Dimensão SASB
Emissão de gases de efeito estufaCódigo SASB
RR-PP-110a.2Código SASB
RT-CP-110a.2Setor SASB
Produtos de Celulose e PapelSetor SASB
Recipientes e EmbalagensDimensão GRI
Temas MateriaisCódigo GRI
3-3TCFD
ContextoTCFD
Indicadores RelacionadosCompromissos para renovar a vida
As mudanças climáticas são um desafio global alarmante, comprovado cientificamente pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), com impactos significativos no meio ambiente, na sociedade e na economia global. De acordo com a World Meteorological Organization (WMO), 2025 foi confirmado como um dos três anos mais quentes já registrados, com a temperatura média global aproximadamente 1,44 °C acima dos níveis pré‑industriais (1850–1900), evidenciando que o mundo se aproxima rapidamente o limite crítico de 1,5ºC estabelecido pelo Acordo de Paris, reforçando a urgência de ações climáticas concretas.
O aumento da temperatura causa eventos climáticos extremos, afetando ecossistemas, comunidades humanas e atividades econômicas, agravando desigualdades e violando direitos humanos, especialmente para populações vulneráveis. Diante desse cenário, reconhecemos o papel essencial do setor de papel e celulose e nos comprometemos em investir de maneira contínua em tecnologia e inovação, com o objetivo de reduzir as emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa de maneira integrada (Escopos 1, 2 e 3) e de contribuir de forma efetiva para a transição rumo à uma economia de baixo carbono. Além disso, a Suzano participa ativamente das discussões e reuniões relevantes internacionais, e esteve engajada grandes eventos conectados ao debate climático global – Semana do clima em Londres, São Paulo, Belém, Rio de Janeiro e Nova Iorque, e na COP30, em Belém (PA). As mudanças climáticas são consequência de ações de diversos setores da sociedade, exigindo um esforço coletivo do setor público e privado para desenvolver soluções de adaptação e mitigação.
Mudanças climáticas na Suzano
As atividades do setor de papel e celulose dependem da gestão de florestas, do uso de recursos hídricos, do uso do solo e de atividades industriais. Por isso, as mudanças climáticas impõem desafios e oportunidades relevantes ao setor. Na Suzano, este é um tema material e urgente, e ações efetivas para reduzir as emissões e maximizar as remoções de carbono da atmosfera fazem parte do dia a dia do nosso negócio No modelo de negócio da empresa, as florestas plantadas e nativas contribuem diretamente para a remoção e o estoque de gás carbônico (CO₂) do ar, a preservação da biodiversidade e a regulação do ciclo hidrológico, entre outros aspectos..
Ao mesmo tempo, as atividades industriais e de logística caracterizam-se pela alta intensidade de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), devido, principalmente, ao uso de combustíveis fósseis. Isso coloca grande responsabilidade sobre o papel da Suzano para a mitigação e adaptação diante das mudanças climáticas, contribuindo com governos, sociedade civil e outros entes do setor privado para o enfrentamento desse desafio.
A Suzano adota uma abordagem ampla e estratégica para transição climática, baseada no modelo estabelecido pelo relatório Forest Sector Net-Zero Pathway, do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), e estruturada em quatro pilares principais. O primeiro pilar é reduzir emissões de GEE nas operações e ao longo da cadeia de valor, por meio da implementação de tecnologias mais limpas e eficientes, iniciativas de circularidade e parcerias com fornecedores e clientes, além de práticas operacionais sustentáveis. O segundo, aumentar a remoção e o estoque de carbono, aproveitando o papel das florestas nativas e dos plantios de eucalipto como sumidouros de carbono, aliado ao manejo sustentável e ao armazenamento de carbono em produtos florestais. O terceiro, é expandir a bioeconomia, substituindo materiais não renováveis e baseados em combustíveis fósseis por produtos feitos com matéria-prima renovável, como o eucalipto, promovendo uma economia de baixo carbono e oferecendo soluções inovadoras para diversos setores. E o quarto pilar é fortalecer a adaptação e a resiliência, por meio do avanço em iniciativas de adaptação climática que aumentem a capacidade do negócio de responder aos impactos das mudanças do clima.
Reconhecendo a importância de ser um agente protagonista e transformador no desenvolvimento combinado de soluções para a crise climática, a Suzano tem revisado suas práticas e desenvolvido tanto sua estratégia e quanto sua gestão de riscos e oportunidades climáticos de acordo com as recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), agora incorporadas pela IFRS Foundation.
A empresa já possui um histórico robusto no alinhamento às recomendações da TCFD, e este indicador reporta sua performance de acordo com os requisitos e as recomendações da instituição, bem como os do caderno IFRS S2 do International Sustainability Standards Board (ISSB), sobre mudanças climáticas. Com transparência e destacando os potenciais impactos relacionados ao clima, seguiremos empenhados em evoluir nas recomendações ainda não atendidas, com um plano claro para a implementação dos requisitos dos cadernos IFRS S1 e S2 ao longo do próximo ano, quando estes se tornarão obrigatórios no Brasil.
Governança de Clima
A Suzano possui uma governança integrada robusta para mudanças climáticas, com o Conselho de Administração supervisionando as metas, riscos e oportunidades relacionados ao clima anualmente, assessorado por Comitês que apoiam para direção estratégica de longo Prazo da Companhia:
No nível executivo, a diretoria de sustentabilidade lidera o tema internamente em parceria com outras áreas através de 3 níveis:
Vale ressaltar que, em 2025, aproximadamente 55 metas anuais foram assumidas por 7 vice-presidências, abrangendo iniciativas de descarbonização, redução de emissões, remoção de carbono, regulações e quantificação financeira de riscos climáticos.
