contexto

A Suzano acredita que um mundo mais justo e sustentável se constrói a partir de atitudes transformadoras para toda a sociedade. Por isso, a empresa investe no desenvolvimento local, regional e territorial em suas áreas de atuação. Com presença consolidada em mais de 220 municípios de 9 estados brasileiros, buscamos não apenas impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também promover uma transformação social profunda e sustentável que valorize as pessoas, as comunidades e as organizações locais, contribuindo para uma economia regenerativa.

Nossa abordagem estratégica para o impacto social é pautada pela criação de parcerias robustas e redes colaborativas que respeitam as particularidades de cada território. Essas alianças são cuidadosamente estruturadas para estimular o desenvolvimento territorial de longo prazo, promovendo a alavancagem dos principais indicadores socioambientais, econômicos e culturais nos territórios. Investimos em soluções inovadoras e escaláveis, pensadas para contribuir com: I. Qualificação e melhoria do relacionamento com comunidades e vizinhos e II. Redução da pobreza, com inclusão produtiva de jovens. Conheça nossa estratégia de investimento em “Gestão do Investimento Social Privado”.

Por meio de investimentos sociais estratégicos, buscamos beneficiar as regiões onde operamos, ampliando o valor compartilhado e promovendo a inclusão social em suas diversas formas. A Suzano prioriza o respeito aos direitos humanos no centro de sua agenda, garantindo que todas as ações e programas sejam guiados por princípios de transparência, responsabilidade e um firme compromisso com o bem-estar coletivo. O diálogo constante com as partes interessadas é essencial para assegurar que nossas iniciativas atendam às reais necessidades da população, respeitando sua autonomia e sua cultura local.

Nossos programas refletem a preocupação com o desenvolvimento humano integral e a sustentabilidade das pessoas e organizações, abordando questões cruciais como o fortalecimento da economia local, a inclusão de grupos tradicionalmente vulneráveis e a promoção de condições de vida mais justas.

A Estratégia Social tem como propósito alavancar os investimentos sociais junto aos parceiros, ampliando o desenvolvimento socioeconômico das regiões e territórios onde está presente. Por meio de processos de engajamento, busca fortalecer as relações com as comunidades (locais, tradicionais e indígenas), as redes de garantia de direitos humanos, além de promover o investimento em educação profissional e inclusão no mercado de trabalho, além de oportunidades de geração de renda.

Dessa forma, atuamos em três principais frentes para o Desenvolvimento Social, são elas: Relacionamento com Comunidades, Redução da Pobreza e Melhoria na qualidade da Educação.

 

1. Relacionamento com a Comunidades

A estratégia de Relacionamento com comunidades da Suzano possui duas grandes finalidades: a primeira delas é a manutenção da licença social para operar (LSO) da Suzano e a segunda é fortalecer o desenvolvimento territorial. É por meio de programas de engajamento, diálogos estruturados e de relacionamento constante e humanizado com comunidades vizinhas que buscamos alcançar esses objetivos e, assim, mantermos a predominância positiva na percepção do território em relação à Suzano.

Construir um relacionamento social maduro, coerente e consistente, significa presença, constância e confiança. Esses fatores contribuem  para a manutenção da Licença Social para Operar (LSO), uma vez que ela é um complemento às licenças regulatórias, não se tratando de um produto que pode ser concedido pelas autoridades civis, estruturas políticas ou sistema jurídico. Portanto a LSO precisa ser considerada de maneira contínua e estruturada em todas as atividades da Suzano que possam impactar as diferentes partes interessadas nos territórios de atuação. Por se tratar de uma “legitimação” que advém do grau de aceitação ao negócio por suas principais partes interessadas afetadas, em especial das comunidades locais e tradicionais, que são os principais atores a serem considerados, todas as atividades que impactem direta ou indiretamente, positiva ou negativamente o cotidiano das partes interessadas nos territórios, são responsáveis pela garantia da LSO na Suzano. 

1.1 Processo de Gestão Social

Atualmente, a estratégia de relacionamento cobre toda área de influência das 13 unidades fabris, da base florestal que alimenta essas unidades e também as operações portuárias no Brasil. Em números globais, tais operações influenciam, conforme atuação, direta ou indiretamente 1675 localidades, em mais de 200 municípios de 9 estados brasileiros. 

