Dimensão SASB
Emissão de gases de efeito estufaCódigo SASB
RR-PP-110a.1Código SASB
RT-CP-110a.1Setor SASB
Produtos de Celulose e PapelSetor SASB
Recipientes e EmbalagensDimensão GRI
AmbientalCódigo GRI
305-1Código GRI
305-2Código GRI
305-3Código GRI
305-5Stakeholder
PlanetaTCFD
Indicadores RelacionadosO relato de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da Suzano é realizado a partir da abordagem de controle operacional e contempla as operações:
Considerando todas as categorias materiais, o escopo 3 representa a maior parcela das emissões totais da companhia. Em 2025, o escopo 3 representou 89% das emissões totais da companhia, enquanto as emissões diretas (escopo 1) representam apenas 10% das emissões totais.
Também estão contempladas neste reporte as emissões biogênicas relacionadas ao ciclo natural do carbono, bem como aquelas resultantes da combustão, colheita, digestão, fermentação, decomposição ou processamento de materiais de base biológica. Estão inclusos no cálculo de emissões biogênicas os consumos de biomassa, licor negro e metanol para geração de energia; calor e vapor em unidades industriais; e de combustíveis renováveis em operações, principalmente rodoviárias, como consumo de etanol, biodiesel misturado ao diesel e etanol misturado à gasolina. As emissões de CO2 de origem biogênica são reportadas separadamente.
A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões é feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Para a elaboração do inventário de 2025, também foram utilizadas as seguintes referências metodológicas:
Conforme os princípios para a realização de inventários de GEE, foram considerados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local. A contabilização de emissões de GEE para o Inventário de Emissões de Gases de Efeitos Estufa divulgado no Registro Público do Programa Brasileiro GHG Protocol é regularmente verificada/auditada por terceira parte independente.
Conforme informado no reporte anterior, a Suzano já incorporou as emissões da Suzano Packaging (duas unidades localizadas nos Estados Unidos) em seu inventário de emissões, atualizou os índices de GWP referente ao Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do IPCC e passou a contabilizar as emissões de escopo 2 baseadas na escolha de compra. Em 2025, nenhuma outra alteração foi realizada.
Além disso, é importante destacar que, em 2025, a Suzano teve suas metas aprovadas pela iniciativa Science Based Target (SBTi), sendo uma meta de redução absoluta de emissões dos escopos 1 e 2 e outra meta de engajamento de escopo 3, focada em seus fornecedores e clientes mais representativos. Essas metas, por terem sido submetidas antes da aquisição das novas unidades localizadas nos EUA, ainda não consideram as emissões da Suzano Packaging. Há previsão de que o processo de revisão das metas para incorporação destas operações ocorra em breve.
Nas tabelas abaixo estão disponíveis as seguintes informações:
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|---|
| tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | |
|
Emissões diretas (escopo 1)¹ |
2.493.133,62 |
2.416.419,24 |
2.533.616,62 |
2.508.107,43 |
|
Emissões indiretas (escopo 2)²- com base em mercado |
290.726,41 |
285.713,33 |
323.491,19 |
377.076,27 |
|
Emissões indiretas (escopo 2)²- com base em localização |
290.726,41 |
285.713,33 |
323.596,43 |
377.120,79 |
|
Outras emissões indiretas (escopo 3)³ |
19.954.349,77 |
19.408.502,99 |
19.470.500,20 |
22.216.653,98 |
|
Total |
22.738.209,80 |
22.110.635,56 |
22.327.608,01 |
25.101.837,68 |
|
|
|
|
|
|
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|---|
| tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | |
|
Escopo 1 |
28.150.492,44 |
24.454.728,41 |
22.345.933,46 |
26.495.678,91 |
|
Escopo 3² |
61.412,27 |
577.757,94 |
136.603,78 |
151.626,88 |
|
Total |
28.211.904,71 |
25.032.486,35 |
22.482.537,25 |
26.647.305,80 |
| Em toneladas de gás¹ | Em toneladas de CO₂ equivalente² | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Escopo | GEE | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| t | t | t | tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | |||
|
Escopo 1 |
CO₂ |
2.166.069,75 |
2090612.22 |
2.223.318,64 |
2.165.584,57 |
2.166.069,75 |
2.090.612,22 |
2.223.318,64 |
2.165.584,57 |
|
Escopo 1 |
CH₄ |
2.715,51 |
2622.46 |
2.072,63 |
2.434,05 |
76.034,14 |
73.428,98 |
58.033,68 |
