contexto

O território de atuação da Suzano é bem diverso, tanto em questões ambientais quanto em aspectos políticos e socioculturais, o que exige, nesse último caso, um modelo de gestão de relacionamento transparente e participativo com comunidades locais, povos indígenas e tradicionais. Neste sentido, o relacionamento com as comunidades indígenas e tradicionais localizadas nas áreas de influência das operações da empresa é realizado de forma culturalmente apropriada, permanente, com base na confiança e no respeito mútuo de direitos e interesses, em conformidade com nossa Política Corporativa de Direitos Humanos e com os seguintes princípios estabelecidos pela Política Corporativa de Relacionamento com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais:

  • Reconhecimento, valorização e respeito à diversidade socioambiental e cultural dos povos indígenas e comunidades tradicionais, considerando o conjunto de valores que compõe seu direito consuetudinário;
  • Reconhecimento e respeito a crenças, usos, costumes, línguas, tradições, organização social e política, assegurando a preservação dos direitos culturais, do exercício das práticas comunitárias, da memória cultural e da identidade racial e étnica;
  • Responsabilidade socioambiental em relação aos povos e territórios, considerando a temática indígena, quilombola e de outras comunidades tradicionais nos processos decisórios de negócios e áreas de atuação, adotando uma visão integrada por meio de um mapeamento sistematizado e periódico dessas comunidades nas áreas de influência das operações da Suzano;
  • Reconhecimento e respeito aos direitos legais e consuetudinários de posse, uso e manejo de terras, territórios e recursos naturais;
  • Promoção plena dos direitos socioeconômicos e culturais dos povos indígenas e das comunidades tradicionais;
  • Fomento de processos de consulta e consentimento livre, prévio e informado (CLPI) de povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais, observando, quando aplicável, os mecanismos de consulta prévia e CLPI, para que sejam realizados pelas autoridades competentes ou em conjunto com elas e com as comunidades, respeitando as particularidades dos negócios da Suzano, conforme a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para garantir um engajamento culturalmente apropriado e a manutenção de um relacionamento contínuo, transparente e mutuamente benéfico, devem ser observados os seguintes orientadores:

  • Estabelecer um diálogo culturalmente apropriado, respeitando as especificidades das comunidades indígenas e tradicionais, fornecendo informações, sempre que cabível, de forma prévia, livre e de boa-fé. É importante respeitar as formas e práticas tradicionais de decisão desses povos;
  • Utilizar instrumentos de comunicação culturalmente adequados para a disseminação contínua de informações, adotando uma linguagem acessível, além de formatos e dinâmicas que respeitem as particularidades e a organização social e política de cada comunidade;
  • Dimensionar os prazos com as comunidades, de forma a garantir que sejam respeitados seus processos internos de compreensão e discussão;
  • Envolver e promover, sempre que possível, a participação dos membros das comunidades e suas organizações, assim como de instituições governamentais e não governamentais que representem os direitos e interesses dos povos indígenas e das comunidades tradicionais;
  • Dedicar profissionais com experiência e qualificação adequada sobre os direitos e os aspectos socioculturais e políticos específicos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Essa ação deve incluir a promoção do aprimoramento contínuo dos colaboradores e colaboradoras diretos e de terceiros e terceiras envolvidos na temática de povos e terras indígenas, quilombolas e tradicionais, por meio de capacitações periódicas, especialmente em boas práticas de relacionamento e abordagem com essas comunidades;
  • Estabelecer mecanismos para receber e gerenciar reivindicações, queixas e denúncias específicas relacionadas a questões indígenas e tradicionais, bem como para a gestão de conflitos no relacionamento com as comunidades;
  • Estabelecer mecanismos de consulta e engajamento com comunidades indígenas e tradicionais para os processos de identificação e avaliação dos aspectos e impactos socioeconômicos e ambientais, bem como definir medidas de prevenção, mitigação, reparação e remediação dos efeitos e impactos adversos e potencializar os benéficos;
  • Promover a transparência nos processos de relacionamento com as comunidades indígenas e tradicionais, respeitando o consentimento dessas comunidades, por meio da divulgação periódica dos resultados alcançados.

