultaneamente para a resiliência ambiental, o equilíbrio dos ecossistemas e a geração de valor social.
Muitos projetos exemplares têm sido implementados para restaurar áreas degradadas no Brasil. No caso da Suzano, que é uma das maiores empresas de papel e celulose do país, investimos em projetos de replantio e recuperação de nossas áreas degradadas. O Programa de Restauração Ecológica da companhia busca ampliar significativamente a conectividade entre os fragmentos florestais existentes, promover a formação de redes de áreas de conservação ecologicamente representativas em todos os territórios onde está implementado e garantir o atendimento legal de propriedades rurais que são incluídas em seu processo produtivo.
Em 2020, o Programa de Restauração Ecológica da Suzano foi reconhecido pela ONU como um dos 15 projetos mais transformadores do Brasil em sustentabilidade econômica, social e ambiental. O case apresentado também foi selecionado como um dos seis destaques entre mais de 5 mil inscritos. A seleção foi realizada por especialistas em desenvolvimento sustentável da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à ONU, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do governo federal. No total, o grupo avaliou 131 estudos, dos quais 66 casos foram escolhidos para compor o repositório “Big Push para a Sustentabilidade”. O programa da Suzano ainda foi reconhecido como uma boa prática alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, e passou a integrar a publicação Inspiring Examples to Drive Change.
O Programa promove a melhoria dos serviços ecossistêmicos, tais como fornecimento e purificação da água, controle biológico de pragas e doenças, regulação climática local e regional, melhoria da qualidade do ar, sequestro e armazenamento de carbono e polinização. Para mais detalhes, acesse o indicador “Otimização de oportunidades de serviços ecossistêmicos fornecidos por áreas florestais“.
As diretrizes gerais e os procedimentos do Programa de Restauração Ecológica estão definidos no Manual de Gestão de Restauração Ecológica da Suzano, descritos em planejamento, diagnóstico, implantação, manutenção e monitoramento.
O planejamento das áreas a restaurar é definido com base em prazos legais de condicionantes de licenças, Termos de Compromisso de Restauração Ambiental (TCRA) e Planos de Restauração de Áreas Degradadas (PRAD), e da logística de operações e/ou proximidade das fazendas.
Na etapa de diagnóstico, ocorre a caracterização da situação ambiental e de uso da terra de cada área. Pode ser realizada em campo e/ou por meio de técnicas de sensoriamento remoto, empregando-se drones, imagens de satélite e Lidar (do inglês Light Detection and Ranging), entre outras tecnologias. A partir do resultado, é realizada a avaliação do potencial de resiliência das áreas para embasar a escolha do método de implantação apropriado para cada área.
É na fase de implantação que ocorrem as atividades para que uma área passe a ser considerada ”em processo de restauração”. O método a ser aplicado é determinado na fase de diagnóstico, e é definido com base no nível de degradação da área, sua capacidade de autorregeneração e na identificação e manejo dos seus fatores de degradação.
Para realizar os processos de restauração de forma eficiente e consistente, a Suzano está continuamente em busca de recomendações técnicas que garantam o sucesso na recuperação de nossas áreas. Com base nessas recomendações, revisamos constantemente nossas listas técnicas de manejo. A metodologia de restauração adotada varia conforme o nível de degradação da área e sua capacidade de autorregeneração (potencial de resiliência).
As metodologias passíveis a serem realizadas são:
A fase de manutenção abrange um conjunto de tratos culturais para garantir a sobrevivência das plantas regenerantes ou derivadas de sementes ou mudas. Nesta fase, podem ocorrer atividades como adubação de plantio, capina química e roçadas. As atividades a serem realizadas são definidas durante a fase de monitoramento.
Visando corrigir a trajetória ecológica da área após a detecção de um indicador não satisfatório, bem como o aprimoramento das técnicas e metodologias empregadas, a Suzano possui um plano de monitoramento das áreas de restauração estruturado em dois tipos: monitoramento operacional (ou silvicultural) e monitoramento ecológico.
O monitoramento operacional visa assegurar o padrão de qualidade das operações desenvolvidas. Inclui medidas de qualidade de mudas nativas, sobrevivência de plantio, monitoramento de plantas daninhas e formigas e de qualidade operacional da implantação (preparo do solo, plantio e resultado da aplicação de herbicidas).