Além disso, visando alinhar comportamentos e orientar colaboradores e colaboradoras quanto ao tema, a Suzano possui uma Política Corporativa de Mudanças Climáticas, validada pelos diretores-executivos de Sustentabilidade, Relações Corporativas, Riscos e Finanças. A empresa também possui um posicionamento público sobre desmatamento zero e a Política de Suprimentos de Madeira, esclarecendo que não realiza supressão de mata nativa para sua produção.
Metas e métricas²
A Suzano tem se posicionado como protagonista na agenda climática corporativa, assumindo compromissos robustos e estruturando uma estratégia consistente para a descarbonização. Em 2021 a Suzano assumiu compromisso com o SBTI – Science Based Target Initiative. E após um processo de elaboração e sucessivas revisões, a meta foi publicada em junho de 2025, alinhadas ao cenário de 1,5 °C, contemplando emissões diretas e da cadeia de valor (escopo 3):
A redução absoluta das emissões dos escopos 1 e 2, não considera emissões relacionadas às operações florestais (como plantio, manejo e colheita). O monitoramento é realizado por meio do Inventário de Gases de Efeito Estufa, verificado por terceira parte e baseado em metodologias reconhecidas internacionalmente, como o GHG Protocol. Essa ferramenta garante rastreabilidade e transparência na evolução das emissões e remoções.
Para o escopo 3, a meta SBTi abrange as frentes mais relevantes da cadeia de valor: compra de insumos e serviços (categoria 1), transporte e distribuição (categoria 4) e processamento de produtos vendidos (categoria 10), que representam mais de 67% das emissões indiretas da companhia. Nosso objetivo é engajar fornecedores e clientes estratégicos para que adotem metas baseadas em ciência, criando uma rede de parceiros comprometidos com a descarbonização. Essa abordagem não exige reduções imediatas, mas estabelece um caminho sólido para que esses parceiros implementem ações que, ao longo do tempo, contribuam para reduzir as emissões do Escopo 3.
Como as metas foram submetidas para aprovação antes da aquisição das novas unidades nos EUA, elas ainda não incorporam as emissões da Suzano Packaging. A revisão para inclusão dessas operações (bem como de outras emissões associadas a processos recentes de fusão e aquisição, como os ativos da Kimberly-Clark) deverá ocorrer após o fechamento das transações e a transferência dos ativos, condicionada às aprovações pelas autoridades competentes.
Em 2025, no contexto da meta SBTi, as emissões absolutas da Suzano nos escopos 1 e 2 totalizaram 2.025.261 tCO₂e, representando uma redução de aproximadamente 1,3% em relação a 2024 (2.051.991 tCO₂e). Apesar do avanço anual, o valor permanece 3,2% acima do ano-base da meta, indicando que importantes fatores operacionais e estruturais impactaram o desempenho do período. Para a meta de Escopo 3, houve um avanço da meta de engajamento de 14,5% dos fornecedores, com base nos gastos, e 51,8% clientes, com base na receita, com metas baseadas em ciência em 2025.
Em paralelo, reafirmamos que o combate às mudanças climáticas é responsabilidade coletiva e que nossa operação integrada — das florestas às unidades industriais — nos coloca como protagonistas nessa agenda. Em 2021, estabelecemos a meta de remover 40 milhões de toneladas de CO₂e da atmosfera, meta esta que vai além da neutralização das emissões diretas e considera parcialmente as categorias de escopo 3 (associadas à cadeia de valor). Assim, buscamos remover volumes adicionais e significativos de carbono através de nossa base florestal, complementando as ações de redução e fortalecendo nossa contribuição para enfrentar a crise climática.
Outros fatores importante para considerar:
Assim, em 2025 a empresa obteve o saldo de 13,9M toneladas de remoções de carbono, resultando em um acúmulo de 43,3M toneladas de CO₂e de remoções desde o baseline (2020), o que representa 108% da sua meta.
Em relação ao compromisso de remoções, é importante reiterar que a Suzano não depende de outras medidas compensatórias, como a compra de créditos de carbono. Ao contrário, ela própria possui capacidade de gerar créditos de carbono através de projetos específicos, como é possível conferir no indicador “Mercado de carbono”.
Outro marco relevante para 2025 foi a conclusão do compromisso assumido em 2020 de reduzir a intensidade de emissões (tCO₂e por tonelada de produto acabado) em 15% até 2030, uma vez que a meta foi antecipadamente atingida. Porém, apesar de não ser mais divulgado como compromisso corporativo, continuaremos reportando os resultados deste indicador por estarem atrelados às emissões financeiras.
Para saber mais sobre os compromissos acima, acesse a página “Combater a crise climática”.
Emissões
Em relação às métricas, o ponto de partida da companhia para medir o sucesso de suas ações, rastreando a eficácia das medidas tomadas, é o Inventário de Gases de Efeito Estufa, ferramenta desenvolvida por meio de procedimentos estabelecidos internamente e metodologias reconhecidas e verificadas por terceira parte (entre elas, a metodologia do The Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (GHG Protocol), edição revisada, março de 2004, publicado pelo World Resources Institute e pelo World Business Council on Sustainable Development (WRI/WBCSD)), que contabiliza anualmente as emissões e remoções totais da Suzano.