 

Os investimentos socioambientais da Suzano nas comunidades indígenas e tradicionais devem estar alinhados à Política Corporativa de Investimentos Socioambientais e Doações da companhia, seguindo estas diretrizes específicas:

  • Garantir que os investimentos socioambientais a serem desenvolvidos, de forma participativa, estejam alinhados às melhores práticas do etnodesenvolvimento, respeitando e fortalecendo o modo de vida tradicional, a aptidão natural e as prioridades de desenvolvimento das comunidades indígenas e tradicionais;
  • Realizar investimentos que promovam a sustentabilidade sociocultural, ambiental e econômica, e a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas e tradicionais com as quais a empresa se relaciona;
  • Promover, sempre que possível, projetos de desenvolvimento que fortaleçam a gestão territorial sustentável, visando à proteção, recuperação, conservação e uso sustentável das terras indígenas e tradicionais e de seus recursos naturais, desde que legalmente viável. Os projetos devem incluir processos de gestão e tomada de decisão compartilhada, definindo responsabilidades e contrapartidas da empresa, com as comunidades e organizações envolvidas;
  • Favorecer, sempre que possível, a participação de instituições governamentais, organizações não governamentais e representações das comunidades indígenas e tradicionais (em níveis local, regional e nacional) no planejamento e na execução dos projetos;
  • Apoiar iniciativas que fortaleçam e valorizem a cultura tradicional, promovam educação de qualidade, contribuam para a geração de emprego e renda e incentivem parcerias e projetos nos territórios, considerando o empreendedorismo dessas comunidades, bem como suas especificidades sociais, culturais, espaciais e econômicas.

 

Povos indígenas

A Suzano mantém um diálogo ativo, transparente e culturalmente apropriado com os povos indígenas na sua área de atuação, sendo este o pilar de todas as ações desenvolvidas pela empresa para esse público, em conjunto com o interveniente. Para tal feito, são realizadas visitas e reuniões sistematizadas nas comunidades indígenas, além de reuniões pontuais quando solicitadas – que podem ocorrer de forma individual ou coletiva, através de seus movimentos ou conselhos –, oportunizando, assim, a disseminação das informações referentes às ações e aos projetos da companhia.

Destaca-se que tal processo é realizado de forma contínua, tendo em vista a dinâmica social e as peculiaridades comunitárias, principalmente no que se refere a um contexto em que a mudança de atores e lideranças é constante, bem como a ocorrência de divisões internas comunitárias e questões territoriais. Por meio do diálogo, é estabelecida uma relação ética e transparente da Suzano com a comunidade, o que contribui para a compreensão do universo de resultados alcançados por essa aproximação, possibilitando, assim, a identificação de reais demandas, o engajamento e o relacionamento, além de colaborar para o gerenciamento de potenciais e reais impactos das operações da empresa. Abaixo está a lista de comunidades indígenas na área de atuação da Suzano:
 

Unidade Bahia

Etnia Pataxó

  • Aldeia Águas Belas
  • Aldeia Alegria Nova
  • Aldeia Cahy
  • Aldeia Canto da Mata
  • Aldeia Corumbauzinho
  • Aldeia Craveiro
  • Aldeia Dois Irmãos
  • Aldeia Gurita
  • Aldeia Monte Dourado
  • Aldeia Mucugê
  • Aldeia Pequi
  • Aldeia Tawa
  • Aldeia Tibá
  • Aldeia Trevo do Parque

Etnia Pataxó hã hã hãe

  • Aldeia Renascer (hã hã hãe)

Unidade Espírito Santo

Etnia Guarani

  • Aldeia 3 Palmeiras
  • Aldeia Boa Esperança
  • Aldeia Nova Esperança
  • Aldeia Olho d’Água
  • Aldeia Piraquê-Açu

Etnia Tupiniquim

  • Aldeia Amarelos
  • Aldeia Areal
  • Aldeia Pau Brasil
  • Aldeia Caieira Velha
  • Aldeia Comboios
  • Aldeia Córrego do Ouro
  • Aldeia Irajá