Já o monitoramento ecológico tem o objetivo de avaliar os atributos ecológicos das áreas em processo de restauração, a fim de verificar se há necessidade de realização de atividades de manejo adaptativo (plantios de adensamento, enriquecimento e outras) para correção da trajetória ecológica local, bem como para indicar o quanto estas podem ser consideradas “restauradas”. Serão consideradas restauradas as áreas de blocos amostrais onde sejam atingidos valores de referência para restauração definidos nas legislações estaduais ou em padrão da empresa, que também pode considerar, além dos parâmetros previamente descritos, indicadores de paisagem.
A Suzano adota uma abordagem integrada para a restauração ecológica e reconexão de paisagens, com foco na ampliação da biodiversidade e na recuperação de serviços ecossistêmicos.
A taxa de sucesso é monitorada com base em critérios de sobrevivência de mudas, cobertura vegetal, diversidade de espécies e conectividade entre fragmentos nativos.
Durante 2024, a Suzano alcançou marcos relevantes em sua agenda de restauração, destacando-se:
Esses resultados evidenciam a consolidação do modelo da Suzano de restauração em larga escala, baseada em ciência, conectividade e impacto positivo nos ecossistemas.
A restauração promovida pela Suzano gera benefícios ambientais e sociais diretos, reforçando o equilíbrio ecológico das áreas onde a empresa atua.
Os principais serviços ecossistêmicos proporcionados incluem:
| Tipo de serviço | Descrição | Indicador / KPI |
| Regulação hídrica | Melhoria da infiltração e qualidade da água, aumento da vazão em nascentes e cursos d’água. | Aumento na infiltração média em áreas restauradas. |
| Controle climático e carbono | Sequestro de CO₂ e mitigação de emissões; moderação de temperatura local. | ~Mt CO₂eq armazenados desde 2015. |
| Polinização e biodiversidade | Reintrodução de espécies polinizadoras e fauna de pequeno porte. | +Aumento na diversidade de polinizadores em corredores restaurados. |
| Controle biológico | Redução da necessidade de defensivos agrícolas nas bordas das plantações. | -Redução de uso de defensivos nas áreas integradas. |
| Proteção do solo e prevenção de erosão | Redução da perda de sedimentos e aumento da fertilidade natural. | menos erosão média em áreas monitoradas. |
Assim, o Programa de Restauração Ecológica da Suzano tem contribuído para o aumento da cobertura de vegetação nativa no Brasil e para a redução de impactos ambientais, bem como para a capacidade adaptativa desses ambientes às mudanças climáticas.
Parcerias para conservação da biodiversidade
Dada a grande extensão territorial da Suzano e a diversidade de ambientes em que atua, onde cada região em que a companhia está presente demanda um conjunto de capacidades, tecnologias e pontos de vista diferentes, foi necessário criar uma rede diversificada de parceiros estratégicos, que inclui ONGs, universidades, empresas e comunidades vizinhas. Juntamente com essa rede, a Suzano tem inovado em tecnologia e metodologias para a gestão do capital natural, buscando melhorar a eficiência, reduzir impactos ambientais e gerar oportunidades de trabalho e compartilhamento de conhecimento específicas para cada um dos biomas de atuação. A seguir são elencadas algumas parcerias estabelecidas e seus objetivos estratégicos:
Saiba mais acessando os indicadores “Número total e porcentagem de fornecedores que passaram por avaliação ambiental e social”, “Porcentagem de produtos com origem rastreável de matérias- primas” e “Compromissos e parcerias”.
