contexto

O relato de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da Suzano é realizado a partir da abordagem de controle operacional e contempla as operações:

  • À montante: operações dos fornecedores upstream (insumos, produtos químicos e combustíveis) e serviços de operação florestal, como silvicultura, colheita, manutenção, proteção florestal, construção de estradas, gestão de resíduos, aplicação de fertilizantes e logística de madeira;
  • Operação industrial: produção de celulose, papel, bens de consumo, geração de vapor e energia, recuperação e utilidades, gestão de resíduos, saúde e segurança, operação de centros de estudos e pesquisas, operação administrativa (ligada a restaurantes, transporte de colaboradores, manutenção predial) e aquisição de energia elétrica;
  • À jusante: operações de transporte e distribuição de produtos, incluindo centros de distribuição (CDs), operação em portos, transporte marítimo, ferroviário e rodoviário dentro do Brasil e internacionalmente, o processamento de produtos vendidos em nossos clientes e o tratamento de fim de vida.

Considerando todas as categorias materiais, o escopo 3 representa a maior parcela das emissões totais da companhia. Em 2025, o escopo 3 representou 89% das emissões totais da companhia, enquanto as emissões diretas (escopo 1) representam apenas 10% das emissões totais.

Também estão contempladas neste reporte as emissões biogênicas relacionadas ao ciclo natural do carbono, bem como aquelas resultantes da combustão, colheita, digestão, fermentação, decomposição ou processamento de materiais de base biológica. Estão inclusos no cálculo de emissões biogênicas os consumos de biomassa, licor negro e metanol para geração de energia; calor e vapor em unidades industriais; e de combustíveis renováveis em operações, principalmente rodoviárias, como consumo de etanol, biodiesel misturado ao diesel e etanol misturado à gasolina. As emissões de CO2 de origem biogênica são reportadas separadamente. 

A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões é feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Para a elaboração do inventário de 2025, também foram utilizadas as seguintes referências metodológicas:

  • The Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard, do World Resources Institute (WRI) e do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) (2004);
  • Guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP), da Fundação Getulio Vargas (2023);
  • IPCC Guidelines ror National Greenhouse Gas Inventories, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês – 2006);
  • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, do National Council for Air and Stream Improvement (NCASI – 2005).

Conforme os princípios para a realização de inventários de GEE, foram considerados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local. A contabilização de emissões de GEE para o Inventário de Emissões de Gases de Efeitos Estufa divulgado no Registro Público do Programa Brasileiro GHG Protocol é regularmente verificada/auditada por terceira parte independente.

Conforme informado no reporte anterior, a Suzano já incorporou as emissões da Suzano Packaging (duas unidades localizadas nos Estados Unidos) em seu inventário de emissões, atualizou os índices de GWP referente ao Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do IPCC e passou a contabilizar as emissões de escopo 2 baseadas na escolha de compra. Em 2025, nenhuma outra alteração foi realizada.

Além disso, é importante destacar que, em 2025, a Suzano teve suas metas aprovadas pela iniciativa Science Based Target (SBTi), sendo uma meta de redução absoluta de emissões dos escopos 1 e 2 e outra meta de engajamento de escopo 3, focada em seus fornecedores e clientes mais representativos. Essas metas, por terem sido submetidas antes da aquisição das novas unidades localizadas nos EUA, ainda não consideram as emissões da Suzano Packaging. Há previsão de que o processo de revisão das metas para incorporação destas operações ocorra em breve.

 

Nas tabelas abaixo estão disponíveis as seguintes informações:

  • Emissões de GEE em tonelada de CO₂ equivalente;
  • Emissões biogênicas de CO₂ em tonelada de CO₂ equivalente;
  • Emissões de GEE, em tonelada, discriminadas por gás;
  • Emissões indiretas de GEE (escopo 2) em tonelada de CO₂ equivalente.