Etnia Pataxó

  • Aldeia Jacó Pataxó

Unidade Maranhão

Etnia Apinayé

  • Terra Indígena Apinayé

Etnia Fulni-ô

  • Reserva Indígena Fulni-ô

Etnias Gavião Akrãtikatêjê, Gavião Kykatejê, Gavião Parkatêjê, Guarani Mbya

  • Terra Indígena Mãe Maria

Etnias Guajajara, Awá Guajá; Awá isolados

  • Terra Indígena Arariboia

Etnia KrikatiTerra Indígena Krikati 

Unidade Mato Grosso do Sul

Etnia Ofaié Xavante

  • Aldeia Indígena Ofaié Xavante

Etnia Terena

  • Aldeia Indígena Água Branca
  • Aldeia Indígena Bananal
  • Aldeia Indígena Colônia Nova
  • Aldeia Indígena Ipegue
  • Aldeia Indígena Limão Verde
  • Aldeia Indígena Morrinho
  • Aldeia Indígena Aldeinha
  • Aldeia Indígena Argola
  • Aldeia Indígena Babaçu
  • Aldeia Indígena Cachoeirinha
  • Aldeia Indígena Lagoinha
  • Aldeia Indígena Mãe Terra
  • Aldeia Indígena Moreira
  • Aldeia Indígena Passarinho
  • Aldeia Indígena Pilad Rebu

Unidade São Paulo

Etnia Guarani

  • Aldeia Nimuendajú
  • Aldeia Tereguá

Etnia Terena

  • Aldeia Kopenoti
  • Aldeia Ekeruá

 