É com base nesses resultados que a companhia mapeia e entende suas principais fontes de emissões para, então, poder mitigá-las, bem como realiza o monitoramento e a gestão de seus Compromissos para Renovar a Vida (CPRVs). O Inventário é publicado anualmente e identifica os desafios e as oportunidades da companhia. Para saber mais sobre ele, acesse “Gestão de emissões de GEE nas operações florestais, industriais e logísticas” e “Emissões de gases de efeito estufa (GEE) e metodologia”.
Em 2025, não houve atualizações relevantes relativo à metodologia utilizada para contabilização das emissões. A única evolução implementada no período foi a utilização de dados primários provenientes das operações da Suzano Packaging, reforçando a precisão e a robustez do inventário corporativo. Considerando isto, no ano de 2025 as emissões absolutas de escopo 1 e 2 aumentaram 1% em comparação com o ano anterior. No escopo 3, a variação entre 2024 e 2025 foi de 14%. O aumento de emissões diretas e indiretas está relacionado principalmente ao aumento de produção total no ano de 2025. Para mais informações sobre as emissões de escopo 3, acesse os indicadores “Emissões de gases de efeito estufa (GEE) e metodologia” e “Outras emissões indiretas de gases de efeito estufa (escopo 3), por categoria”.
Gestão de riscos climáticos
A Suzano possui uma estrutura dedicada à gestão de riscos corporativos, incluindo os riscos climáticos, considerados prioritários. Utilizando metodologias, ferramentas e processos próprios, a empresa identifica, avalia e trata seus principais riscos, monitorando continuamente seus impactos e implementando medidas mitigatórias.
Para apoiar a gestão de riscos, a Suzano conta com Comissões Regionais de Riscos e Continuidade de Negócios (RCNs) em todas as unidades industriais, responsáveis pelo mapeamento, pela análise, pelo tratamento e monitoramento dos riscos locais. Essas comissões, compostas de membros estratégicos multidisciplinares, se reúnem mensalmente ou bimestralmente.
A estrutura de gestão de riscos também inclui fóruns técnicos de riscos, formados por heads das áreas técnicas, e risk meetings, grupos multidisciplinares que atuam nos escritórios internacionais. As reuniões de fóruns técnicos ocorrem ao menos uma vez ao ano, enquanto as de risk meetings são bimestrais.
Os riscos climáticos são incorporados no processo de Enterprise Risk Management (ERM) e apresentados trimestralmente à Diretoria Executiva e ao Comitê de Auditoria Estatutário (CAE), e anualmente ao Conselho de Administração (CA), no qual são discutidas as estratégias de mitigação.
Para mais detalhes sobre a governança de riscos e oportunidades da Suzano, acesse o indicador “Gestãode riscos“.
Consideramos diferentes cenários climáticos futuros para avaliar seus potenciais impactos sobre nossas operações e, consequentemente, os riscos e oportunidades relacionados. São seis intensidades de acordo a probabilidade: nula, muito baixa, baixa, média, alta e muito alta
Além da possibilidade de ocorrência, também consideramos três horizontes temporais:
Em 2024 a Suzano iniciou um novo modelo de quantificação financeira dos riscos climáticos, buscando calcular o impacto financeiro da materialização dos principais riscos aos quais nossos ativos e operações têm exposição. Como primeiro passo, executamos um projeto-piloto que abrangeu toda a nossa operação no Maranhão, o que proporcionou importantes aprendizados.
Esses resultados foram utilizados em 2025 para escalonar e expandir essa nova metodologia para os outros outros ativos da Suzano, munindo internamente, a companhia com informações relevantes para aumentar a resiliência e a capacidade adaptativa diante dos diferentes cenários climáticos e retroalimentar estratégias do negócio
Essa iniciativa é conduzida pelo Grupo de Trabalho de Gestão de Riscos, Quantificação Financeira e Adaptação, sob a governança do Comitê Tático de Clima, garantindo alinhamento e reporte integrado.
Riscos físicos: conforme já mencionado no trecho de adaptação, a Suzano utiliza cenários climáticos dos modelos do IPCC para analisar os riscos físicos que impactam suas operações florestais e estratégicas. A empresa mapeia esses riscos considerando quatro cenários de aquecimento global e quatro períodos futuros, baseados em 22 modelos climáticos globais. A análise indicou que áreas na Bahia, no Espírito Santo e no Maranhão têm maior potencial de impacto.
A Suzano realiza medições regulares de parâmetros quali-quantitativos das principais bacias hidrográficas e adota tecnologias de manejo florestal para uso eficiente dos recursos hídricos. A empresa também desenvolveu um modelo biofísico para estimar a produtividade florestal e utiliza ferramentas de modelagem para prever impactos de eventos climáticos. Indicadores climáticos são utilizados para calibrar modelos de planejamento de colheita e plantio, a fim de mitigar possíveis perdas de produtividade e otimizar a produtividade florestal.