Para que essa estratégia se materialize nos territórios, foram definidas e atualizadas as iniciativas estratégicas do Relacionamento Social que compõem a metodologia de trabalho que tem como premissa e aspiração “Crise Zero é Possível”. A partir da aplicação prática da estratégia, as iniciativam visam a redução de disputas e crises sociais nos territórios onde a Suzano atua. Consequentemente a geração de impacto positivo para as comunidades e também para o negócio a partir da continuidade, redução de custos operacionais e maior atração de investimentos. 

Essa metodologia considera as especificidades das diferentes realidades e partes interessadas envolvidas, bem como as diferenças regionais inerentes às realidades sociais distintas. Dessa forma incentivamos e potencializamos redes locais, saberes ancestrais e práticas que promovam o diálogo e a colaboração entre as partes.

Assim, as ações de Relacionamento Social são orientadas por três estratégias estruturantes – gestão estratégica do relacionamento; prevenção e mitigação de riscos, crises e impactos sociais; e construção de redes e narrativas –, que são agrupadas em sete iniciativas estratégicas:

  • Análise estratégica do relacionamento: ferramentas e procedimentos para gestão do conhecimento do relacionamento e serviço de inteligência, utilizados para subsidiar tomadas de decisão sobre abordagens sociais, visando mitigar escaladas de conflitos e antecipar/prevenir disputas e crises sociais;
  • Diálogo Operacional: metodologia para antecipar e prevenir riscos sociais decorrentes das operações florestais, industriais e portuárias através do diálogo com comunidades, lideranças locais, poder público local, vizinhos e vizinhas;
  • Escuta e engajamento comunitário: procedimentos e rotinas para a manutenção da escuta e o engajamento de partes interessadas, visando prevenir riscos, criar vínculos de longo prazo e gerar valor para todos. Também traz a tratativa adequada das questões para comunidades tradicionais;
  • Agenda presencial: processos que ocorrem entre os ciclos de operação para manter e aumentar a identificação e qualificar o processo de comunicação das partes interessadas com a Suzano;
  • Atendimento legal e certificação: ferramentas e procedimentos para o devido atendimento das questões legais e pontuação em sistemas de certificação e ranqueamento ASG (ambiental, social e governança). Prevê também as tratativas para questões de ocupações e reassentamentos, em alinhamento com o PS5 (“Aquisição de terras e reassentamentos”) da International Finance Corporation (IFC);
  • Gestão de conflitos e crises sociais: estratégia de planejamento e atuação da Suzano nos territórios onde a escalada de conflitos sociais impacta diretamente as operações da companhia, sendo necessárias intervenções multiáreas para a retomada do diálogo, a prevenção de novas disputas sociais, a redução de prejuízos, a salvaguarda reputacional e a proteção do patrimônio da empresa;
  • Evolução sócio-operacional: diretrizes e procedimentos para aperfeiçoamento das operações visando à redução e à mitigação de riscos e impactos sociais.

 

O processo de Gestão Social possui etapas específicas para a análise das comunidades, a partir de processos participativos de escuta ativa em campo, diálogos intencionais para compartilhamento de informações sobre a empresa e suas operações, dentre outras análises de riscos e oportunidades. Com essa base estruturada em evidências e no diálogo construído entre as partes, incluindo o mapeamento de potencialidades das comunidades, inicia-se a implementação de programas, projetos, parcerias e ações de mitigação operacional. A implementação de programas e projetos leva em consideração aspectos fundamentais para o Relacionamento que são considerados para a priorização de investimentos, tais como: vulnerabilidade Socioeconômica; impacto do Negócio; Contexto Municipal; Importância da localidade para a Empresa (Parecer Social). Além desses aspectos, considera-se também a categorização das comunidades para o relacionamento: 

  • Comunidades rurais: iniciativas que formam e fortalecem pessoas e organizações sociais, além deredes de desenvolvimento territorial, ampliam o  acesso a mercados institucionais e políticas públicas, além de ampliar as redes de abastecimento das regiões por meio da organização de pequenos produtores de agricultura familiar.
  • Comunidades tradicionais e povos indígenas: iniciativas realizadas de forma contínua com base na confiança e no respeito mútuo a direitos e interesses, em conformidade com a Política Corporativa de Direitos Humanos e a Política Corporativa de Relacionamento com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais – ambas da Suzano –, a fim de promover práticas de etnodesenvolvimento, respeitando e fortalecendo o modo de vida tradicional, a opcionalidade natural e como prioridade de desenvolvimento das comunidades indígenas e tradicionais;
  • Comunidades  locais: iniciativas que fortalecem o protagonismo individual e coletivo por meio de projetos socioculturais e socioesportivos propostos pelas comunidades e apoiados pela Suzano via editais periódicos de seleção pública (com incentivo fiscal ou não).

