contexto

As emissões diretas da Suzano (escopo 1) estão relacionadas majoritariamente ao consumo de combustíveis fósseis nos equipamentos estacionários das unidades industriais, assim como de combustíveis utilizados em veículos nas unidades florestais.

As emissões da categoria de combustão estacionária, que são correlacionadas à geração de eletricidade, calor e vapor e representam 67% do escopo 1, diminuíram em 3%.

Na categoria móvel, que representa 22% do escopo 1, tivemos aumento de emissões resultantes principalmente devido ao aumento de produção, que gera uma maior demanda de madeira, principalmente de colheita e logística, dentro das nossas operações. Na categoria de emissões agrícolas, que representam quase 10% do escopo 1, resíduos, que representam 1%, e fugitivas, que representam 1%, teve-se aumento de emissões em razão do maior volume de plantio e expansão de base florestal.

As emissões negativas de processos industriais estão relacionadas às emissões recuperadas nas plantas de precipitação de carbonato de cálcio (CaCO₃), ou PCC, o que contribuiu para a redução das emissões do escopo aqui discutido, visto que, nos processos industriais, há consumo de dióxido de carbono (CO₂) na PCC. No processamento físico-químico, ocorrem remoções decorrentes do processo de precipitação do CaCO₃, insumo utilizado no processo industrial, ou seja, há consumo de CO₂ na PCC. A redução nessa categoria deu-se pela diminuição da exportação de CO₂ realizada pelas fábricas da Suzano.

As emissões de efluentes não foram reportadas em 2025, pois o tratamento aeróbico de efluentes em fábricas de celulose gera pouca emissão de metano e não é considerado pela metodologia. Para saber mais sobre a gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE), acesse “Emissões de gases de efeito estufa (GEE) e metodologia”.

Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1), por tipo¹

2022202320242025
tCO₂e tCO₂e tCO₂e tCO₂e

Geração de eletricidade, calor ou vapor

1.788.872,28

1.700.795,49

1.818.904,88

1.760.850,07

Processamento físico-químico

-46.551,54

-43.925,77

-39.118,04

-35.788,71

Transporte de materiais, produtos, resíduos e pessoas

535.308,38

512.155,10

521.095,86

585.586,59

Total

2.277.629,11

2.169.024,82

2.300.882,71

2.310.647,94

  1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e hidrofluorcarbonetos (HFCs). Não são contempladas as seguintes categorias de escopo 1: emissões agrícolas, emissões de tratamento de resíduos e emissões fugitivas.

Emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1), por categoria¹

2022202320242025
Total de emissõesPercentual de representatividade no escopo 1Total de emissõesPercentual de representatividade no escopo 1Total de emissõesPercentual de representatividade no escopo 1Total de emissõesPercentual de representatividade no escopo 1
tCO₂e % tCO₂e % tCO₂e % tCO₂e %

Combustão estacionária

1.788.872,28

71,75%

1.700.795,49

70,38%

1.818.904,88

71,79%

1.760.850,07

70,21%

Combustão móvel

535.308,38

21,47%

512.155,10

21,19%

521.095,86

20,57%

585.586,59

23,35%

Agrícolas

172.295,37

6,91%

198.649,68

8,22%

186.770,85

7,37%

144.909,99

5,78%

Resíduos

40.703,06

1,63%

42.095,74

1,74%

29.758,62

1,17%

35.574,72

1,42%

Efluentes

0,00

0,00%

0,00

0,00%

0,00

0,00%

0,00

0,00%

Fugitivas

2.506,08

0,10%

6.649,00

0,28%

16.204,44

0,64%

16.974,78

0,68%

Processos industriais

-46.551,54

-1,87%

-43.925,77

-1,82%

-39.118,04

-1,54%

-35.788,71

-1,43%

Total

2.493.133,62

100,00%

2.416.419,24

100,00%

2.533.616,62

100,00%

2.508.107,43

100,00%

  1. O indicador contempla os seguintes gases: dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), óxido nitroso (N₂O) e hidrofluorcarbonetos (HFCs). Não são contempladas as seguintes categorias de escopo 1: emissões agrícolas, emissões de tratamento de resíduos e emissões fugitivas.

Informações complementares

  1. O inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da Suzano é elaborado com base na abordagem de controle operacional, conforme as diretrizes do GHG Protocol, por representar de forma mais fiel às emissões associadas às operações sob gestão direta da Companhia. Essa abordagem permite refletir adequadamente a capacidade real de decisão e de implementação de ações de mitigação sobre as fontes emissoras, independentemente da estrutura societária. A adoção do controle operacional assegura maior transparência, responsabilização e consistência na gestão das emissões, além de ampliar a efetividade na definição, monitoramento e execução de metas e estratégias de descarbonização. Em contraste, a abordagem de controle financeiro está restrita à participação societária e pode não refletir integralmente a governança operacional e o controle efetivo sobre as atividades emissoras. As emissões são reportadas de forma consistente e contínua para todas as operações e subsidiárias sob controle operacional ao longo de todo o período reportado, independentemente do momento de sua incorporação financeira. Esse critério garante comparabilidade temporal dos resultados e alinhamento com as melhores práticas internacionais de reporte e verificação de inventários de GEE.
  2. O ano-base de 2015 foi escolhido em referência ao Acordo de Paris. Ele visa mapear o impacto de projetos de redução de emissões nas principais frentes operacionais, além de processos internos de gestão e governança para alavancar a aprovação desses projetos e incluir o carbono em tomadas de decisão na companhia. Revisamos os métodos de cálculo do Inventário de GEE seguindo a metodologia do GHG Protocol e da ISO 14.064. Essas alterações culminaram na alteração dos resultados de escopos 1, 2 no ano base (2015) e nos anos 2022 e 2023, além do resultado de 2024. Essa revisão foi baseada em melhoria contínua e aprimoramentos metodológicos, como atualização dos índices de GWP referentes ao Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do IPCC, aprimoramentos em fatores de emissão de fontes do escopo 1, e ampliação da contabilização das categorias materiais e aplicáveis do escopo 3;
  3. A seleção das metodologias de quantificação, coleta de dados e uso de fatores de emissões é feita com base nas recomendações da norma ABNT NBR ISO 14064-1 (ABNT, 2007). Para a elaboração do inventário de ano-base 2024, também foram utilizadas as seguintes referências metodológicas:
  • The Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard, do World Resources Institute (WRI) e do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) (2004);
  • Guias, orientações e ferramentas de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP), da Fundação Getulio Vargas (2023);
  • IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês – 2006);
  • Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills, do National Council for Air and Stream Improvement (NCASI – 2005).

Conforme os princípios para a realização de inventários de GEE, foram considerados, sempre que possível, dados de medições e fatores de emissões mais próximos da realidade local. Buscamos evitar o uso de premissas e dados secundários, dando ênfase a dados primários das nossas operações, o que nos permite ter um acompanhamento real e fidedigno das práticas de descarbonização da empresa. A contabilização de emissões de GEE para o Inventário de Emissões de Gases de Efeitos Estufa divulgado no Registro Público do Programa Brasileiro GHG Protocol é regularmente verificada/auditada por terceira parte independente.

As emissões do Escopo 1 são definidas e calculadas de acordo com a metodologia contida no The Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (GHG Protocol), Edição Revisada, março de 2004, publicado pelo World Resources Institute e o World Business Council on Desenvolvimento Sustentável (WRI/WBCSD).