Riscos de transição: a Suzano adota uma abordagem proativa para identificar, avaliar e mitigar os riscos de transição climática, garantindo alinhamento com padrões globais e aproveitando oportunidades de mercado, ao mesmo tempo que fortalece sua resiliência operacional e competitividade. Esses riscos incluem aspectos regulatórios, legais, tecnológicos, de mercado e reputacionais, que a empresa busca mitigar por meio de inovação e alinhamento a tendências globais, conforme descrito abaixo:
Estratégia de clima
A fim de atingir seus compromissos e cumprir com sua política, a companhia construiu sua estratégia de mudanças climáticas a partir de uma abordagem sistêmica e colaborativa, conectando a agenda local e global e considerando os principais frameworks, desafios e o avanço científico. Levando-se em conta a atuação multidisciplinar da Suzano para o tema, o objetivo da sua estratégia de clima é o de integrar ainda mais as mudanças do clima à governança do negócio e impulsionar sua visão estratégica rumo à transição justa para uma economia de baixo carbono, contribuindo para um modelo de negócio e sua cadeia de valor cada vez mais resilientes e catalisadores de oportunidades.
A estratégia leva em consideração a complexidade e a multidisciplinariedade da temática e foi construída com base nas principais recomendações da TCFD, hoje incorporada pela iniciativa do IFRS – como já citado –, diretriz amplamente reconhecida de transparência e reporte para a mitigação das mudanças climáticas, e demonstra como a companhia gerencia esse tema e seus impactos, garantindo o cumprimento de suas metas e de seus objetivos, e considera quatro focos de atuação, descritos abaixo.
1. Mitigação
A mitigação engloba medidas para prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais das mudanças climáticas, como as ações e estratégias adotadas para reduzir a concentração ou evitar a emissão de GEE na atmosfera. Nesse sentido, a Suzano atua em diversas frentes, transversais a toda a operação, que buscam mitigar os impactos da companhia, desde projetos de modernização e eficiência até aqueles de substituição de combustível, troca de frotas alternativas ou outros tipos de tecnologia e inovação.
Para dar concretude as nossas ambições, em 2025 lançamos nosso Plano de Ação para Transição Climática (CTAP), descreve a abordagem estratégica da companhia para enfrentar os desafios climáticos e direcionar esforços de descarbonização em toda a operação e cadeia de valor. Um dos pilares do Plano é a Curva de Custo Marginal de Abatimento (MACC), utilizada desde 2023 para identificar e priorizar projetos de descarbonização.
Com o tempo, evoluímos para um processo integrado e contínuo, apoiado por uma ferramenta corporativa que centraliza o cadastro e a atualização de iniciativas em todas as áreas. Em 2025, seguimos avançando com novas funcionalidades e tecnologias, ampliando a eficiência e acelerando a redução de emissões em nossos processos e na cadeia de valor.
Assim, conseguimos medir a evolução de status dos projetos cadastrados e contribuímos para uma tomada de decisão mais assertiva e baseada em dados técnicos e financeiros atualizados, utilizando destes dados para retroalimentar estratégias e contribuir para a priorização de iniciativas que maximizem os resultados em termos de custo-benefício e impacto.
Os projetos incluídos na Curva possuem diferentes níveis de maturidade, desde aqueles que já tem viabilidade técnica e financeira comprovada até aqueles que ainda estão em fase inicial de estudo. Essa evolução permite que projetos que reduzem emissões de GEE e ajudam a descarbonizar as operações da Suzano tenham um impacto financeiro mais positivo e sejam priorizados na alocação de capital.
Ao longo do ano, consolidamos mais de 120 iniciativas para contribuir com o programa de redução das emissões de carbono, fruto do Grupo de Trabalho (GT) de Descarbonização, que atua na identificação, priorização e desenvolvimento de business cases de redução de emissões, garantindo governança, alinhamento estratégico, viabilidade técnico-financeira e eficácia das estratégias de mitigação.
Alocação de Capital para Descarbonização
Em 2025, pela primeira vez, a Suzano divulgou a alocação de capital dedicada à transição climática, consolidando despesas de capital (capex), financiamentos e investimentos voltados para riscos e oportunidades relacionados às mudanças do clima. Essa iniciativa inaugural reforça nosso compromisso com a transparência e com a integração da agenda climática à estratégia corporativa.
O montante consolidado de investimentos em descarbonização foi apresentado como R$485,76M, conforme a conclusão do ciclo orçamentário. Esse valor contemplou projetos de melhoria de eficiência energética, a implantação da nova caldeira de biomassa em Aracruz e outras iniciativas voltadas à redução de emissões e à modernização industrial, evidenciando o direcionamento estratégico de recursos para iniciativas com impactos positivos comprovados.
Financiamento do Fundo Clima
Em 2025, o BNDES aprovou o financiamento de R$ 451,7 milhões para modernização, revitalização e aumento da capacidade de armazenagem em nossas unidades industriais de Aracruz (ES), Limeira (SP), Mogi das Cruzes (SP), Mucuri (BA) e Três Lagoas (MS). O financiamento do BNDES para os projetos, que contam com investimento total de R$ 700 milhões, terá recursos do Finem (R$ 342,8 milhões) e do Fundo Clima (R$ 108,9 milhões).
Um dos principais impactos desse financiamento está no projeto de Aumento de Comepetitividade de Limeira (SP), resultando na eliminação do consumo de gás natural de aproximadamente 10,5 milhões m³/ano, proporcionando uma redução de mais de 20 mil tCO₂e.
Inventário de Remoções de CO2 e Estoque de Carbono
A Suzano contribui para a remoção de gás carbônico da atmosfera por meio do crescimento das árvores em sua base florestal. Esse processo é monitorado pelo nosso Inventário Florestal, que calcula o estoque de carbono – a quantidade total de carbono presente na biomassa acima e abaixo do solo – e as remoções líquidas de CO₂ ao longo do tempo. Quando ocorre colheita, há redução do estoque, e esse volume é contabilizado como emissões por uso da terra, garantindo transparência e evitando dupla contagem.
