contexto

Gestão hídrica nas operações industriais

Governança do tema: florestal e industrial  

O eucalipto é a principal matéria-prima do processo produtivo da Suzano, o qual consome água e gás carbônico, realiza fotossíntese e devolve água e oxigênio para a atmosfera, tendo um ciclo produtivo de seis a sete anos. Em relação ao uso da água, as operações florestais possuem uma dinâmica de uso com perfil itinerante e sazonal, diretamente influenciado pela dinâmica de plantio e transporte. O molhamento das mudas é necessário apenas na fase de implantação do eucalipto. Após esse período, o uso da água somente se faz necessário para umectação das vias próximas às comunidades e moradores(as) vizinhos(as) para o controle da poeira no momento de transporte da madeira, ou seja, após seis a sete anos do seu plantio. 

O uso de água nas operações industriais é monitorado pelos times de meio ambiente das unidades, que são responsáveis pela gestão das licenças e outorgas e realizam a interface com os órgãos ambientais de cada estado onde temos operação. Os times corporativos consolidam as informações de volume de captação, calculando assim o volume total da Suzano.

O uso de água pela operação florestal é monitorado por times específicos que olham para aspectos ambientais das operações florestais, verificando a licença emitida pelo órgão ambiental, a quantidade permitida de captação de água e o volume captado pela operação em cada localização geográfica, o que agiliza a identificação, o controle e a correção de eventuais desvios. A base florestal da Suzano encontra-se distribuída em diversas bacias hidrográficas de relevância no Brasil, as quais possuem distintos recursos, ambientes, usos, ocupações e demandas pelo uso da água.  

As bacias hidrográficas são unidades de gestão que englobam a área de drenagem de um rio e seus afluentes como um sistema integrado, no qual as atividades humanas e naturais dentro dessa área possuem efeito direto na disponibilidade hídrica local, assim como na conservação e qualidade do recurso hídrico. São, portanto, essenciais para compor a base de mensuração de impactos climáticos para fins de florestas resilientes.

O modelo de produção da Suzano integra plantios de eucalipto e áreas de floresta nativa, com práticas responsáveis de manejo que contribuem para a conservação dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas. Esses esforços se refletem principalmente na qualidade da água, ao favorecer a infiltração no solo, reduzir o assoreamento de rios e lagos e preservar nascentes. Ainda assim, há oportunidades de aprimoramento do modelo produtivo, especialmente em territórios com condições climáticas mais restritivas.

Em 2020, a Suzano divulgou seus Compromissos para Renovar a Vida (CPRVs), que incluem uma meta sobre uso de água na indústria: redução da captação específica de água em 15% até 2030. A partir da divulgação desse compromisso, a empresa definiu uma governança para a gestão do tema: foram estabelecidas metas anuais para cada unidade industrial, e os resultados são acompanhados nas unidades de negócio.

A companhia conta, ainda, com o Grupo de Trabalho de Meio Ambiente Industrial (GTMAI), que avalia os resultados mensalmente. Cada operação industrial monitora os indicadores de gestão hídrica semanalmente com a respectiva Diretoria e Gerência Industrial. Os resultados são divulgados nas reuniões mensais de resultados para todos os colaboradores e colaboradoras da unidade, a fim de que se engajem no tema. Em algumas das operações industriais, foram definidas metas por setor de consumo (um limite de consumo para cada etapa do processo produtivo). O desempenho setorial é monitorado nas reuniões de produção de rotina.

Riscos de gestão de água associados à captação, ao consumo e ao descarte de água

A gestão de recursos hídricos é um tema material para a Suzano, uma vez que a água é um insumo essencial para suas operações florestais e industriais, além de estar diretamente relacionada à resiliência dos ecossistemas e ao bem-estar das comunidades nos territórios onde a companhia atua. Nesse contexto, a Suzano considera como principais riscos associados à gestão da água a escassez hídrica nas áreas florestais e a eventual indisponibilidade hídrica nas unidades de manejo e nas fábricas, o desabastecimento de madeira proveniente de plantios próprios e de parceiros, a intensificação de conflitos sociais pela sobreposição de usos da água e eventuais penalizações relacionadas aos mecanismos de certificação aplicáveis às suas atividades.