Os programas e iniciativas que recebem investimento social têm como principal objetivo fortalecer  a Estratégia de Escuta e Engajamento Comunitário. Para garantir um impacto mais significativo e alcançar resultados mais eficazes, a estratégia adota seis avenidas programáticas que foram  estruturadas de forma a orientar o investimento social, maximizando o alcance e potencializando os benefícios para as comunidades atendidas. São elas:

  1. Arranjos Territoriais: Criar estruturas de governança colaborativa que conectam comunidades, empresas, governos e organizações da sociedade civil para promover soluções integradas e sustentáveis. Atuamos fortalecendo cadeias produtivas locais como agricultura familiar, apicultura, pecuária, extrativismo, pesca e entre outras, apoiando desde a organização comunitária até a implementação de tecnologias e boas práticas. Além disso, incentivamos a criação de redes de cooperação que ampliem a competitividade e a geração de renda. O objetivo é consolidar arranjos que valorizem as vocações regionais, promovam inclusão produtiva e contribuam para o desenvolvimento territorial sustentável.
  2. Formação de Fornecedores Comunitários: Estruturar oportunidades para que comunidades locais e tradicionais se tornem protagonistas na cadeia de valor, fornecendo bens e serviços de forma competitiva e sustentável. Atuamos no desenvolvimento de capacidades técnicas, gerenciais e empreendedoras, promovendo qualificação profissional, acesso a tecnologias e práticas inovadoras. Além disso, incentivamos modelos de negócio inclusivos que conectem fornecedores comunitários às demandas do setor privado, ampliando a geração de renda e fortalecendo economias locais. A estratégia busca consolidar parcerias que valorizem a diversidade territorial, estimulem a formalização e garantam padrões de qualidade, contribuindo para um ecossistema produtivo mais resiliente.
  3. Proteção de Direitos e Fortalecimento do Capital Social: Defesa dos direitos humanos e à promoção da cidadania. Apoia iniciativas voltadas à proteção integral de crianças, adolescentes, mulheres e outros grupos vulneráveis, atuando no combate à violência, na prevenção de violações e na promoção da inclusão social. O objetivo é fortalecer as redes de proteção de direitos e potencializar iniciativas que promovam a inclusão social.
  4. Empreendedorismo: Fomentar a criação e o fortalecimento de negócios locais que gerem impacto positivo e sustentável. Atuamos oferecendo capacitação técnica e gerencial, acesso a redes de mentoria e instrumentos financeiros que viabilizem a inovação e a autonomia econômica. Incentivamos modelos de negócio alinhados às vocações regionais e às práticas responsáveis, promovendo inclusão produtiva e geração de valor compartilhado. O objetivo é transformar ideias em empreendimentos sólidos, capazes de dinamizar economias locais e contribuir para o desenvolvimento territorial.
  5. Empregabilidade: Ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho, preparando pessoas para atender às demandas atuais e futuras. Desenvolvemos programas de qualificação profissional, orientação de carreira e conexão com empresas parceiras, priorizando públicos em situação de vulnerabilidade. Além disso, promovemos iniciativas que estimulem a diversidade e a equidade, garantindo que mais pessoas tenham acesso a empregos dignos e sustentáveis. Nosso compromisso é fortalecer competências e criar pontes entre talentos locais e oportunidades reais.
  6. Infraestrutura e Eventos Locais: Apoiar a melhoria da infraestrutura comunitária e a realização de eventos que fortaleçam a identidade cultural e a integração social. Atuamos na revitalização de espaços públicos, apoio a centros comunitários e promoção de iniciativas que estimulem a convivência e o desenvolvimento local. Além disso, incentivamos eventos que valorizem tradições, impulsionem cadeias produtivas e gerem oportunidades econômicas para a população. O objetivo é criar ambientes mais inclusivos e dinâmicos, que favoreçam a qualidade de vida e a coesão social. 