As remoções são estimadas pelo método de diferença de estoque, seguindo diretrizes do IPCC, utilizando dados primários do inventário e fatores reconhecidos internacionalmente. Para áreas de conservação e restauração, aplicamos o método gain-loss, também recomendado pelo IPCC. Essa abordagem assegura que nosso inventário reflita tanto o crescimento das florestas quanto as perdas por colheita, mantendo um balanço realista e atualizado do papel da Suzano na mitigação das mudanças climáticas.
Mais informações podem ser encontradas no indicador “Balanço (remoções e emissões), remoções e estoques de carbono”
Preço interno de carbono
A Suzano entende que um possível mercado regulado poderia gerar custos ou oportunidades, dependendo dos cenários de regulação, e, assim, passou a incorporar uma variável de precificação interna de carbono para medir e verificar o impacto dos projetos nas emissões. Dessa forma, a partir dessa análise, são gerados indicadores financeiros com e sem o preço-sombra de carbono, para que o impacto em emissões seja considerado nos processos de aprovação de novos investimentos, entre os demais critérios financeiros para a priorização de seus investimentos em Capex de modernização e expansão.
Na prática, o preço interno de carbono passa a ser incorporado no valor presente líquido (VPL) dos projetos, com um cenário de viabilidade e um preço-sombra inicial de 10 dólares por tonelada. Com isso, projetos que reduzem emissões de GEE e ajudam a descarbonizar nossas operações terão melhor resultado financeiro e um diferencial para a tomada de decisão de alocação de capital.
Outros projetos com potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa foram realizados ao longo de 2025 em diferentes áreas, demonstrando a atuação transversal e multidisciplinar desse tema na companhia. Eles estão listados a seguir.
Gaseificação de biomassa em Ribas do Rio Pardo
A fábrica inaugurada em 2024 em Ribas do Rio Pardo é quase inteiramente movida por energia limpa produzida a partir de subprodutos do processo de fabricação de celulose, gerando um excedente de energia limpa de volta à rede elétrica nacional. É também a primeira unidade industrial do grupo Suzano a operar com gaseificação de biomassa, o que representa uma redução de 97% nas emissões dos fornos de cal em comparação com uma fábrica que consome combustíveis fósseis.
Em 2025, esse case foi reconhecido e publicado em duas plataformas globais ligadas à COP30:
Nova caldeira a biomassa em Belém
Projeto para implantação de uma nova caldeira de biomassa com tecnologia de grelha rotativa na unidade de Belém, que integra a divisão de Bens de Consumo da Suzano e é dedicada à produção de papéis sanitários (como papel higiênico e toalhas de papel) para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. A iniciativa permitirá o uso de diferentes combustíveis renováveis, como serragem, caroço de açaí e madeira reciclada, aumentando a flexibilidade operacional e a confiabilidade do sistema. O projeto prevê redução de custos operacionais, gera empregos locais e reduz as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 1.200 tCO₂e por ano, contribuindo para a descarbonização da unidade.
Logística de Shipping
A descarbonização da logística segue como tema essencial para atender metas globais e regulamentações como o EU ETS, que exige a compra de licenças para cada tonelada de CO₂ emitida. Desde 2024, o sistema passou a incluir emissões marítimas, obrigando empresas de transporte de carga na Europa a adquirir créditos de carbono. A área de Logística de Shipping da Suzano continua estimando custos e buscando alternativas para reduzir e otimizar viagens, mitigando emissões e impactos financeiros, além de antecipar o impacto das emissões de escopo 3 e engajar armadores em soluções de baixo carbono.
No setor marítimo, os compromissos de redução de emissões definidos pelo Acordo de Paris e reforçados pela Organização Marítima Internacional (IMO) permanecem, com metas para 2030, 2040 e zero emissões até 2050. Em abril de 2025, a IMO apresentou uma proposta preliminar para regulamentação conhecida como GFI (Green Fuel Initiative), voltada para combustíveis alternativos e mecanismos de incentivo. No entanto, em outubro de 2025, foi aprovada a postergação da discussão final para outubro de 2026, mantendo o setor em fase de transição regulatória. O time de Estratégia de Shipping da Suzano segue monitorando essas definições e participando de fóruns globais para garantir alinhamento e competitividade.
Logística da Unidade de Negócio Papel e Embalagens
Em 2025, a área de Logística da UNPE da Suzano avançou na redução de emissões de GEE e na eficiência operacional com iniciativas sustentáveis e inovadoras. Entre os destaques, 55% dos centros de distribuição já reutilizam água, e foram realizados bids para instalação de painéis solares em mais CDs, reforçando o compromisso com energia limpa. A logística reversa de pallets foi expandida para a fábrica de Suzano, armazéns externos e novos CDs, ampliando a circularidade. No transporte, foram implementadas iniciativas de otimização de rotas que aumentaram a eficiência operacional, reduziram o tempo médio de permanência e contribuíram para menores emissões, além de tornar as operações mais fluidas e menos dependentes de processos manuais. Esses avanços fazem parte do Ethos 30, plano estruturado de sustentabilidade da logística da UNPE, que integra sete eixos (como energia verde, otimização de rotas, gestão de água, resíduos, logística reversa e descarbonização) orientando projetos coordenados para acelerar a transição energética, fortalecer a circularidade e reduzir impactos ambientais em toda a cadeia logística da unidade de negócio.
