Todos os anos, a Suzano realiza o levantamento e a análise das suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), que abordam os escopos 1, 2 e 3 de todas as operações florestais, industriais, administrativas e logísticas, bem como as remoções de carbono referentes às áreas de florestas plantadas e nativas.
Por meio de procedimentos estabelecidos internamente, com base em metodologias reconhecidas, o inventário da empresa é realizado anualmente a partir da abordagem de controle operacional¹ ² ³ ⁴ e, depois de passar por verificação independente por terceira parte, é compartilhado publicamente.
A mensuração das emissões e remoções identifica as principais fontes de emissões de GEE da Suzano e, portanto, subsidia uma série de exercícios e análises em projetos e programas de eficiência e redução de emissões nas operações.
É a partir desse processo que a companhia pode criar medidas para mitigar os impactos negativos potenciais e gerenciar impactos positivos reais e potenciais. É uma etapa essencial para a definição e o acompanhamento de estratégias de mitigação, incluindo a gestão dos Compromissos para Renovar a Vida relacionados a mudanças climáticas.
Medidas tomadas a partir do resultado de emissões de GEE
Visando ampliar o alcance da temática de mudanças climáticas nas decisões do negócio, incorporamos o cálculo de emissões de GEE às áreas operacionais. Desde 2022, fomentamos iniciativas que promovam a integração desse tema nas rotinas da operação de forma inovadora. As unidades de logística da Suzano, por exemplo, têm a mensuração de seus impactos como parte dos seus sistemas de business intelligence e, com isso, podem tomar decisões mais informadas no seu dia a dia. Como resultado da incorporação do tema na área, foram desenvolvidos projetos em colaboração com fornecedores a fim de aumentar a eficiência no transporte dos nossos produtos.
Em 2024, a logística da Suzano fez avanços significativos em suas iniciativas relacionadas às mudanças climáticas. Em colaboração com a empresa de navegação Pan Ocean, testamos o uso de biocombustível em viagens realizadas com nossa frota dedicada, conseguindo reduzir aproximadamente 10% das emissões nas viagens monitoradas.
Além disso, a Suzano liderou discussões sobre a transição energética e novas regulamentações na Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), em parceria com a Marinha Brasileira, e corredigiu o Framework for Action do Pacto Global da ONU para a descarbonização do setor marítimo e portuário no Brasil.
Outro avanço na gestão das emissões nas áreas operacionais foi a avaliação do impacto em relação a emissões e remoções de estudos em andamento e projetos realizados. Juntamente com a aplicação de um preço interno de carbono, essa avaliação evidencia oportunidades para o negócio, seja pela contribuição potencial na descarbonização das operações, seja pela capacidade de mitigação de riscos.
Outra finalidade da utilização de dados de emissões e remoções é na avaliação de projetos quanto ao seu potencial de geração de créditos de carbono. Estamos trabalhando para sistematizar a análise desses estudos e projetos, buscando a facilitação da incorporação desse processo pelas áreas operacionais.
Indo além das nossas operações, nosso time de Suprimentos realiza o engajamento de fornecedores através do CDP Supply Chain⁵, levando a temática para a nossa cadeia de valor. Trata-se de um programa do CDP que tem como objetivo engajar nossos fornecedores no propósito de melhorar a gestão dos reportes e das práticas relacionados ao clima e à redução de seus impactos.
Também abordamos os prestadores de serviços das nossas unidades florestais, uma área com forte presença de terceiros, para a coleta de combustíveis utilizados em nossas operações. Os dados obtidos através do questionário CDP são internamente empregados através de dashboards para direcionar as estratégias de descarbonização, incluindo a priorização de fornecedores para engajamento.
Mais informações sobre esta frente podem ser encontradas no indicador “Mudanças climáticas na Suzano”.
Notas:
1. A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões é feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Para a elaboração do inventário de 2024, também foram utilizadas as seguintes referências metodológicas:
Conforme os princípios para a realização de inventários de GEE, foram considerados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local. Buscamos evitar o uso de premissas e dados secundários, dando ênfase a dados primários das nossas operações, o que nos permite ter um acompanhamento real e fidedigno das práticas de descarbonização da empresa. A contabilização de emissões de GEE para o Inventário de Emissões de Gases de Efeitos Estufa divulgado no Registro Público do Programa Brasileiro GHG Protocol é regularmente verificada/auditada por terceira parte independente.
2. O relato de emissões de GEE da Suzano é realizado a partir da abordagem de controle operacional. Utilizar a abordagem operacional no nosso inventário nos permite ter uma visão clara dos nossos impactos e responsabilidades. Além disso, essa abordagem nos possibilita trabalharmos metas e métricas com as áreas de atuação, implementando estratégias de mitigação eficazes. A metodologia do GHG Protocol é aplicada pela Suzano para calcular e apresentar as emissões de GEE de cada uma das subsidiárias durante todo o ano relatado, independentemente do momento da incorporação financeira.
3. Em 2024, a Suzano realizou a aquisição de duas unidades fabris da empresa denominada Pactiv Evergreen, ocorrendo a efetiva adesão dessas operações em nossas atividades em outubro de 2024. Diante disso, os cálculos de emissões de gases de efeito estufa incorporadas ao nosso inventário foram desenvolvidos de acordo com:
4. O ano-base de 2015 foi escolhido em referência ao Acordo de Paris. Ele visa mapear o impacto de projetos de redução de emissões nas principais frentes operacionais, além de processos internos de gestão e governança para alavancar a aprovação desses projetos e incluir o carbono em tomadas de decisão na companhia. Revisamos os métodos de cálculo do Inventário de GEE seguindo a metodologia do GHG Protocol e da ISO 14064. Essas alterações culminaram na alteração dos resultados de escopos 1, 2 e 3 no ano-base (2015) e nos anos 2022 e 2023, além do resultado de 2024. Essa revisão foi baseada em melhoria contínua e aprimoramentos metodológicos, como atualização dos índices de GWP referentes ao Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do IPCC, aprimoramentos em fatores de emissão de fontes do escopo 1 e ampliação da contabilização das categorias materiais e aplicáveis do escopo 3, passando de seis para dez categorias. Dada a representatividade das mudanças acima, foi realizada a revisão do ano-base (2015) para os escopos 1 e 2, e a incorporação das emissões das categorias relevantes de escopo 3 também nos anos de 2022, 2023 e 2024:
5. Saiba mais sobre o CDP Supply Chain acessando este link.