Abaixo alguns destaques de 2025 programas e projetos:

Unidade da Bahia

  • Manutenção do Projeto Kijêtxawê, voltado para o fortalecimento da educação nas 16 aldeias, com a doação de kits escolares para mais de 1.670 crianças e adolescentes matriculados em suas escolas, estaduais ou municipais.
  • Incentivo à busca de garantia de direitos através da disponibilização de infraestrutura para locomoção das lideranças indígenas em agendas positivas com o poder público.
  • Apoio à construção de estruturas tradicionais (Kijemes), representando um passo essencial para a valorização e preservação da cultura indígena pataxó, beneficiando diretamente 830 famílias. Os kijemes são espaços comunitários que desempenham um papel central na vida social, espiritual e cultural das comunidades indígenas, servindo como locais de encontro, celebração e transmissão de saberes ancestrais;

 

Unidade do Espírito Santo

  • Formação em comunidades indígenas, contemplando 12 aldeias e beneficiando mais de 90 famílias. As ações incluíram cursos de agricultura, meliponicultura, manutenção de equipamentos e artesanato, impulsionando a geração de renda, a profissionalização e o desenvolvimento local.
  • Apoio ao Campeonato Indígena de Futebol Amador durante a Festa dos Povos Originários, promovendo o fortalecimento cultural de 12 aldeias indígenas por meio de ações.
  • Investimento de 950 mil reais em iniciativas coletivas voltadas à melhoria de infraestrutura, ao fortalecimento produtivo, cultural e do artesanato em 12 aldeias do território.
  • Investimento de aproximadamente R$100 mil na perfuração de um poço artesiano comunitário, beneficiando 57 pessoas e ampliando o acesso seguro à água para a Comunidade de Santa Luzia. 
  • A partir investimento de R$ 340 mil por meio de Lei de Incentivo e investimento direto, a Suzano fomentou ações de arte-educação realizadas pelo Instituto Cultural Tambor de Raiz (Conceição da Barra - ES) com foco na valorização cultural e fortalecimento da identidade quilombola por meio de atividades extracurriculares de dança, canto e práticas instrumentais, beneficiando 45 crianças das comunidades: Córrego do Alexandre, Linharinho, Santana, Roda D’Água, Morro da Onça, Córrego Grande e Quilombo Novo. 
  • Realização de capacitações voltadas à geração de renda, em parceria com o SENAR, ofertando cursos de doces e salgados e corte e costura, beneficiando 33 pessoas. Também foram promovidas formações para as lideranças das comunidades Divino Espírito Santo e Santa Luzia do Rio, com foco na elaboração de projetos e captação de recursos.
  • Apoio a eventos comunitários e culturais tradicionais, como celebrações da Páscoa, festividades juninas, Cosme e Damião e o II Encontro de Mulheres Quilombolas, com foco na valorização cultural, no fortalecimento das comunidades e no estímulo ao protagonismo social. As ações contemplaram 11 comunidades - São Jorge, Santa Luzia (São Mateus), Córrego Grande, Córrego do Sertão, São Domingos, Córrego do Alexandre, Divino Espírito Santo, Dilô Barbosa, Santa Luzia (Montanha), Palmitinho II, Porto Grande - beneficiando aproximadamente 536 pessoas.

 

Unidade do Maranhão

  • Potencialização das Brigadas Indígenas do Maranhão: realizado o investimento em 8 drones para monitoramento de incêndios, atendendo às demandas das lideranças da Brigada de Incêndio Indígena, por meio de parceria estruturada entre COAPIMA, Funai e Suzano, além de 1 drone exclusivo para Funai. A iniciativa contempla 7 terras indígenas e 300 aldeias, ampliando a capacidade de resposta e a proteção territorial;
  • Conectividade para Aldeias: fornecimento de equipamentos que viabilizam o acesso à internet via satélite de alta velocidade para as aldeias Jenipapo e Kari, na Terra Indígena Arariboia (MA), garantindo melhoria na comunicação emergencial, acesso à educação e integração com órgãos de proteção ambiental;
  • Fomento às Roças Tradicionais e Casas de Farinha: apoio aos povos Guajajara (TI Arariboia) com aquisição de insumos e equipamentos (roçadeira, serra circular, torrador agrícola, entre outros), beneficiando 16 aldeias e cerca de 300 famílias, promovendo segurança alimentar, valorização cultural e geração de renda;
  • Projeto “Menhõ Xwynh” – Produtores de Mel (Tocantins): apoio na estruturação de 5 apiários coletivos na Terra Indígena Apinajé, com fornecimento de equipamentos, EPIs e treinamento técnico, contemplando indígenas de 4 aldeias. A iniciativa promove autonomia socioeconômica, geração de renda e sustentabilidade;
  • Incentivo à Educação Indígena: apoio na elaboração, confecção e impressão de material didático bilíngue (português e tupi tenetehar-guajajara) para o Instituto Tukàn – 1ª Universidade Indígena do Brasil, desenvolvido por educadores indígenas, fortalecendo alfabetização, preservação cultural e valorização da identidade.