Nas tabelas abaixo estão disponíveis as seguintes informações:
| 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Áreas próprias | Áreas arrendadas | Total | Áreas próprias | Áreas arrendadas | Total | Áreas próprias | Áreas arrendadas | Total | Áreas próprias | Áreas arrendadas | Total | Áreas próprias | Áreas arrendadas | Total | Áreas próprias | Áreas arrendadas | Total | |
| ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | |
|
Plantio e disponível |
754.465,00 |
591.688,00 |
1.346.153,00 |
672.626,16 |
648.634,46 |
1.321.260,62 |
845.635,61 |
629.894,18 |
1.475.529,79 |
837.218,00 |
766.503,00 |
1.603.721,00 |
871.641,44 |
792.447,43 |
1.664.088,87 |
845.058,78 |
764.698,68 |
1.609.757,46 |
|
Destinadas à conservação |
527.224,00 |
433.634,00 |
960.858,00 |
493.742,27 |
512.139,68 |
1.005.881,95 |
578.363,11 |
468.798,81 |
1.047.161,92 |
566.356,00 |
525.222,00 |
1.091.578,00 |
594.462,49 |
548.630,43 |
1.143.092,92 |
580.237,18 |
552.144,27 |
1.132.381,45 |
|
Infraestrutura |
51.982,00 |
38.586,00 |
90.568,00 |
45.989,17 |
40.398,55 |
86.387,72 |
55.196,09 |
35.835,51 |
91.031,60 |
55.291,00 |
43.395,00 |
98.686,00 |
57.965,48 |
50.233,21 |
108.198,69 |
73.798,37 |
83.565,33 |
157.363,70 |
|
Total |
1.333.671,00 |
1.063.908,00 |
2.397.579,00 |
1.212.357,60 |
1.201.172,69 |
2.413.530,29 |
1.479.194,81 |
1.134.528,50 |
2.613.723,31 |
1.458.865,00 |
1.335.120,00 |
2.793.985,00 |
1.524.069,41 |
1.391.311,07 |
2.915.380,48 |
1.499.094,33 |
1.400.408,28 |
2.899.502,61 |
| 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024² | 2025 | |||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Aracruz/ Mucuri | São Paulo | Três Lagoas/ Cerrado | Imperatriz/ Urbano/ Teresina | Total | Aracruz/ Mucuri | São Paulo | Três Lagoas/ Cerrado | Imperatriz/ Urbano/ Teresina | Total | Aracruz/ Mucuri | São Paulo | Três Lagoas/ Cerrado | Imperatriz/ Urbano/ Teresina | Total | Aracruz/ Mucuri | São Paulo | Três Lagoas/ Cerrado | Imperatriz/ Urbano/ Teresina | Total | Aracruz/ Mucuri | São Paulo | Três Lagoas/ Cerrado | Impe-ratriz/ Urbano/ Teresina | Total | Aracruz/ Mucuri | São Paulo | Três Lagoas/ Cerrado | Imperatriz/ Urbano/ Teresina | Total | |
| ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | ha | |
|
Amazônia |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
242.027,15 |
242.027,15 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
252.206,19 |
252.206,19 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
256.971,56 |
256.971,56 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
262.685,30 |
262.685,30 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
265.022,96 |
265.022,96 |
0,00 |
0,00 |
0,00 |
265.765,00 |
265.765,00 |
|
Cerrado |
908,09 |
36.067,61 |
157.664,26 |
134.720,73 |
329.360,69 |
1.430,56 |
35.429,27 |
216.167,34 |
98.198,73 |
351.225,90 |
1.430,56 |
34.729,83 |
256.351,32 |
95.808,57 |
388.320,28 |
1.430,56 |
38.289,73 |
293.860,49 |
417.672,55 |
417.672,55 |
1.430,56 |
36.435,64 |
324.207,57 |
99.214,47 |
461.288,24 |
4.748,00 |
36.944,00 |
325.735,00 |
86.391,00 |
453.818,00 |
|
Mata Atlântica |
268.641,00 |
81.240,45 |
353.479,13 |
0,00 |
353.479,13 |
275.053,48 |
79.067,77 |
3.579,19 |
0,00 |
357.700,44 |
280.552,03 |
75.711,82 |
326,64 |
0,00 |
356.590,49 |
283.431,68 |
74.998,79 |
326,64 |
0,00 |
358.757,11 |
279.813,46 |
77.357,43 |
326,64 |
0,00 |
357.497,53 |
272.732,00 |
78.875,00 |
327,00 |
5,00 |
351.939,00 |
|
Pantanal² |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
n/d |
0,00 |
0,00 |
388,75 |
0,00 |
388,75 |
0,00 |
0,00 |
389,00 |
0,00 |
389,00 |
|
Total |
269.549,44 |
117.308,06 |
161.261,49 |
376.747,88 |
924.866,97 |
276.484,04 |
114.497,04 |
114.497,04 |
350.404,92 |
961.132,53 |
281.982,60 |
110.441,65 |
256.677,96 |
352.780,13 |
1.001.882,34 |
284.862,25 |
113.288,52 |
294.187,13 |
346.777,06 |
1.039.114,96 |
281.244,02 |
113.793,07 |
324.922,96 |
364.237,43 |
1.084.197,48 |
277.481,00 |
115.818,00 |