Logística de celulose
Em 2024, a Suzano realizou testes com caminhão elétrico para avaliar o comportamento operacional dessa tecnologia no transporte de celulose e capturar os parâmetros específicos da rota em questão. Com os resultados foi possível iniciar os estudos de viabilidade no transporte entre a fábrica e o porto. O teste aconteceu em Aracruz (ES), fruto da parceria com a Vix Logística, que forneceu um equipamento desenvolvido de forma pioneira para o transporte de cargas super pesadas, buscando validar sua performance para futura escalabilidade.
Em 2025, com objetivo de alcançar a favorabilidade na eletrificação de frotas pesadas, a Suzano testou outros dois equipamentos chineses, de marcas diferentes. Os resultados se demonstraram promissores e, considerando que a tecnologia de recarga tem evoluído bastante, estão sendo integrados à uma avaliação mais complexa, envolvendo estudos de alternativas de infraestrutura para recarga das baterias.
A Suzano valoriza as iniciativas voltadas para inovação e sustentabilidade e com esse foco, firmou parceria também com a Mercedes Benz, que mobilizou o primeiro caminhão elétrico da marca no Brasil, para operar no transbordo do nosso fluff. O veículo está em operação desde agosto/25, atendendo rotas urbanas e semi urbanas na região de São Paulo.
Digital
Em 2025, a Suzano deu continuidade a dois projetos de otimização energética nas unidades de Aracruz e Jacareí (SP). O Thor Metanol aprimorou o uso de metanol renovável nos fornos de cal, evitando a queima de mais de 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural. Já o Thor Dessuper otimizou o equilíbrio entre geração de energia elétrica e consumo de combustíveis auxiliares, resultando na economia de 11,2 milhões de metros cúbicos de gás natural. Esses resultados representam ganhos sustentados, assegurando que as melhorias implementadas permaneçam efetivas ao longo do tempo e consolidem a eficiência energética como prática contínua nas operações.
Cadeia de valor
Considerando que 91,46% das emissões do escopo 3 são provenientes especialmente nas categorias 1 (bens e serviços comprados), 4 (transporte e distribuição upstream e 10 (processamento de celulose pelos nossos clientes), envolver nossos parceiros na estratégia de transição climática é essencial para alcançar as metas de descarbonização e amplificar o impacto positivo ao longo da Cadeia de Valor.
Em 2025, a Suzano intensificou a descarbonização da cadeia de valor. Como parte desse compromisso, foi iniciada a segunda fase do Programa de Gestão Responsável de Fornecedores, com foco na descarbonização e no engajamento estratégico da cadeia de suprimentos.
A atuação da Suzano se deu em duas frentes principais:
A Suzano acredita que o engajamento dos fornecedores é fundamental para avançarmos de forma consistente e colaborativa no enfrentamento da crise climática, por meio de compromissos concretos com a descarbonização.
Para isso, lançamos em julho de 2025 o pilar de Clima no Programa Compartilhar, com foco em 100 parceiros prioritários. O objetivo é apoiá-los na evolução de suas práticas relacionadas à agenda climática e na definição de metas baseadas na ciência.
Com o Compartilhar Clima, buscamos fortalecer a maturidade dos parceiros por meio de treinamentos, planos de ação personalizados e da cocriação de soluções que promovam uma transformação duradoura em toda a cadeia de valor.
Além disso, há quatro anos desenvolvemos um trabalho relevante com o CDP para engajar fornecedores em temas como Clima e Água. Em 2025, alcançamos 70% de engajamento entre os 100 fornecedores convidados, refletindo o avanço da agenda ambiental em nossa cadeia de valor.
Em relação aos nossos clientes, acreditamos que fomentar uma relação próxima também é de extrema importância. Acreditamos firmemente que nossos produtos vão além de simples commodities, devido à sustentabilidade incorporada no processo de produção da Suzano, o que garante atributos distintivos que destacam nossos produtos no mercado.
Atualmente, a celulose da companhia apresenta uma das intensidades de emissão mais baixas da indústria. Portanto, é crucial comunicar esses atributos aos clientes, juntamente com nosso compromisso com a melhoria contínua, e participar de discussões sobre desafios compartilhados e possíveis sinergias.
Assim, por nos preocuparmos com a satisfação dos clientes em relação aos atributos de sustentabilidade dos produtos Suzano, são realizadas recorrentes pesquisas de satisfação e momentos de conexão com eles para garantir o atendimento de suas demandas quanto às questões socioambientais. Por meio desse relacionamento, os times comerciais das diferentes unidades de negócio da Suzano, Marketing e a área de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade Instutucional buscam oportunidades de parcerias e projetos que promovam melhorias contínuas em nosso processo produtivo, visando à redução de emissões.
Além disso, a Suzano realiza análises de ciclo de vida em suas unidades de negócio, que buscam reduzir constantemente o impacto gerado em cada etapa do processo de seus produtos. Elas também são do interesse dos clientes da empresa, que, por sua vez, também buscam gerir o impacto de seus produtos. Os destaques de 2024 estão no indicador “Avaliações do ciclo de vida”. Os dados da ACV são insumos relevantes para nossos clientes e, por conta disso, temos um processo de governança e compartilhamento de dados estabelecido internamente com o time da Unidade de negócios da Celulose e comunicado aos clientes que os solicitam. Trabalhamos ativamente para buscar reduções das nossas pegadas de carbono (por exemplo, através de iniciativas de descarbonização), visando o impacto positivo que isso gera nas metas e mensurações climáticas dos clientes. Além disso, tivemos em 2025 diversos momentos de compartilhamento de experiências com clientes relevantes da celulose para aprendermos sobre as suas jornadas no cálculo de ACV, no estabelecimento de metas climáticas, em projetos de descarbonização e no engajamento da cadeia de valor. O mesmo processo está em construção pela Unidade de negócios de Papel e Embalagens, dado que as ACVs foram calculadas e revisadas por 3ª parte no final de 2025.