 

Unidade de Mato Grosso do Sul

  • Apicultura: Impulsionamos a produção sustentável por meio da entrega de kits de EPIs e caixas para montagem de apiários, além da instalação inicial das caixas-isca. Nesta iniciativa, foram entregues 70 caixas de abelha padrão Langstroth, 30 caixas de abelha Jataí, 50 kg de cera alveolada, 50 kg de cera bruta e um alveolador de cera natural. A ação fortalece apicultores locais e amplia a oportunidade de geração de renda; 
  • Pecuária: Contribuímos para a melhoria da infraestrutura produtiva com fornecimento de materiais para reforma e implantação de cercas, além do melhoramento de 30 hectares de pastagem, garantindo alimentação adequada aos animais durante o período de estiagem. Esta iniciativa beneficiou 27 famílias; 
  • Agricultura: Promovemos ações de fortalecimento da agricultura familiar e geração de renda por meio da entrega de insumos e materiais para implantação de hortas e galinheiros, fortalecendo práticas sustentáveis na comunidade.; 
  • Artesanato: Formação em costura criativa, para 20 mulheres da comunidade em parceria com o SEBRAE/MS. 

 

Unidade de São Paulo

  • Diálogo técnico para atuação conjunta na prevenção e respostas à incêndios florestais no território, com a disponibilização de material informativo dos impactos socioambientais decorrentes das queimadas e canais de comunicação do programa Guardiões da Floresta. A ação promovida na Terra Indígena Araribá e apoiada por 4 caciques das aldeias dela integrantes, levou em consideração o papel fundamental das comunidades indígenas na proteção do território, bem como a existência de brigadas indígenas de incêndio. 
  • Apoio a comunidade da Aldeia Kopenoti por meio de doação de equipamentos (tais como roçadeiras e implemento de aplicação de adubos), destinados à manutenção dos espaços de uso coletivo e atividades de campo desenvolvidas, contribuindo para o bem-estar e lazer da comunidade. 

 

2. Redução da Pobreza

Segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2025¹, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil atingiu o menor nível de pobreza da série histórica iniciada em 2012, contudo, apesar desse significativo avanço no enfrentamento à pobreza, o país ainda possui cerca de 49 milhões de pessoas em situação de pobreza, o que representa 23% da população nacional.

Nesse sentido, a Suzano entende que tem um importante papel a exercer não só no apoio ao desenvolvimento econômico, mas também na promoção de transformação social nos mais de 224 municípios nos quais está presente. É por isso que, em conjunto com organizações da sociedade civil e demais atores dessas localidades, criamos programas de geração de renda e buscamos influenciar processos e políticas públicas, fortalecendo negócios locais sustentáveis que fazem parte da cultura de cada região.

Utilizamos a referência global de pobreza monetária adotada pelo Banco Mundial e ratificada pelo IBGE, de 6,85 dólares por dia ou 6665 reais por mês de renda familiar per capita (2024)². O cálculo utiliza o rendimento médio mensal, entendido como o rendimento total dos moradores do domicílio, provenientes do trabalho e de outras fontes de geração de renda, dividido pelo número de moradores.

A atuação tem como foco as soluções com impacto direto na redução da pobreza, norteadas pela renda familiar, mesmo que sua multidimensionalidade seja reconhecida e que possam ser replicadas e expandidas em diferentes municípios. Os projetos estão dentro de seis linhas programáticas³ que abrangem características regionais e suas vocações socioeconômicas. Saiba mais em “Diminuir a Pobreza”.

Adicionalmente, em 2025, a Suzano passou a levantar junto às organizações da sociedade civil que implementam os projetos de geração de renda, dados relativos a inclusão produtiva de jovens de até 24 anos. Isso buscou conectar ainda mais a agenda de geração de oportunidades de trabalho com a demanda crescente de entrada de jovens no mercado.

 

     2.1 Extrativismo Sustentável

Atuamos em colaboração e no fortalecimento de atividades de extrativismo sustentável com comunidades que extraem produtos da biodiversidade nativa, como frutos, folhas, sementes e entre outros extrativos de maneira responsável e equilibrada, garantindo a preservação e conservação do meio ambiente. Nosso objetivo é capacitar pessoas e cooperativas em práticas sustentáveis, promovendo o desenvolvimento local e regional.