326.451,00 |
352.161,00 |
1.071.911,00 |
| 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| km² | km² | km² | km² | km² | km² | |
|
Espírito Santo/Bahia |
204,40 |
221,56 |
238,40 |
254,86 |
278,75 |
309,49 |
|
Maranhão |
1,23 |
1,23 |
1,84 |
2,88 |
10,57 |
19,16 |
|
Mato Grosso do Sul |
6,38 |
6,38 |
9,27 |
9,98 |
12,62 |
15,71 |
|
São Paulo |
118,16 |
121,72 |
124,04 |
128,80 |
146,39 |
150,93 |
|
Total |
330,17 |
350,89 |
373,55 |
396,52 |
448,32 |
495,29 |
| 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| km² | km² | km² | km² | km² | km² | |
|
Espírito Santo/Bahia |
2,10 |
17,16 |
16,85 |
16,45 |
23,89 |
30,74 |
|
Maranhão |
0,00 |
0,00 |
0,61 |
1,04 |
7,69 |
8,59 |
|
Mato Grosso do Sul |
0,00 |
0,00 |
2,89 |
0,71 |
2,64 |
3,09 |
|
São Paulo |
2,88 |
3,56 |
2,32 |
4,76 |
17,59 |
4,54 |
|
Total |
4,98 |
20,72 |
22,67 |
22,96 |
51,81 |
46,96 |
| 2020 | 2021² | 2022³ | 2023³ | 2024⁴ | 2025⁵ | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ha | ha | ha | ha | ha | ha | |
|
Espírito Santo/Bahia |
20.213,64 |
19.986,05 |
18.965,02 |
17.941,75 |
17.034,53 |
16.613,20 |
|
Maranhão |
25.335,37 |
53.524,32 |
52.677,60 |
52.846,75 |
46.051,58 |
43.441,00 |
|
Mato Grosso do Sul |
6.968,00 |
11.330,08 |
11.334,55 |
11.334,55 |
11.334,55 |
15.187,21 |
|
São Paulo |
4.879,71 |
9.360,65 |
10.620,90 |
10.634,12 |
10.633,81 |
10.291,24 |
|
Total |
57.795,38 |
94.201,10 |
93.593,60 |
92.757,17 |
85.054,47 |
85.532,65 |
O sucesso das medidas de restauração é avaliado com base em critérios técnicos estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes, conforme a legislação aplicável em cada estado. Para tanto, são definidos períodos de monitoramento, e os resultados obtidos são comparados a valores de referência esperados para cada etapa, orientando eventuais ajustes por manejo adaptativo (enriquecimento ou adensamento), quando necessário. As normas adotadas derivam do Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) e dos requisitos estaduais associados aos Programas de Regularização Ambiental (PRA). As metodologias consideram as condições ambientais locais e o potencial de recuperação das áreas, incluindo controle de exóticas, condução da regeneração natural, plantio consorciado, nucleação, semeadura direta e plantio total, definidas a partir do microplanejamento e dos monitoramentos. O processo de aprovação do sucesso da restauração segue os critérios técnicos dos órgãos ambientais; não há aprovação específica por especialistas externos independentes.
Complementarmente, a Suzano mantém parcerias para restauração e conservação em áreas de terceiros no contexto do compromisso de conectar 500 mil hectares até 2030, por meio da implantação de corredores ecológicos também fora de suas áreas. Em 2025, foram implantados 162 hectares em áreas de terceiros, contribuindo para a conexão de aproximadamente 17 mil hectares; no acumulado, somam-se 212 hectares implantados e 67 mil hectares conectados.
Em relação às áreas destinadas à conservação, ao final do período de relato, a condição de uso e cobertura do solo foi predominantemente composta por vegetação nativa em regeneração (44,85%), com destaque para vegetação secundária média (21,67%), secundária inicial (14,52%) e secundária avançada (7,35%), além de formações associadas (capoeiras e arbustiva) em menor proporção. No que se refere às áreas de restauração, ao final do período de relato, as áreas avaliadas apresentaram a seguinte condição de uso e cobertura do solo: 36,33% encontravam-se em vegetação secundária média, 24,33% em vegetação secundária inicial e 12,33% em vegetação secundária avançada, indicando diferentes estágios de regeneração/recuperação da vegetação. As classes associadas a uso antrópico corresponderam a 13,42% em pastagem, 8,19% em pasto sujo ralo e 5,13% em pasto sujo denso. Por fim, áreas em condição mais crítica de cobertura, classificadas como solo exposto, representaram 0,28% do total.