Destaques de 2025 – povos indígenas

  • Manutenção do Projeto Kijêtxawê, voltado para o fortalecimento da educação nas 16 aldeias, com a doação de kits escolares para mais de 1.670 crianças e adolescentes matriculados(as) em suas escolas, estaduais ou municipais;
  • Incentivo à busca pela garantia de direitos por meio da disponibilização de infraestrutura para a locomoção das lideranças indígenas em agendas positivas com o poder público;
  • Apoio à construção de estruturas tradicionais (Kijemes), representando um passo essencial para a valorização e preservação da cultura indígena pataxó, beneficiando diretamente 830 famílias. Os kijemes são espaços comunitários que desempenham um papel central na vida social, espiritual e cultural das comunidades indígenas, servindo como locais de encontro, celebração e transmissão de saberes ancestrais.
  • Potencialização das Brigadas Indígenas do Maranhão: realizado o investimento em 8 drones para monitoramento de incêndios, atendendo às demandas das lideranças da Brigada de Incêndio Indígena, por meio de parceria estruturada entre COAPIMA, Funai e Suzano, além de 1 drone exclusivo para Funai. A iniciativa contempla 7 terras indígenas e 300 aldeias, ampliando a capacidade de resposta e a proteção territorial;
  • Conectividade para Aldeias: fornecimento de equipamentos que viabilizam o acesso à internet via satélite de alta velocidade para as aldeias Jenipapo e Kari, na Terra Indígena Arariboia (MA), garantindo melhoria na comunicação emergencial, acesso à educação e integração com órgãos de proteção ambiental;
  • Fomento às Roças Tradicionais e Casas de Farinha: apoio aos povos Guajajara (TI Arariboia) com aquisição de insumos e equipamentos (roçadeira, serra circular, torrador agrícola, entre outros), beneficiando 16 aldeias e cerca de 300 famílias, promovendo segurança alimentar, valorização cultural e geração de renda;
  • Projeto “Menhõ Xwynh” – Produtores de Mel (Tocantins): apoio na estruturação de 5 apiários coletivos na Terra Indígena Apinajé, com fornecimento de equipamentos, EPIs e treinamento técnico, contemplando indígenas de 4 aldeias. A iniciativa promove autonomia socioeconômica, geração de renda e sustentabilidade;
  • Formação da 1ª Brigada Indígena do Tocantins: aquisição de uniformes, EPIs e drone, com treinamento e troca de experiências com a brigada Suzano, fortalecendo a capacidade de prevenção e combate a incêndios no território Apinajé;
  • Incentivo à Educação Indígena: apoio na elaboração, confecção e impressão de material didático bilíngue (português e tupi tenetehar-guajajara) para o Instituto Tukàn – 1ª Universidade Indígena do Brasil, desenvolvido por educadores indígenas, fortalecendo alfabetização, preservação cultural e valorização da identidade.
  • Aperfeiçoamento do fluxo de comunicação culturalmente apropriado junto à Funai, antecedendo o diálogo com as comunidades indígenas e considerando o potencial de contratação de mão de obra própria, garantindo alinhamento aos princípios do CLPI - Consulta Livre, Prévia e informada. O processo abrange as aldeias Água Branca, Colônia Nova, Morrinho, Ipegue, Limão Verde, Bananal, Cachoeirinha, Argola, Babaçu, Lagoinha, Mãe Terra, Passarinho e Moreira, localizadas nos municípios de Miranda e Aquidauana (MS);
  • Estruturação do fluxo para avaliação da ocupação de residências cedidas pela Suzano a colaboradores indígenas elegíveis, fundamentado em diretrizes culturalmente apropriadas e alinhado aos princípios do Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI). O processo inclui a anuência prévia da Funai, assegurando respeito às práticas culturais, transparência e conformidade legal, além de fortalecer a relação de confiança com as comunidades envolvidas;
  • Estruturação da cartilha de contratação e desmobilização de mão de obra indígena, que orienta a em Empresas Prestadoras de Serviço (EPS), promovendo segurança jurídica, respeito cultural e conformidade com diretrizes socioambientais;
  • Diálogo técnico para atuação conjunta na prevenção e respostas à incêndios florestais no território, com a disponibilização de material informativo dos impactos socioambientais decorrentes das queimadas e canais de comunicação do programa Guardiões da Floresta. A ação promovida na Terra Indígena Araribá e apoiada por 4 caciques das aldeias dela integrantes, levou em consideração o papel fundamental das comunidades indígenas na proteção do território, bem como a existência de brigadas indígenas de incêndio.
  • Apoio a comunidade da Aldeia Kopenoti por meio de doação de equipamentos (tais como roçadeiras e implemento de aplicação de adubos), destinados à manutenção dos espaços de uso coletivo e atividades de campo desenvolvidas, contribuindo para o bem-estar e lazer da comunidade.
  • Formação em comunidades indígenas, contemplando 12 aldeias e beneficiando mais de 90 famílias. As ações incluíram cursos de agricultura, meliponicultura, manutenção de equipamentos e artesanato, impulsionando a geração de renda, a profissionalização e o desenvolvimento local.
  • Realização de treinamento para a prevenção e combate a incêndios, com participação de 30 indígenas de cinco comunidades - Aldeias Córrego do Ouro, Comboios, Caieiras Velhas, Irajá e Amarelos - fortalecendo a capacidade de resposta das aldeias e a proteção de matas e plantações;
  • Apoio ao Campeonato Indígena de Futebol Amador durante a Festa dos Povos Originários, promovendo o fortalecimento cultural de 12 aldeias indígenas por meio de ações.
  • Lançamento da Cartilha sobre Povos Indígenas e Relacionamento Culturalmente Apropriado: Reconhecer e respeitar os direitos dos Povos Indígenas e das Comunidades Tradicionais tornou-se ainda mais essencial nas operações florestais. Este guia foi desenvolvido para orientar e disseminar conhecimento à equipe operacional. Trata-se de uma ferramenta prática e educativa para apoiar relacionamentos, diálogo e atitudes conscientes no campo, pautado no engajamento culturalmente apropriado e nos Princípios de Consulta Livre, Prévia e Informada – FPIC.
  • Investimento de 950 mil reais em iniciativas coletivas voltadas à melhoria de infraestrutura, ao fortalecimento produtivo, cultural e do artesanato em 12 aldeias do território.

No que se refere ao detalhamento das ações com povos indígenas conforme determinada região geográfica, destacamos, no indicador “Programas com comunidades indígenas”, os principais programas e projetos de valorização histórica e cultural, fortalecimento do relacionamento e melhoria da qualidade da educação, entre outras áreas, voltados para esses povos.