Um exemplo no Mato Grosso do Sul, é o Instituto Taquari Vivo (ITV) implementou diferentes projetos de capacitação e compra de sementes nativas junto a comunidades indígenas, tradicionais e de escassos recursos, criando uma rede de fornecimento para viveiros que alcançou mais de 10 municípios próximos a Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Com financiamento da Suzano oriundos de recursos próprios e captados com outras iniciativas ligadas a crédito de carbono, os projetos alcançaram mais de 1600 beneficiados e 138 conseguiram deixar a linha da pobreza apenas a partir da coleta de sementes. 

 

     2.2 Redes de Abastecimento

A Suzano estimula a criação de parcerias entre produtores rurais, comerciantes e clientes nos municípios onde atua. O objetivo é conectar produtores rurais familiares com o mercado consumidor, fortalecendo a segurança alimentar, a agricultura e a pecuária das regiões. Além disso, a Suzano promove o acesso às políticas públicas, incentivando o desenvolvimento sustentável e a inclusão das comunidades nas cadeias produtivas e de abastecimento nos territórios.

Uma parceria iniciada em 2024 com o SENAR-BA (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e o IAGRO (Instituto Agropecuário da Bahia) permitiu potencializar o trabalho de assistência técnica e extensão rural realizados pelas organizações a comunidades e famílias produtoras no extremo sul baiano. A Suzano investiu recursos que permitiram a compra de insumos, ampliação da equipe técnica e implementação de estratégia de acesso dos produtos a mercados, que permitiu a grupos e famílias ampliarem sua renda e se fixarem no campo. Mais de 4400 pessoas foram beneficiadas até o momento com o projeto, sendo que 981 já deixaram a linha da pobreza, 668 apenas em 2025. Este é um dos exemplos de projetos apoiados nessa linha.

 

     2.3 Reciclagem Inclusiva

A Suzano busca fortalecer as cooperativas de reciclagem e suas redes regionais, favorecendo o aumento da captação de materiais e a renda dos catadores e catadoras. Através de parcerias, a Suzano atua na capacitação desses profissionais, sejam eles membros de cooperativas ou autônomos. Além disso, a empresa incentiva o fortalecimento das cooperativas, promove o aumento da demanda por materiais recicláveis e articula com o poder público para contribuir na geração de renda e no desenvolvimento de uma Economia Circular.

Como exemplo dessa proposta, podemos citar o programa Mãos para o Futuro que é um dos mais reconhecidos programas de logística reversa do país. Em franco crescimento em termos de associados e volumes de materiais coletados, o programa encontra sempre o desafio de ampliar a base de cooperativas de catadores de materias reciclados que tenha estratura administrativa, legal e operacional capazes de atender os requisitos técnicos e funcionais do programa. A partir de um investimento específico da Suzano, 22 cooperativas do Brasil, presentes em municípios de atuação da empresa, passaram a contar com apoio ténico do programa para se estruturem, elevando sua capacidade e permitindo a entraga futura no processo rentável de logística reversa. O projeto já conta com 721 recicladores cadastros e 2.353 beneficiados. 261 pessoas deixaram a linha da pobreza em 2025, primeiro ano de implementação.

 

     2.4 Empreendedorismo

A Suzano está comprometida em promover o empreendedorismo, com um foco prioritário em mulheres e jovens. Reconhecendo os desafios únicos que esses grupos enfrentam, a empresa investe em iniciativas que capacitam e empoderam esses indivíduos para que possam iniciar e gerir seus próprios negócios. Além disso, a Suzano fomenta o desenvolvimento de produtos e serviços que incentivam ideias inovadoras, contribuindo para a criação de oportunidades econômicas e o fortalecimento das comunidades locais.

Iniciado em 2024, foi em 2025 que o projeto Empreendendo o Futuro da Associação Aliança Empreendedora, deu uma salto em quantidade de pessoas beneficiadas e impacto efetivo gerado. Quase 5000 pessoas foram beneficiadas pelo projeto no total e 1854 deixaram a pobreza apenas em 2025. 2110 no total. Com alcance e parcerias em vários estados, entre eles Bahia e Maranhão, o projeto contou com investimento da Suzano para a estruturação de qualificaçao empreendedora e desenvolvimento de produtos e serviços individuais e coletivos que permitiram principalmente jovens e mulheres negras periféricas estabelecerem micro e pequenos negócios lucrativos. Esse é um exemplo de projeto apoiado nessa frente.

 

     2.5 Acesso a Emprego

Atuamos com o objetivo de capacitar, profissionalizar e promover conexões para facilitar o acesso ao emprego formal. Por meio de parcerias com instituições de ensino e capacitação, desenvolvemos e fortalecemos oportunidades nos territórios a fim de ampliarmos o acesso ao trabalho.