Emissões de GEE em tonelada de CO₂ equivalente

2022202320242025
tCO₂e tCO₂e tCO₂e tCO₂e

Emissões diretas (escopo 1)¹

2.493.133,62

2.416.419,24

2.533.616,62

2.508.107,43

Emissões indiretas (escopo 2)²- com base em mercado

290.726,41

285.713,33

323.491,19

377.076,27

Emissões indiretas (escopo 2)²- com base em localização

290.726,41

285.713,33

323.596,43

377.120,79

Outras emissões indiretas (escopo 3)³

19.954.349,77

19.408.502,99

19.470.500,20

22.216.653,98

Total

22.738.209,80

22.110.635,56

22.327.608,01

25.101.837,68

  1. As emissões diretas de GEE (escopo 1) incluem, mas não se limitam às emissões de dióxido de carbono (CO₂) oriundas do consumo de combustíveis relatado na Divulgação GRI 302-1: Consumo de energia dentro da organização. O indicador contempla os seguintes gases: CO₂, metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e hidrofluorcarbonetos (HFCs).
  2. As emissões indiretas de GEE (escopo 2) incluem, entre outras, as emissões de CO₂ provenientes da compra ou aquisição de geração de eletricidade, aquecimento, refrigeração e vapor pela organização para consumo próprio. O indicador contempla o seguinte gás: dióxido de carbono (CO₂).
  3. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e hidrofluorcarbonetos (HFCs).  Categorias de Escopo 3 completo mensuradas: Bens e serviços comprados, Atividades relacionadas a combustíveis e energia não inclusas nos escopos 1 e 2; Transporte e distribuição upstream; Transporte e distribuição downstream; Deslocamento de funcionários; Resíduos; Viagens à negócios, Processamento de produtos vendidos; Tratamento de fim de vida; Investimentos.

Emissões biogênicas¹ de CO₂ em tonelada de CO₂ equivalente

2022202320242025
tCO₂e tCO₂e tCO₂e tCO₂e

Escopo 1

28.150.492,44

24.454.728,41

22.345.933,46

26.495.678,91

Escopo 3²

61.412,27

577.757,94

136.603,78

151.626,88

Total

28.211.904,71

25.032.486,35

22.482.537,25

26.647.305,80

  1. Emissões biogênicas são as emissões relacionadas ao ciclo natural do carbono, bem como aquelas resultantes da combustão, colheita, digestão, fermentação, decomposição ou processamento de materiais de base biológica. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e hidrofluorcarbonetos (HFCs). Foram inclusos no cálculo de emissões biogênicas os consumos de biomassa, licor negro e metanol para geração de energia; calor e vapor em unidades industriais; e de combustíveis renováveis em operações principalmente rodoviárias, como consumo de etanol, biodiesel misturado ao diesel e etanol misturado à gasolina. Os fatores de emissão desses insumos no Brasil são divulgados anualmente pelo Programa Brasileiro GHG Protocol. Todos os valores relatados foram verificados por terceira parte independente.
  2. Categorias de Escopo 3 mensuradas: Bens e serviços comprados, Atividades relacionadas a combustíveis e energia não inclusas nos escopos 1 e 2; Transporte e distribuição upstream; Transporte e distribuição downstream; Deslocamento de funcionários; Resíduos; Viagens à negócios, Processamento de produtos vendidos; Tratamento de fim de vida; Investimentos.

Emissões de GEE, em tonelada, discriminadas por gás

Em toneladas de gás¹Em toneladas de CO₂ equivalente²
EscopoGEE20222023202420252022202320242025
t t t tCO₂e tCO₂e tCO₂e tCO₂e