Para mitigar esses riscos, a companhia adota uma abordagem integrada de análise de risco, cenários climáticos, monitoramento e implementação de medidas preventivas e mitigadoras. No contexto florestal, a chuva constitui a principal fonte de água para a produção, e sua sazonalidade, especialmente nos períodos de déficit hídrico entre junho e setembro em grande parte das áreas da empresa, pode ser agravada por fenômenos como El Niño, La Niña e pelas mudanças climáticas. Para avaliar os efeitos dessas variáveis sobre a produtividade florestal e os recursos hídricos, a Suzano conta com uma rede de 72 estações meteorológicas próprias, utiliza dados de 95 estações públicas, integra sensoriamento remoto a dados de estações convencionais e automáticas e dispõe de seis torres de fluxo para monitoramento do balanço de água e carbono em alta frequência. Complementarmente, a empresa mantém 15 microbacias hidrográficas experimentais equipadas com sensores, que ampliam a compreensão sobre as relações entre o manejo florestal e os recursos hídricos, incluindo análises de qualidade da água.

A partir de amplo estudo de modelagem hidrológica em 100% das bacias que abrangem suas áreas de atuação, a Suzano priorizou ações de recuperação naquelas consideradas críticas, com base no balanço entre oferta e demanda de água, no nível de ocupação de áreas da companhia e na vulnerabilidade das comunidades locais. Essa frente está alinhada ao Compromisso para Renovar a Vida (CPRV), por meio do qual a empresa assumiu a meta de aumentar a disponibilidade hídrica em 100% das bacias hidrográficas críticas até 2030, antecipando e implementando medidas mitigadoras e transformadoras para prevenir eventos de restrição hídrica, reduzir conflitos sociais e mitigar perdas de produtividade florestal.

Nas operações industriais, todas as unidades avaliam periodicamente a qualidade e a disponibilidade da água, incluindo o monitoramento dos volumes de captação e das licenças emitidas pelos órgãos ambientais, com o compromisso de adotar medidas locais para prevenção da escassez hídrica. De acordo com a ferramenta Aqueduct Water Risk Analysis, a maior parte das unidades da Suzano está localizada em municípios com baixo estresse hídrico, inferior a 10%, como Aracruz (ES), Cachoeiro de Itapemirim (ES), Imperatriz (MA), Jacareí (SP), Limeira (SP), Mucuri (BA) e Três Lagoas (MS). A unidade de Belém (PA) situa-se em área de médio-baixo estresse hídrico, entre 10% e 20%, enquanto Mogi das Cruzes (SP), Ribas do Rio Pardo (MS), Rio Verde (SP) e Suzano (SP) encontram-se em áreas de estresse hídrico médio-alto, entre 20% e 40%. A única unidade localizada em área com alto estresse hídrico, entre 40% e 80%, é Maracanaú (CE); contudo, por se tratar de uma unidade de conversão de tissue com uso exclusivamente administrativo e reduzido volume de retirada de água, não há impacto relevante sobre a continuidade operacional.

Por serem tipicamente intensivas em uso de água, as operações de celulose e papel adotam tecnologias voltadas à eficiência hídrica, como fechamento de circuito e reutilização interna de condensados e efluentes setoriais. A Suzano orienta sua gestão pelas melhores práticas internacionais, em linha com a Diretiva Europeia de Prevenção e Controle Integrado da Poluição (IPPC) e com as diretrizes da International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial. Os potenciais poluentes da água são identificados e classificados com base nas características do processo industrial, do efluente tratado e do corpo hídrico a montante e a jusante do ponto de descarga, em conformidade com a Resolução CONAMA nº 430/2011. Parâmetros como pH, temperatura, demanda bioquímica de oxigênio (DBO) e demanda química de oxigênio (DQO) são monitorados regularmente por meio de amostragens do efluente tratado e do corpo d’água, subsidiando a avaliação de impactos, a identificação de oportunidades de melhoria no sistema de tratamento e a verificação da capacidade de depuração dos corpos hídricos receptores.