Entre os vários projetos dessa linha que mais entregou resultados em 2025, temos o Empoderatech, implementado pelo Instituto Conhecimento para Todos em São Paulo e Santos, qualifica pessoas na linha da pobreza em soft e hard skills, mapea oportunidade de inserção dessas no mercado de trabalho e articula a conexão com as vagas, acompanhando o ingressado durante o início de sua jornada. Iniciado em 2024, o projeto conseguiu contribuir para que 1523 pessoas deixassem a linha da pobreza, 56% delas em 2025. Ao todo, mais de 4 mil pessoas foram beneficiadas pela iniciativa, na sua maioria mulheres negras periféricas. 

 

     2.6 Cadeia de Valor

O programa Cadeia de Valor da Suzano é uma iniciativa estratégica que visa atuar nos principais desafios de mão de obra e promover a inclusão social. Com foco em oferecer oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade, o programa conecta a mão de obra local às vagas disponíveis, tanto nas operações diretas da Suzano quanto entre seus fornecedores de serviços e insumos. Essa abordagem não só contribui com o suprimento da demanda por trabalhadores qualificados nas operações da companhia, mas também impulsiona o desenvolvimento econômico e social das comunidades envolvidas. 

Desde 2022, implementamos o critério social nas decisões de contratações diretas (na Suzano) e indiretas (cadeia de suprimentos), ampliando a inclusão na empresa e entre nossos fornecedores locais. Como parte da estratégia, foram incorporados instrumentos de coleta de dados em processos já existentes, como a ambientação de novos colaboradores e mapeamento de oportunidades que dialoguem com os públicos dos projetos sociais investidos e comunidades do entorno. 

Em 2025, mais de 4.342 pessoas saíram da pobreza por meio de contratações diretas e indiretas ligadas à Suzano. Entre 2022 e 2025, esse número ultrapassou 18.132 pessoas. Essa prática de contratação inclusiva é apoiada por mais de 113 fornecedores de diversas áreas da companhia, representando uma mudança estrutural na forma de conduzir negócios: mais sensível às realidades locais e alinhada a uma visão de impacto positivo.

Adicionalmente, a Suzano possui um programa de reconhecimento de fornecedores (Programa Suzano Valoriza), realizado pela alta liderança da empresa, com o objetivo de reconhecer e celebrar o desempenho dos fornecedores, fortalecendo a cultura de parceria e ampliando nosso papel na transformação da forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com o mundo, as pessoas e o planeta. Desde 2024, passamos a reconhecer uma categoria específica de impacto social, destacando as empresas que mais contribuíram para a retirada de pessoas da linha da pobreza.

A adoção sistemática desses critérios fortalece a capacidade da companhia de gerar impacto social direto, ao mesmo tempo em que aprimora a gestão de pessoas e a integração com os territórios onde atua.

 

     2.7 Inclusão produtiva e melhoria na qualidade da educação

A educação de qualidade permanece como um dos desafios estruturantes mais relevantes do Brasil. Nas últimas décadas, o país tem enfrentado obstáculos persistentes relacionados ao acesso e a permanência à escola pública, à permanência ae aprendizagem dos estudantes e aà conclusão da educação básica. A Suzano reconhece seu papel nesse contexto e tem atuado de forma consistente para fortalecer a educação pública nos territórios onde está presente.

Entre 2020 e 2024, investimos na qualificação do ensino por meio do Programa Suzano de Educação (PSE), fortalecendo práticas de gestão nas redes públicas, implementando Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) e promovendo a articulação intersetorial entre educação, assistência social e saúde. Nessa etapa, priorizamos a formação de educadores, o engajamento de famílias e comunidades e a construção colaborativa de soluções para os desafios educacionais dos territórios. 

Em 2025, entendendo a Educação como uma forte alavanca e um motor estruturante para contribuir na redução da pobreza e das desigualdades sociais, aprofundamos nossa atuação ao colocar os jovens no centro da estratégia, direcionando esforços para enfrentar três desafios críticos: baixo rendimento escolar, evasão e abandono escolar, baixo rendimento e abandono e a necessidade de uma transição qualificada para o mercado no mundo do trabalho. A nova estratégia passa a se organizar em dois pilares complementares: Trajetória Escolar (acesso, permanência e conclusão da educação básica) e Inclusão Produtiva de Jovens¹.

