contexto

O equilíbrio dos serviços ecossistêmicos, a partir da conservação e do uso sustentável dos recursos naturais, é fundamental para a Suzano, pois o seu modelo de negócios envolve uma relação indissociável com o meio ambiente. Como uma empresa baseada na natureza, o eucalipto plantado e utilizado na sua produção de celulose depende diretamente de recursos naturais. Sendo assim, atuar em prol da conservação da biodiversidade e da recuperação de ecossistemas, além de beneficiar a sociedade como um todo, assegura a perpetuidade do modelo de negócio da companhia.

Segundo a legislação brasileira (Lei nº 14.119, de 13 de janeiro de 2021), que institui a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, os serviços ecossistêmicos podem ser classificados em quatro categorias:

  • Serviços de provisão: fornecem bens ou produtos ambientais para consumo ou comercialização, tais como água, alimentos, madeira, fibras e extratos; 
  • Serviços de regulação: promovem a estabilidade dos ecossistemas, tais como sequestro e armazenamento de carbono, manutenção da qualidade do ar e do ciclo hidrológico e controle dos processos críticos de erosão e de potenciais populações de praga; 
  • Serviços culturais: benefícios não materiais providos pelos ecossistemas, por meio de recreação, turismo, identidade cultural, experiências espirituais e estéticas e desenvolvimento intelectual, entre outros;
  • Serviços de suporte: asseguram funções ecossistêmicas básicas, tais como ciclagem de nutrientes, produção, manutenção ou renovação da fertilidade do solo, polinização e manutenção da biodiversidade.

Sendo assim, a Suzano norteia suas decisões operacionais de modo a assegurar a integridade dos serviços ecossistêmicos no território onde atua, com a oportunidade de contribuir positivamente com suas práticas, programas e projetos, como os exemplos abaixo. 

Em 2021, a companhia deu início à mensuração de seus impactos na natureza, a fim de oferecer informações mais assertivas para o planejamento estratégico e a tomada de decisão. As categorias de impacto consideradas na avaliação envolvem:

  • Emissões de gases de efeito estufa (GEE);
  • Poluição do ar;
  • Poluição da água;
  • Uso da água;
  • Uso de recursos;
  • Uso da terra;
  • Serviço ecossistêmico de conservação da água;
  • Serviço ecossistêmico de conservação do solo;
  • Serviço ecossistêmico de mitigação das mudanças climáticas.

A mensuração realizada pela Suzano segue as orientações do Natural Capital Protocol – criado pela Capitals Coalition e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) – para definir as trajetórias de impacto e indicadores do método de Avaliação de Ciclo de Vida ReCiPe 2016, permitindo, assim, quantificar os impactos no bem-estar humano relacionados com as alterações na natureza que ocorrem devido às atividades da empresa.

Como uma das pioneiras na adoção antecipada do padrão da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), com o compromisso de divulgar os resultados em 2026 (sendo 2025 o ano de referência), a Suzano expandiu a mensuração de impactos para avaliar também as dependências e os riscos relacionados à natureza, em 2024, utilizando-se desses resultados nas análises de aderência às diretrizes da TNFD.

Orientada pelo avanço contínuo na mensuração de impactos na natureza, desde 2021 a companhia tem realizado melhorias metodológicas na avaliação e, em 2024, expandiu o escopo da análise com um piloto da mensuração de impactos da sua cadeia de fornecimento no meio ambiente. 

O processo de mensuração de impactos permite que a Suzano compreenda melhor a relação do seu negócio com a natureza, o que viabiliza ações assertivas para a redução e mitigação de impactos negativos, além de incentivar ações que promovam impactos positivos. Os resultados evidenciaram o grande potencial que o modelo de negócio da Suzano possui em restaurar os serviços ecossistêmicos de conservação da água e do solo, essenciais para a biodiversidade.  

Impulsionada pelo desafio da construção de uma economia regenerativa, essa nova abordagem sobre os resultados da companhia tem a ambição de direcionar as decisões estratégicas em uma perspectiva integrada, que reconhece que a sua relação com a natureza é essencial para demonstrar a geração de valor do negócio.