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Uma das principais ameaças para a perda de biodiversidade no Brasil e no mundo é a fragmentação de habitats. Este fenômeno ocorre quando uma área natural contínua e de relevância ambiental é subdividida em áreas menores, sem conexão umas com as outras. Isso acontece devido à alterações no uso e ocupação do solo provocadas principalmente por ações antrópicas.

A fragmentação altera as interações ecológicas na paisagem e isola espécies, resultando na redução de variabilidade genética e sucesso reprodutivo – o que pode contribuir para sua extinção –, além de interferir na perda de resiliência dos territórios às mudanças climáticas e na prestação de serviços ecossistêmicos, entre outros efeitos adversos.

As operações florestais da Suzano alcançam cerca de 2,4 milhões de hectares. Por isso, entendemos que seja nosso papel contribuir para a conexão desses fragmentos com o intuito de preservar a biodiversidade dos biomas que estamos presentes e mitigar o risco de extinção dessas espécies. 

informações sobre o KPI da meta
escopo

Considerando toda a extensão e influência territorial da Suzano e entendendo que a natureza não reconhece limites entre propriedades, o desafio do compromisso de biodiversidade considera áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade no Brasil, nos biomas do Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia, definidos pelo Ministério do Meio Ambiente. O escopo do compromisso considera as áreas naturais de florestas e demais tipos de vegetação nativa fragmentadas que precisam ser conectadas, e respectivos corredores de biodiversidade entre elas, dentro e fora das áreas de atuação da Companhia, em parceria com diferentes atores¹.

Para o alcance da meta, a Suzano está focada nos pilares Conectar, Engajar e Proteger. A partir desses pilares, a Companhia atuará estrategicamente em seis frentes de atuação: implantando e restaurando corredores de biodiversidade, criando uma rede de Unidades de Conservação (UCs), conservando populações de primatas e palmeiras, estabelecendo modelos de negócio que gerem valor compartilhado e de produção biodiversos e realizando ações para a redução das pressões à biodiversidade em decorrência da ação humana, seguindo diretrizes definidas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). 

baseline
Em definição.
ambição
Conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade no Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia até 2030.
resultados em 2021

Em 2021, focamos na definição do modelo de governança das ações do compromisso, com o objetivo de viabilizar a execução estruturada e transparente das suas diferentes frentes de atuação. Ao mesmo tempo, coletamos informações para alimentar uma base de dados georreferenciada, visando caracterizar as regiões dos corredores e determinar as principais variáveis que norteiam o planejamento das ações sobre os territórios. Nesse caso, estabelecemos métricas para determinar áreas de conservação prioritárias a serem conectadas, considerando os melhores caminhos, otimização de recursos e redução de impactos na criação de corredores que apoiarão a melhoria da biodiversidade nas paisagens. Redefinimos os traçados dos corredores, buscando as rotas mais efetivas, ou seja, aquelas que podem minimizar os custos das intervenções, mas que potencialmente têm maior impacto no aumento da conectividade da paisagem. O processo também envolveu entrevistas com proprietários(as) rurais dos territórios pelos quais passarão os corredores para traçamos estratégias efetivas de engajamento. Além disso, mapeamos as instituições e lideranças desses locais com o intuito de identificar as ações de restauração e desenvolvimento sustentável já em andamento, buscando o fortalecimento do relacionamento com essas partes interessadas e identificando oportunidades de sinergia em ações de desenvolvimento socioambiental.

O que faremos em 2022

Dentre as ações previstas para 2022, destacam-se:

  1. Elaboração dos projetos executivos dos corredores;
  2. Definição dos indicadores de impacto do compromisso de biodiversidade;
  3. Definição dos KPIs e metas das Linhas de Atuação;
  4. Busca por parceiros e financiadores;
  5. Engajamento com partes interessadas;
  6. Início das atividades de manejo ao longo do traçado dos corredores;
  7. Monitoramento de pressões antrópicas e de risco de incêndios florestais nos corredores;
  8. Levantamento situacional de palmeiras e primatas nos corredores propostos + planos de ação para a conservação destes grupos;
  9. Premissas, Avaliação de Aspectos Legais e planejamento de implantação da criação da rede de Unidades de Conservação (UCs).

A partir da aprovação da definição dos traçados, e por meio dos três grandes pilares – Conectar, Engajar e Proteger – , iremos elaborar os projetos executivos dos corredores ecológicos em 2022, detalhando o planejamento de implantação dos corredores nos próximos anos. Os corredores passarão em áreas externas e dentro de áreas da Suzano, englobando tanto florestas nativas como plantios de eucalipto. Por isso, como parte do pilar Conectar, planejamos iniciar o manejo em algumas áreas do traçado do corredor, iniciando a implantação de 150 hectares de restauração e 90 hectares de modelos biodiversos² em áreas estratégicas.

Já no eixo Engajar, seguiremos mobilizando as partes interessadas para aumentar a efetividade da implantação dos corredores, principalmente aqueles proprietários que já demonstraram um interesse inicial em realizar a restauração e que possuem áreas de grande valor ecológico. Definiremos também os arranjos institucionais para a estratégia de financiamento e parcerias externas. Além disso, desenvolveremos modelos de negócios associados à conservação da biodiversidade, que visem a melhoria e geração de renda, a inclusão social e qualidade de vida dos proprietários e comunidades inseridas ou vizinhas aos corredores.

Sabemos que é igualmente importante monitorar as pressões antrópicas e riscos de incêndios florestais de áreas importantes para a conexão. Por isso, como parte do pilar proteger, realizaremos um estudo para diagnosticar a pressão que essas áreas sofrem atualmente, com o intuito de direcionar ações para a redução de ocorrências ambientais que possam colocar em risco a preservação desses fragmentos. Vamos realizar também o levantamento de palmeiras e primatas já existentes nos traçados dos corredores para suportar o planejamento das ações futuras para a conservação destes grupos, além de aprofundar a análise para a criação de redes de Unidades de Conservação nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia.

  1. Stakeholders consultados: organizações não governamentais, academia, setor público e privado. Os 63 entrevistados foram distribuídos de forma equilibrada quanto à perspectiva sociológica entre instituições não governamentais (38% – 24 pessoas), setor público (32% – 20 pessoas) e setor privado (30% – 19 pessoas).
  2. Os modelos de manejo de áreas de plantio de eucalipto que combinam diferentes modelos produtivos (silvicultura, fruticultura, pecuária, apicultura, sistemas agroflorestais, entre outros), buscando uma utilização mais eficiente do espaço e dos recursos naturais como solo, água e energia.
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