2. Adaptação
Enquanto a mitigação visa reduzir as emissões de GEE, a adaptação foca em ajustar práticas para lidar com novas condições climáticas. Na Suzano, estratégias são implementadas para enfrentar impactos climáticos por meio de inteligência climática e resiliência florestal. As áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Sustentabilidade monitoram o clima estrategicamente, utilizando dados de 73 estações meteorológicas privadas e 95 públicas para avaliar a produtividade florestal e planejar ações.
A Suzano utiliza cenários climáticos do IPCC, Aqueduct e técnicas de downscaling para analisar riscos físicos, considerando 4 cenários globais e 22 modelos climáticos. A empresa avaliou sua vulnerabilidade climática em toda a cadeia de valor e adota uma abordagem preventiva. A análise indicou que algumas áreas de atuação da companhia possuem maior potencial de impacto quanto ao tema. Para mapear impactos na produtividade futura, a Suzano desenvolveu um modelo biofísico e utilizou dados de eventos de El Niño e La Niña dos últimos 102 anos.
A companhia também criou a plataforma Tetrys para otimizar a alocação de materiais genéticos, considerando variabilidade ambiental e climática. Em relação à questão hídrica, realizamos medições regulares e adotamos tecnologias de manejo florestal para uso eficiente dos recursos hídricos. Pontos amostrais foram instalados para monitorar a relação entre áreas de plantio e condições dos recursos hídricos. No âmbito industrial, trabalhamos para reduzir a nossa captação de água, por meio da implementação de projetos com alternativas de recirculação e reuso, além da gestão operacional do tema.
A análise de cenários climáticos é essencial para a estratégia de resiliência da Suzano, que constrói planos de ação para perdas de ativos biológicos, redução de produtividade, interrupção na cadeia produtiva e escassez de recursos hídricos. A empresa possui planos de contingência para enfrentar crises hídricas nas regiões críticas.
3. Transição
A transição justa e equitativa para uma economia de baixo carbono refere-se a uma mudança significativa nos padrões de produção, consumo e investimento, visando criar uma economia mais sustentável, com comunidades, trabalhadores e trabalhadoras mais resilientes, sendo menos dependente de combustíveis fósseis e com menor pegada de carbono. Por isso, as empresas que desejam prosperar diante dos novos critérios dessa economia devem focar no desenvolvimento de novas soluções e negócios, no envolvimento das discussões em torno da precificação de carbono e no investimento em tecnologia, pesquisa e inovação.
Como uma companhia engajada na transição para uma economia de baixo carbono, a Suzano entende a importância do seu papel para fortalecer e viabilizar o mercado de carbono, bem como gerar créditos a partir da sua operação. Para saber mais, consulte o indicador “Mercado de carbono”.
Transição energética
Reaproveitamos a biomassa e os resíduos de madeira do processo produtivo para gerar uma parcela significativa de nossas necessidades energéticas. Aproximadamente 89 % de toda a operação e matriz energética (que envolve floresta, indústria, logística etc.) é proveniente de combustíveis renováveis (como licor negro e biomassa), e os 11% restantes, de recursos não renováveis (como gás natural e óleo combustível).
Em energia elétrica, somos autossuficientes nas unidades de Aracruz (ES), Imperatriz (MA), Mucuri (BA), Ribas do Rio Pardo (MS) e Três Lagoas (MS), nas quais os excedentes de geração são enviados para a rede. Em 2025, a partir dessas unidades, 2.054.132 MWh (1.521 GWh) de energia elétrica renovável foram fornecidos à rede pública. Esse excedente de energia comercializado pode ser objeto de certificação internacional de energia renovável, o chamado I-REC (Renewable Energy Certificate). Em 2025, as vendas de I-RECs totalizaram 354.528 reais.
Transição justa
Na Suzano, a Transição Justa é um pilar estratégico para construir um futuro sustentável, alinhado às diretrizes globais da ONU, OIT e União Europeia. Esse compromisso permeia nossas estratégias sociais, de direitos humanos, biodiversidade e clima, por meio de ações concretas como diálogo transparente com comunidades, monitoramento de impactos sociais, programas de diversidade e inclusão, canais de escuta para trabalhadores rurais e parcerias com instituições como a OIT e o Pacto Global.
No setor florestal, esse princípio ganha ainda mais relevância. Nossa gestão responsável das florestas — que integra áreas produtivas e áreas de conservação — está diretamente ligada à preservação da biodiversidade e ao bem-estar das comunidades que coexistem nesse território. Por isso, a justiça climática é central: ela garante que os benefícios da conservação e da restauração florestal cheguem também às pessoas, promovendo resiliência socioambiental em toda a cadeia de valor.
Desde 2020, já impactamos positivamente mais de 97 mil pessoas, contribuindo para retirá-las da linha da pobreza — um avanço significativo dentro da meta de 200 mil até 2030. Esse resultado é fruto de soluções escaláveis em parceria com mais de 60 organizações públicas e privadas presente e com legitimidade nos territórios de atuação da Suzano, arranjos territoriais robustos e engajamento ativo da nossa cadeia de valor.