 

Comunidades quilombolas 

O relacionamento da Suzano com comunidades quilombolas ocorre de maneira mais intensa nos Estados da Bahia, do Espírito Santo e de São Paulo. Entre as 49 localidades remanescentes de quilombos identificadas pela empresa e cadastradas em sua Matriz de Priorização de Comunidades, 39 estão concentradas no norte do Espírito Santo. Esse relacionamento segue as diretrizes estabelecidas pela Política de Relacionamento com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da Suzano.

 

Abaixo está a lista de comunidades quilombolas na área de atuação da empresa: 

Unidade Bahia

  • Engenheiro Cândido Mariano
  • Helvécia
  • Juazeiro (Vila Juazeiro)
  • Marques
  • Mutum
  • Naiá
  • Rio do Sul
  • Volta Miúda

Unidade Espírito Santo

  • Angelim 1
  • Angelim 2
  • Angelim 3
  • Angelim Disa
  • Beira-Rio Arural
  • Boa Esperança
  • Córrego da Cacimba
  • Córrego do Alexandre
  • Córrego do Chiado
  • Córrego do Macuco
  • Córrego do Retiro (Nossa Senhora da Penha)
  • Córrego do Sapato
  • Córrego do Sertão
  • Córrego Grande – CB
  • Córrego Santa Isabel
  • Córrego São Domingos de Itauninhas
  • Córrego Seco
  • Coxi
  • Dilô Barbosa
  • Divino Espírito Santo
  • Dona Guilherminda
  • Itaúnas
  • Linharinho
  • Mata Sede
  • Morro da Onça
  • Morro das Araras
  • Nova Vista I e II
  • Palmito
  • Palmitinho II
  • Porto Grande
  • Roda d’ÁguaSanta Luzia (Montanha)
  • Santa Luzia – SM
  • Santana
  • Santaninha
  • São Cristóvão
  • São Domingos (Paraíso)
  • São Jorge
  • Serraria

Unidade São Paulo

  • Cafundó 
  • Quilombo do Jaó 

 

Destaques de 2025 – comunidades quilombolas

  • Apoiado pelo Edital Suzano: Transformar o Futuro, foi lançado pela Associação Quilombola Helvécia, o projeto que deu origem à marca “Encanto de Quilombo”, dedicada à produção de lingerie confeccionada por mulheres do grupo. A iniciativa promove autonomia e geração de renda, beneficiando 40 famílias;
  • Investimento de aproximadamente R$100 mil na perfuração de um poço artesiano comunitário, beneficiando 57 pessoas e ampliando o acesso seguro à água para a Comunidade de Santa Luzia. 
  • A partir investimento de R$ 340 mil por meio de Lei de Incentivo e investimento direto, a Suzano fomentou ações de arte-educação realizadas pelo Instituto Cultural Tambor de Raiz (Conceição da Barra - ES) com foco na valorização cultural e fortalecimento da identidade quilombola por meio de atividades extracurriculares de dança, canto e práticas instrumentais, beneficiando 45 crianças das comunidades: Córrego do Alexandre, Linharinho, Santana, Roda D’Água, Morro da Onça, Córrego Grande e Quilombo Novo. 
  • Realização de capacitações voltadas à geração de renda, em parceria com o SENAR, ofertando cursos de doces e salgados e corte e costura, beneficiando 33 pessoas. Também foram promovidas formações para as lideranças das comunidades Divino Espírito Santo e Santa Luzia do Rio, com foco na elaboração de projetos e captação de recursos.
  • Apoio a eventos comunitários e culturais tradicionais, como celebrações da Páscoa, festividades juninas, Cosme e Damião e o II Encontro de Mulheres Quilombolas, com foco na valorização cultural, no fortalecimento das comunidades e no estímulo ao protagonismo social. As ações contemplaram 11 comunidades - São Jorge, Santa Luzia (São Mateus), Córrego Grande, Córrego do Sertão, São Domingos, Córrego do Alexandre, Divino Espírito Santo, Dilô Barbosa, Santa Luzia (Montanha), Palmitinho II, Porto Grande - beneficiando aproximadamente 536 pessoas.