68.153,32 |
|
Escopo 1 |
N₂O |
937,83 |
927.28 |
890,79 |
971,30 |
248.523,65 |
245.729,04 |
236.059,85 |
257.394,76 |
|
Escopo 1 |
HFC |
1,45 |
3.74 |
9,48 |
10,06 |
2.506,08 |
6.649,00 |
16.204,44 |
16.974,78 |
|
Escopo 1 |
TOTAL |
- |
- |
- |
- |
2.493.133,62 |
2.416.419,24 |
2.533.616,62 |
2.508.107,43 |
|
Escopo 2³ |
CO₂ |
290.726,41 |
285713.33 |
323.491,19 |
377.076,27 |
290.726,41 |
285.713,33 |
323.491,19 |
377.076,27 |
|
Escopo 2³ |
TOTAL |
- |
- |
- |
- |
290.726,41 |
285.713,33 |
323.491,19 |
377.076,27 |
|
Escopo 3⁴ |
CO₂ |
19.901.280,16 |
19322655.26 |
19.414.815,70 |
22.160.865,78 |
19.901.280,16 |
19.322.655,26 |
19.414.815,70 |
22.160.865,78 |
|
Escopo 3⁴ |
CH₄ |
728,44 |
1395.64 |
857,51 |
670,04 |
20.396,36 |
39.077,83 |
24.010,28 |
18.761,17 |
|
Escopo 3⁴ |
N₂O |
122,43 |
176.43 |
119,53 |
139,72 |
32.445,24 |
46.754,30 |
31.674,22 |
37.027,02 |
|
Escopo 3⁴ |
HFC |
0,15 |
0.01 |
0,00 |
0,00 |
228,00 |
15,60 |
0,00 |
0,00 |
|
Escopo 3⁴ |
TOTAL |
- |
- |
- |
- |
19.954.349,77 |
19.408.502,99 |
19.470.500,20 |
22.216.653,98 |
| 2022 | 2023 | 2024² | 2025 | |
|---|---|---|---|---|
| tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | tCO₂e | |
|
Emissões indiretas (escopo 2) - com base em localização |
290.726,41 |
285.713,33 |
323.596,43 |
377.120,79 |
|
Emissões indiretas (escopo 2) - com base em mercado |
290.726,41 |
285.713,33 |
323.491,19 |
377.076,27 |
Em relação a 2025, a Suzano teve um ano de aumento de produção após o início da operação da nova unidade de Ribas do Rio Pardo (julho/2024) e aquisição das duas novas unidades, localizadas nos EUA (outubro/2024). As emissões absolutas (escopos 1 e 2) tiveram um ligeiro aumento (1%), sobretudo pelo maior consumo de óleo combustível em função de ativo em fim de vida útil e pela expansão de produção com a entrada do ano completo da nova unidade de Ribas do Rio Pardo. As iniciativas estruturais de transição energética, como a substituição do óleo combustível por gás natural em Imperatriz e do início da operação da nova planta de gaseificação de biomassa em Ribas do Rio Pardo, ainda não produziram todo o efeito esperado em 2025, reflexo de ajustes finais durante a rampa de operação.
As principais emissões diretas da Suzano (escopo 1) estão relacionadas ao consumo de combustíveis fósseis nos equipamentos estacionários das unidades industriais. Outras fontes de emissões significativas podem ser observadas nas unidades florestais pelo consumo de combustíveis fósseis por fontes móveis nas operações de silvicultura e colheita, nas operações logísticas e pela utilização de fertilizantes nitrogenados e correção do solo (calagem). O detalhamento por categoria está disponível no indicador “Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1), por categoria e tipo”.
As emissões indiretas por aquisição de energia (escopo 2) da Suzano ocorrem em razão da compra de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, bem como do consumo de energia elétrica e da aquisição de vapor pelas operações da Suzano Packaging nos Estados Unidos. Essas emissões são mais representativas nas unidades industriais, principalmente para as máquinas de papel, que demandam abastecimento contínuo de eletricidade. Vale ressaltar que a partir de 2024 passamos a reportar as emissões de escopo 2 seguindo as duas metodologias disponíveis no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG): por localização e por escolha de compra.
Como a Suzano é uma empresa que autogera boa parte de sua energia consumida, as emissões de escopo 2 são pouco representativas no inventário global. Entretanto, em 2025, o resultado foi impactado pela incorporação de dados primários da Suzano Packaging (com destaque para a aquisição de vapor), que passaram a refletir de forma mais precisa a realidade da operação nos Estados Unidos, compensando a redução observada nas emissões das operações no Brasil.
As emissões de escopo 3 tiveram um aumento significativo de 14% em 2025, impactada principalmente pela inclusão das emissões de toda a cadeia de valor da nova unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo. As emissões processamento de produtos vendidos e bens e serviços comprados são as mais representativas entre as emissões indiretas da Suzano (escopo 3). Vale lembrar que a companhia realizou, em 2024,a ampliação da contabilização das suas emissões indiretas, considerando todas as categorias materiais do escopo 3.