contexto

Uma grande e crescente preocupação mundial é o aumento das taxas de desmatamento no Brasil. Para apoiar na prevenção e mitigação do desmatamento, já existem diversas iniciativas de sistemas de monitoramento e alertas de desmatamento por bioma brasileiro. Nesse sentido, e considerando esta ser uma premissa básica para qualquer iniciativa diante da perda de biodiversidade, a Suzano se compromete com uma política de desmatamento zero e adoção das melhores práticas de manejo florestal, estabelecendo suas plantações exclusivamente em áreas anteriormente antropizadas por outros usos, assim como a melhoria da qualidade ambiental de áreas destinadas à conservação. Todos os produtos da Suzano são fabricados a partir de árvores de eucalipto plantadas e colhidas exclusivamente para esse fim.

Desta forma, para a Suzano, desmatamento zero significa que não há plantio ou aquisição de eucalipto plantado em áreas previamente ocupadas por vegetação nativa e que foram desmatadas, legal ou ilegalmente, conforme estabelecido na sua Política de Suprimentos de Madeira. Ou seja, a empresa não realiza desmatamento de áreas naturais, como florestas, savanas e campos nativos, para o plantio de eucalipto. Além disso, a Suzano segue a legislação brasileira, as certificações florestais e os compromissos internacionais para desmatamento zero, sendo auditada anualmente para garantir padrões elevados de governança em sustentabilidade

Para garantir a conformidade com seus compromissos, a companhia aplica o Sistema de Due Diligence (SDD) em 100% do fornecimento de madeira para o abastecimento de suas fábricas. Essa avaliação visa garantir o atendimento aos princípios de suas políticas, como o compromisso com o desmatamento zero; o atendimento às regulamentações internacionais, incluindo a EU Deforestation Regulation (EUDR); o atendimento às normas de Manejo Florestal FSC® e PEFC e de Madeira Controlada (FSC-STD-40-005); a Avaliação Nacional de Risco para o Brasil (FSC-NRA-BR V1-0); e a PEFC ST 2002:2020. 

As principais fases desse processo são: 

  • Análise de documentos que comprovem direitos de uso de terra e avaliação de conversão de florestas nativas. Caso haja a ocorrência de algum conflito e/ou restrição, estes devem ser devidamente avaliados por um grupo multidisciplinar e tratados previamente à formalização do contrato;
  • Análise de limites de uso do solo com Unidades de Conservação (UCs), áreas prioritárias para conservação, comunidades indígenas e comunidades tradicionais oficialmente demarcadas.

Após as validações legais e ambientais, a área florestal é cadastrada em um sistema, denominado Zenith, que abrange madeira própria e de terceiros e contempla informações relevantes, como: geolocalização de áreas de plantio e de conservação, nome da propriedade rural, região e estado. Essa etapa de cadastro faz parte do programa de rastreabilidade da Suzano, atendendo ao compromisso de garantir que 100% dos produtos entregues aos clientes possam ser rastreados até a origem da madeira. Ou seja, o programa acompanha a madeira durante o plantio, o manejo, a colheita e o transporte para a fábrica, onde as informações são registradas em um sistema que permite a conexão com a produção do lote de celulose e demais produtos, como papel e tissue.

Com o objetivo de proporcionar a transparência de suas atividades para as partes interessadas, a Suzano possui as certificações de Manejo Florestal FSC® e PEFC para as unidades florestais e as certificações de Cadeia de Custódia FSC® e PEFC nas unidades industriais, distribuidoras e traders. Todos os controles de rastreabilidade são avaliados durante as auditorias internas e pelas auditorias externas, as quais são conduzidas pelo órgão certificador de terceira parte independente. 

Para assegurar que o desmatamento não esteja presente em sua cadeia de valor e cumprir com seu Compromisso com o Desmatamento Zero, a Suzano divulga, desde 2020, o Relatório Anual de Desmatamento Zero (2020, 2021, 2022 e 2023), elaborado a partir de uma análise sistêmica de dados públicos sobre o desmatamento no Brasil, realizando cruzamento com sua base de operação. 

Essa análise abrange todas as regiões de atuação da empresa no território nacional para fins de avaliação das áreas desmatadas, contemplando as seguintes etapas:

  • Levantamento de informações: acervos documentais, histórico de uso e conservação do solo, levantamento de evidências relevantes;
  • Análise e avaliação: conferência de laudos, imagens e coleta de evidências in loco, caso necessário; 
  • Criação de planos de ação: processos imobiliários, contratos vinculados a terceiros, ações judiciais, registro de boletim de ocorrência, licenças ambientais obtidas por terceiros, mapas e registros fotográficos coletados em campo;
  • Monitoramento e controle: acompanhamento das áreas suprimidas com revisita às áreas pela Vigilância Patrimonial, imagens, revisão ou até devolutiva de posse, acompanhamento de ações judiciais e inclusão de áreas no Programa de Restauração Ecológica.

O processo de verificação dos resultados obtidos é auditado por terceira parte independente, a fim de assegurar que todo o processo adotado tenha credibilidade, precisão técnica e imparcialidade de análise e reporte.

A Suzano participa ativamente de iniciativas de proteção de áreas naturais, em parcerias com ONGs, governos locais e institutos de pesquisa, que combatem o desmatamento, promovem a restauração ecológica e criam condições para impulsionar o desenvolvimento sustentável. 


Nota:

  1. Saiba mais acessando os indicadores “Número total e porcentagem de fornecedores que passaram por avaliação ambiental e social”, “Porcentagem de produtos com origem rastreável de matérias-primas” e “Compromissos e parcerias”.

Informações complementares

Para melhor compreensão deste indicador, esclarecemos a seguir alguns conceitos importantes:
 

  • Desmatamento ou supressão: consiste na ação ou no resultado de eliminação ou extinção de vegetação nativa em determinada área;
  • Área natural e vegetação nativa: área com vegetação original, remanescente ou regenerada, que contenha exemplares diversos de espécies de flora (árvores e outras plantas) e fauna (animais) nativas ou naturais de sua localidade;
  • Hectare: unidade de medida de área que equivale a aproximadamente um campo de futebol, ou 10 mil metros quadrados;
  • Restauração ecológica: é o processo de auxílio ao restabelecimento de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído e tem por objetivo mover um ecossistema degradado para uma trajetória de recuperação que permita a adaptação às mudanças locais e globais, bem como a persistência e a evolução de suas espécies componentes;
  • Análise geoespacial: análise técnica que utiliza softwares específicos e imagens de satélite para avaliar as áreas de vegetação nativa;
  • Monitoramento: é feito para determinar a situação de um sistema, um processo, um produto ou uma atividade, coletando dados por estágios ou em diferentes momentos.