 

Comunidades pesqueiras

Atualmente, nove comunidades pesqueiras estão sob influência das operações da Suzano, localizadas nos Estados da Bahia, São Paulo e do Espírito Santo. O relacionamento com essas comunidades se dá por meio de um diálogo ativo e permanente, buscando construir uma agenda positiva com ações e investimentos estruturantes que impulsionem o desenvolvimento socioeconômico dessas comunidades.

Para isso, temos como premissas o aumento do capital social e a articulação de ações estratégicas que estimulem a autonomia da classe pesqueira com enfoque territorial, fortalecendo a cultura de cooperação e as práticas sustentáveis. Assim, busca-se a participação de lideranças locais, representantes do poder público local, movimentos sociais, iniciativa privada, ONGs e outras organizações da sociedade civil.

Abaixo está a lista de comunidades pesqueiras na área de atuação da Suzano: 

Unidade Bahia

  • Comunidade de Pescadores de Alcobaça
  • Comunidade de Pescadores de Caravelas
  • Comunidade de Pescadores de Mucuri
  • Comunidade de Pescadores de Nova Viçosa
  • Comunidade de Pescadores de Prado 

Unidade Espírito Santo

  • Barra do Riacho
  • Vila do Riacho
  • Lajinha

Unidade São Paulo

  • Ilha Diana

 

Destaques de 2025 – comunidades pesqueiras

  • Parceria para Fábrica de Gelo: Iniciado o processo de análise de viabilidade técnica e econômica para a doação voluntária de uma fábrica de gelo, com capacidade de produção de 10 toneladas por dia, à Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-35 de Mucuri/BA. O projeto prevê todas as ações e investimentos necessários para garantir uma produção sustentável, em conformidade com as normas ambientais e de vigilância sanitária, assegurando gelo de qualidade a preço acessível para pescadores e marisqueiras. Previsão de inauguração para janeiro de 2026.
  • Apoio a 8ª edição da Feira Gastronômica de Mariscos da Barra de Caravelas, realizada no Centro de Convivência do Pescador. Tradicional na região, o evento reuniu pescadores e marisqueiras para apresentar pratos típicos à base de mariscos, fortalecendo o turismo de base comunitária e promovendo a sociobiodiversidade costeira. A iniciativa celebrou o protagonismo feminino e contribuiu para a geração de renda das comunidades locais, alinhando-se ao compromisso da Suzano com o desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura regional. Por meio desse apoio, reforçamos nossa atuação como agente de transformação social, incentivando práticas que unem conservação ambiental, inclusão produtiva e identidade cultural.
  • Investimento na reforma da sede da Associação de Pescadores de Barra do Riacho, proporcionando um ambiente mais adequado para reuniões, manutenção das embarcações e outras atividades, beneficiando 200 associados. 
  • Viabilizamos o acesso seguro ao mar para pescadores e pescadoras com a disponibilização de máquina para abertura da boca da barra. Esse apoio foi essencial, pois, devido a processos naturais que ocorrem com maior frequência em determinadas épocas do ano, a passagem se fecha. Com a limpeza realizada pela máquina, asseguramos a continuidade da atividade pesqueira e fortalecemos a comunidade local.

 

Comunidades extrativistas

O relacionamento da Suzano com comunidades extrativistas ocorre de maneira mais intensa nos Estados da Bahia, Maranhão e Tocantins. Entre as 26 localidades de reservas extrativistas identificadas pela empresa e cadastradas em sua Matriz de Priorização de Comunidades, 16 estão concentradas na unidade da Bahia e 10 no Maranhão. Esse relacionamento segue as diretrizes estabelecidas pela Política de Relacionamento com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da Suzano.