¹Saiba mais sobre esse processo de reestruturação da Estratégia no capítulo CPRVs. 

Na frente de Trajetória Escolar destacam-se o apoio à implementação do Política do Programa Escola das Adolescências, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento das políticas educacionais para adolescentes que foi o cerne das ações formativas aos Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) e redes municipais. Além disso, a institucionalização dos Comitês Intersetoriais de Busca Ativa Escolar, instâncias responsáveis por integrar diferentes setores para identificar, acompanhar e reinserir estudantes em risco, fortalecendo as ações de enfrentamento à exclusão escolar, no piloto implementado em Mato Grosso do Sul.

Outro marco relevante, foi a Parceria firmada com o Todos pela Educação, referência nacional em advocacy e aprimoramento de políticas públicas educacionais.

No que se refere a Inclusão Produtiva de Jovens, a estratégia contempla a ampliação das oportunidades de educação profissional e tecnológica, assim como ações de integração dos jovens ao mercado de trabalho, incluindo a geração de oportunidades dentro da cadeia de valor da Suzano.

Alcançamos a inclusão produtiva de 10.991 jovens, de até 24 anos de idade, no mercado laboral e em formações técnicas-profissionalizantes, a partir de ações especificamente orientadas para esse fim e a partir de projetos apoiados dentro da linha temática de Acesso a Emprego da estratégia de redução da pobreza e da inclusão de jovens na Cadeia de Valor. Algumas dessas iniciativas já nasceram com o objetivo focado na qualificação profissional e inserção de jovens em oportunidade de emprego, sendo a maioria negros e periféricos.

Na tabela abaixo há a consolidação do número de pessoas beneficiadas pelos programas sociais.

Número de pessoas beneficiadas¹ pelos programas sociais

202020212022³2023⁴2024⁵2025⁶
número total número total número total número total número total número total

Total²

50.250

422.760

276.071

347.901

371.996

320.946

  1. Foram consideradas todas as pessoas beneficiadas (direta e indiretamente) nos programas e projetos sociais da Suzano, com foco em Redução da Pobreza, Relacionamento com Comunidades e Melhoria na Qualidade da Educação.
  2. Reflete os resultados consolidados de programas e projetos das regionais da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
  3. A diferença do número de beneficiários(as) de 2021 para 2022 ocorreu especialmente pela redução do número de municípios atendidos pelo Programa Suzano de Educação (PSE), iniciativa com maior participação no indicador. Em 2021, foram 312.339 beneficiários(as), enquanto em 2022 foram 205.669. 
  4. Em 2023, 347.901 pessoas foram beneficiadas pelos investimentos em programas, projetos e iniciativas sociais, demonstrando um aumento médio de 26% em relação ao ano de 2022. Esse aumento se refere à ampliação dos investimentos na estratégia do Compromisso para Renovar a Vida de Redução da Pobreza, que tem alavancado investimentos e público atendido (compromisso de, até 2030, retirar 200 mil pessoas da linha da pobreza). Do total de pessoas beneficiadas, 95.891 foram na estratégia de Relacionamento com Comunidades, 136.678 na estratégia de Melhoria na Qualidade da Educação e 114.522 na estratégia de Redução da Pobreza.  
  5. Em 2024, 371.996 pessoas foram beneficiadas pelos investimentos em programas, projetos e iniciativas sociais, com um aumento médio de 7% em relação ao ano anterior. Do total de pessoas beneficiadas ,73.730 foram na estratégia de Relacionamento com Comunidades, 139.603 na estratégia da Melhoria na Qualidade da Educação e 158.663 na estratégia de Redução da Pobreza
  6. Em 2025, 320.946 pessoas foram beneficiadas pelos investimentos em programas, projetos e iniciativas sociais. Do total de pessoas beneficiadas, 126.190 foram na estratégia de Relacionamento com Comunidades, 91.915 na estratégia da Melhoria na Qualidade da Educação e 102.841 na estratégia de Redução da Pobreza

Informações complementares

  1. Síntese de Indicadores Sociais de 2025: 71016b2eb0a5feb8f7685271b1233db7.pdf
  2. Para fins de planejamento do Investimento Social de 2025, utilizou-se R$ 665 reais como linha de pobreza, conforme dado oficial divulgado pelo IBGE na Síntese dos Indicadores Sociais de 2023. Essa referência já considera a atualização realizada pelo Banco Mundial de 6,85 dólares/dia para a pobreza, em termos de poder de paridade de compra (PPC) a preços internacionais de 2017.