Escopo 1

CO₂

2.166.069,75

2090612.22

2.223.318,64

2.165.584,57

2.166.069,75

2.090.612,22

2.223.318,64

2.165.584,57

Escopo 1

CH₄

2.715,51

2622.46

2.072,63

2.434,05

76.034,14

73.428,98

58.033,68

68.153,32

Escopo 1

N₂O

937,83

927.28

890,79

971,30

248.523,65

245.729,04

236.059,85

257.394,76

Escopo 1

HFC

1,45

3.74

9,48

10,06

2.506,08

6.649,00

16.204,44

16.974,78

Escopo 1

TOTAL

-

-

-

-

2.493.133,62

2.416.419,24

2.533.616,62

2.508.107,43

Escopo 2³

CO₂

290.726,41

285713.33

323.491,19

377.076,27

290.726,41

285.713,33

323.491,19

377.076,27

Escopo 2³

TOTAL

-

-

-

-

290.726,41

285.713,33

323.491,19

377.076,27

Escopo 3⁴

CO₂

19.901.280,16

19322655.26

19.414.815,70

22.160.865,78

19.901.280,16

19.322.655,26

19.414.815,70

22.160.865,78

Escopo 3⁴

CH₄

728,44

1395.64

857,51

670,04

20.396,36

39.077,83

24.010,28

18.761,17

Escopo 3⁴

N₂O

122,43

176.43

119,53

139,72

32.445,24

46.754,30

31.674,22

37.027,02

Escopo 3⁴

HFC

0,15

0.01

0,00

0,00

228,00

15,60

0,00

0,00

Escopo 3⁴

TOTAL

-

-

-

-

19.954.349,77

19.408.502,99

19.470.500,20

22.216.653,98

  1. Não é possível fazer a soma de gases diferentes, por isso o total da coluna “em tonelada de gás” não é preenchido.
  2. Para comparação com o ano-base e alinhamento metodológico com os Compromissos para Renovar a Vida da Suzano, utilizaram-se índices de GWP relativos ao Quinto Relatório de Avaliação do IPCC (AR5).
  3. As emissões indiretas de GEE (escopo 2) incluem, entre outras, as emissões de dióxido de carbono (CO₂) provenientes da compra ou aquisição de geração de eletricidade, aquecimento, refrigeração e vapor pela organização para consumo próprio. O fator de emissão para inventários corporativos divulgado mensalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação contempla apenas a emissão de CO₂ para a geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional do Brasil.
  4. Categorias de Escopo 3 mensuradas: Bens e serviços comprados, Atividades relacionadas a combustíveis e energia não inclusas nos escopos 1 e 2; Transporte e distribuição upstream; Transporte e distribuição downstream; Deslocamento de funcionários; Resíduos; Viagens à negócios, Processamento de produtos vendidos; Tratamento de fim de vida; Investimentos.

Emissões indiretas de GEE (escopo 2)¹ em tonelada de CO₂ equivalente

202220232024²2025
tCO₂e tCO₂e tCO₂e tCO₂e

Emissões indiretas (escopo 2) - com base em localização

290.726,41

285.713,33

323.596,43

377.120,79

Emissões indiretas (escopo 2) - com base em mercado

290.726,41

285.713,33

323.491,19

377.076,27

  1. As emissões indiretas de GEE (escopo 2) incluem, entre outras, as emissões de dióxido de carbono (CO₂) provenientes da compra ou aquisição de geração de eletricidade, aquecimento, refrigeração e vapor pela organização para consumo próprio. O fator de emissão para inventários corporativos divulgado mensalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação contempla apenas a emissão de CO₂ para a geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional do Brasil.
  2. A partir de 2024, a Suzano passou a aposentar IRECs (Certificados Internacionais de Energia Renovável) para seus Centros de Distribuição. Com isso, fez-se necessária mudar a abordagem de contabilização do Escopo 2 para escolha de compra.

Informações complementares

Em relação a 2025, a Suzano teve um ano de aumento de produção após o início da operação da nova unidade de Ribas do Rio Pardo (julho/2024) e aquisição das duas novas unidades, localizadas nos EUA (outubro/2024). As emissões absolutas (escopos 1 e 2) tiveram um ligeiro aumento (1%), sobretudo pelo maior consumo de óleo combustível em função de ativo em fim de vida útil e pela expansão de produção com a entrada do ano completo da nova unidade de Ribas do Rio Pardo. As iniciativas estruturais de transição energética, como a substituição do óleo combustível por gás natural em Imperatriz e do início da operação da nova planta de gaseificação de biomassa em Ribas do Rio Pardo, ainda não produziram todo o efeito esperado em 2025, reflexo de ajustes finais durante a rampa de operação.

As principais emissões diretas da Suzano (escopo 1) estão relacionadas ao consumo de combustíveis fósseis nos equipamentos estacionários das unidades industriais. Outras fontes de emissões significativas podem ser observadas nas unidades florestais pelo consumo de combustíveis fósseis por fontes móveis nas operações de silvicultura e colheita, nas operações logísticas e pela utilização de fertilizantes nitrogenados e correção do solo (calagem). O detalhamento por categoria está disponível no indicador “Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1), por categoria e tipo”.

As emissões indiretas por aquisição de energia (escopo 2) da Suzano ocorrem em razão da compra de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, bem como do consumo de energia elétrica e da aquisição de vapor pelas operações da Suzano Packaging nos Estados Unidos. Essas emissões são mais representativas nas unidades industriais, principalmente para as máquinas de papel, que demandam abastecimento contínuo de eletricidade. Vale ressaltar que a partir de 2024 passamos a reportar as emissões de escopo 2 seguindo as duas metodologias disponíveis no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG): por localização e por escolha de compra.

Como a Suzano é uma empresa que autogera boa parte de sua energia consumida, as emissões de escopo 2 são pouco representativas no inventário global. Entretanto, em 2025, o resultado foi impactado pela incorporação de dados primários da Suzano Packaging (com destaque para a aquisição de vapor), que passaram a refletir de forma mais precisa a realidade da operação nos Estados Unidos, compensando a redução observada nas emissões das operações no Brasil.

As emissões de escopo 3 tiveram um aumento significativo de 14% em 2025, impactada principalmente pela inclusão das emissões de toda a cadeia de valor da nova unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo. As emissões processamento de produtos vendidos e bens e serviços comprados são as mais representativas entre as emissões indiretas da Suzano (escopo 3). Vale lembrar que a companhia realizou, em 2024,a ampliação da contabilização das suas emissões indiretas, considerando todas as categorias materiais do escopo 3.