 

Abaixo está a lista de comunidades extrativistas na área de atuação da empresa:

Unidade Bahia

Reserva Extrativista Cassurubá

  • A gata
  • As Perobas
  • Caribé de Baixo
  • Caribé de Cima
  • Caribé do Meio
  • Cupido
  • Francisca Lopes 
  • Ilha de Cassurubá
  • Martins
  • O Largo
  • Rancho Velho
  • Rio do Macaco
  • Rio do Poço
  • Tapera Meringaba
  • Tucunzeiro
  • Tribauna

Unidade Maranhão

  • Assentamento Reserva Extrativista do Ciriaco
  • Povoado Água Viva – Reserva Extrativista Mata Grande
  • Povoado Altamira
  • Povoado Coquelândia
  • Povoado Esperantina II
  • Povoado km 1700
  • Povoado Petrolina
  • Povoado São Félix
  • Vila Sol Brilhante I – Assentamento Sol Brilhante
  • Resex Extremo Norte

 

Destaques de 2025 – comunidades extrativistas

  • Contribuição para a reforma e reinauguração da fábrica de óleo de coco babaçu na Reserva Extrativista (Resex) Ciríaco, beneficiando 680 pessoas, um marco para a economia local e para a valorização do trabalho das comunidades extrativistas. O evento reforçou nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e a geração de renda para os moradores da Resex, além de fortalecer a cadeia produtiva do babaçu – recurso essencial para a subsistência e a preservação da cultura local;
  • Visando aumentar a segurança dos extrativistas e proteger o patrimônio natural, prevenindo acessos irregulares, incêndios e furtos, foram realizados treinamentos de segurança com 141 pessoas nas comunidades Km 1700, Petrolina, Olho d’Água, Altamira, Sol Brilhante I e II, Vila Conceição II, que acessam as áreas de alto valor de conservação. Os treinamentos reforçaram as práticas responsáveis e alinhadas à gestão sustentável do território.

 

Nas tabelas abaixo estão disponíveis os seguintes dados:

  • Número total de casos identificados de violação de direitos de povos indígenas;
  • Consolidação dos resultados dos projetos com comunidades pesqueiras.

Número total de casos identificados de violação de direitos de povos indígenas

202020212022202320242025
número total número total número total número total número total número total

Casos identificados

0

0

0

0

0

0

Consolidação dos resultados dos projetos com comunidades pesqueiras

202020212022202320242025
Iniciativas, associações e/ou cooperativas envolvidasPessoas beneficiárias diretas³Famílias atendidas⁴Iniciativas, associações e/ou cooperativas envolvidasPessoas beneficiárias diretas³Famílias atendidas⁴Iniciativas, associações e/ou cooperativas envolvidasPessoas beneficiárias diretas³Famílias atendidas⁴Iniciativas, associações e/ou cooperativas envolvidasPessoas beneficiárias diretas³Famílias atendidas⁴Iniciativas, associações e/ou cooperativas envolvidasPessoas beneficiárias diretas³Famílias atendidas⁴Iniciativas, associações e/ou cooperativas envolvidasPessoas beneficiárias³Famílias atendidas⁴
número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total número total

Engajamento com comunidades pesqueiras – Bahia¹

8

4.595

3.037

8

6.555

3.210

8

6.457

3.238

8

7.950

2.340

1

6.195

3.075

0

0

0

Engajamento com comunidades pesqueiras – Espírito Santo²

7

2.496

650

4

2.325

688

4

2.649

759

5

2.320

680

4

2.630

790

3

2.132

1.328

Engajamento com comunidades pesqueiras – total

15

7.091

3.687

12

8.880

3.898

12

9.106

3.997

13

10.270

3.020

5

8.825

3.865

3

2.132

1.328

  1. Não tivemos projetos com comunidades pesqueiras na Bahia em 2025. No entanto, continuamos com a manutenção do relacionamento e apoiamos em algumas demandas da comunidade.
  2. Engajamento com comunidades pesqueiras no Espírito Santo relacionado ao município de Aracruz, com apoio nas avenidas de investimento de Empreendedorismo, Infraestrutura e Eventos Locais e Proteção de Direitos e Fortalecimento do Capital Social.
  3. Beneficiários são participantes diretos e indiretos dos projetos.
  4. Famílias atendidas demonstra o número total de beneficiários/participantes diretos