Essas iniciativas fortalecem comunidades diante das mudanças climáticas e reafirmam nosso compromisso com os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Para mais informações, consulte os indicadores “Programas sociais da Suzano” e “Gestão sobre direitos humanos”.
4. Integração
A Suzano possui a convicção de que o combate às mudanças climáticas só será efetivo quando feito em conjunto. Por isso, a companhia reforça a importância de envolver e influenciar diversos atores em direção a uma economia de baixo carbono, através de iniciativas integradas com outras áreas da empresa, voltadas para o engajamento desse tema dentro e fora dela.
Assim, a Suzano atua através de grupos de trabalho (GTs), projetos integradores e iniciativas gerais presentes não só nas operações industriais, florestais e logísticas, como também em projetos de desenvolvimento estratégico. Algumas das principais frentes trabalhadas são:
Assim, a escolha de áreas para o engajamento considera a identificação daquelas atreladas às categorias de maior emissão de GEE, como Engenharia, Energia (processos industriais), Excelência Operacional Florestal, Logística, P&D, Supply Chain e Novos Negócios. O engajamento com as demais áreas possui foco em descarbonização, identificação e mapeamento de projetos, otimização e análise de dados de mudanças climáticas e ciclo de vida de produtos e cálculo de indicadores. Informações sobre os treinamentos dados ao longo de 2025 se encontram no indicador “Gestãode treinamentos e aprendizado”.
A empresa também monitora de perto a evolução de políticas públicas no Brasil que influenciam a agenda de transição climática, tais como Mercado de Carbono Brasileiro (Lei 15.042), Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24), Marco Regulatório do Hidrogênio (Lei 14.948/24) e o Plano Clima.
Para além da influência regulatória, a Suzano está engajada na promoção de soluções de bioeconomia e na transição para uma economia de baixo carbono. Devido ao grande volume de remoção de CO₂ por eucalipto e floresta nativa, a companhia vislumbra oportunidades estratégicas em novos negócios relacionados à mitigação das mudanças climáticas, incluindo a diversificação de receita e inovação em negócios sustentáveis.
A base florestal da Suzano representa um potencial fornecimento de créditos de carbono para empresas que desejam compensar suas emissões. Atuamos no mercado voluntário de carbono e apoiamos a regulamentação do mercado de carbono no Brasil e globalmente, colaborando com entidades como Ibá, CEBDS e CNI.
Além disso, empresa também aproveita a biomassa e resíduos de madeira para gerar energia, sendo autossuficiente em várias unidades e fornecendo excedentes para a rede pública. A Suzano continua a expandir sua oferta de produtos de baixa intensidade carbônica, substituindo materiais fósseis e contribuindo para a descarbonização das cadeias de valor.
Essa frente iniciativa é conduzida no Grupo de Trabalho de Advocacy e Oportunidades de Clima e Carbono, sob a supervisão do Comitê Tático de Clima, assegurando alinhamento e reporte integrado.
Suzano na COP30
A Suzano reconhece que sua dimensão e relevância exigem participação ativa no movimento global de combate às mudanças climáticas. A empresa acredita no seu potencial como promotora de soluções inovadoras e se engaja em diferentes setores para uma economia de baixo carbono, baseada em uma transição justa, participando de associações e iniciativas relacionadas ao Acordo de Paris e ao mercado regulado de carbono.
Executivos da companhia participaram da COP30, realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. A participação reflete o papel de destaque das empresas do Sul Global na construção de soluções climáticas integradas e inclusivas, por meio de:
Temas de destaque:
1. Regulação do artigo 6 do Acordo de Paris: As discussões sobre o Artigo 6.4 foram retomadas, mas sem mudanças relevantes, apenas ajustes para orçamento e governança. A inclusão de metodologias para remoções florestais não avançou e seguirá para reuniões intermediárias. Duas iniciativas ganharam destaque:
2. Mutirão Climático Global: delineou o caminho para a Missão Belém 1,5°C, convocando os países a adotarem maior celeridade e ambição em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e Planos Nacionais de Adaptação (NAPs). A Suzano alinha suas operações e estratégias de sustentabilidade aos objetivos climáticos nacionais;
3. Financiamento climático: Os países signatários assumiram o compromisso de triplicar o financiamento global para adaptação climática, garantindo mais investimentos em educação, tecnologias sustentáveis, defesa civil, infraestrutura verde e proteção de populações vulneráveis. A Suzano acredita que ampliar mecanismos de financiamento é essencial para projetos inovadores e escaláveis no setor florestal.
A companhia segue atenta e engajada nessas discussões, reafirmando seu compromisso com uma economia de baixo carbono e contribuindo para as metas climáticas globais.
Road to COP31
O comprometimento da Suzano permite identificar oportunidades e delinear estratégias para a COP31. A agenda da COP é um compromisso anual desenvolvido em conjunto com associações das quais a empresa faz parte, alinhada à estratégia de engajamento da companhia.
Os compromissos climáticos de remoção de 40 milhões de toneladas de CO₂e da atmosfera e redução da intensidade de emissões (tCO₂e por tonelada de produto acabado) em 15% até 2030, englobam as emissões e remoções em nível corporativo, ou seja, de todas as operações florestais, industriais e de logística da Suzano em todos os territórios em que a empresa possui atuação, e nenhum deles está associado a programas ou regulamentos baseados em relatórios de emissões e/ou limitantes de emissões.