A atuação da Suzano também inclui engajamento institucional nas bacias hidrográficas em que mantém operações, por meio da participação de equipes locais e lideranças em comitês como o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, o Comitê de Bacia Hidrográfica Litoral Centro Norte, o Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), o Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o Comitê da Bacia do Rio Pardo, o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins e o Comitê de Crises da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Essa participação é estratégica para manter as operações alinhadas aos planos de gestão das bacias e contribuir para resultados positivos para todos os stakeholders. Entre os avanços já obtidos, destacam-se a colaboração na definição das vazões mínimas de efluentes na Bacia do Rio Paraíba do Sul e das regras operativas das usinas hidrelétricas da Bacia do Rio Tocantins, com foco na maximização do estoque de água no reservatório da UHE Serra da Mesa, fortalecendo a resiliência hídrica da bacia em períodos prolongados de estiagem.

Em complemento, a companhia também assumiu, no âmbito do CPRV, a meta de reduzir em 15% a água captada nas operações industriais até 2030. Em 2024, a Suzano ampliou sua rede meteorológica e sua rede de monitoramento hídrico nos territórios em que atua, reforçando sua capacidade de antecipação, resposta e adaptação aos riscos climáticos e hídricos. Como resultado das ações preventivas e de adequação implementadas, não houve episódios de redução ou paralisação da produção em razão de ausência de recursos hídricos.

Desempenho em 2025

Em 2025, a captação total de água pela Suzano foi de 429.009.785,18 metros cúbicos, em linha com o volume esperado em razão da partida da nova unidade de Ribas do Rio Pardo e aquisição da Suzano Packaging, representando um aumento na captação absoluta de 21%. 

As unidades industriais da Suzano operam como reservatórios sustentáveis de água. O termo “reservatório sustentável” refere-se à capacidade de recirculação no processo produtivo, no qual cerca de 80% da água captada é reutilizada e devolvida ao meio ambiente como efluente tratado. Essa recirculação ocorre em razão de uma série de reaproveitamentos internos de água industrial, entre eles águas de resfriamento, água quente, condensados (vapor e licor), filtrados do branqueamento, água branca das máquinas secadoras e de recirculações internas na própria estação de tratamento de água.

A empresa opera dentro dos limites de referência das melhores práticas internacionais, como o Integrated Pollution Prevention and Control (IPPC) e o International Finance Corportation (IFC), que estipulam limites variando de um mínimo de 25 m³/tsa a 50 m³/tsa.

 

Gestão hídrica nas operações florestais  

Garantir o ciclo de renovação da água é essencial para a vida no planeta e para o processo produtivo da Suzano. As florestas de eucalipto e as nativas têm um papel importante nesse ciclo. Sabemos que no Brasil, alguns territórios estão sujeitos à falta de água por características naturais, pois apresentam alto estresse hídrico e enfrentam competição por esse recurso limitado. Nossas operações florestais possuem dependência material dos serviços ecossistêmicos relacionados à água, como a manutenção do fluxo hídrico e a qualidade da água superficial e subterrânea. No entanto, as alterações no estado da natureza, podem afetar a disponibilidade e qualidade destes serviços, gerando riscos físicos e de transição materiais para o nosso negócio. 

A Suzano reconhece a água como um recurso vital para o equilíbrio dos ecossistemas e a sustentabilidade de seus negócios, comprometendo-se a garantir a disponibilidade e o acesso à água de qualidade para os diversos usuários das bacias hidrográficas onde atua, por meio de:

  • Proteção de rios e nascentes;
  • Monitoramento da qualidade e da quantidade de água;
  • Análise de riscos e mitigação de impactos decorrentes de suas operações;
  • Gestão e controle da captação de água pela operação florestal;
  • Restauração ecológica de ambientes degradados;
  • Conscientização e educação ambiental de colaboradores, colaboradoras e comunidades vizinhas.  

Na Suzano, embora existam atividades que potencialmente impactam os ecossistemas, esses impactos tendem a não ser frequentes, intensos ou generalizados. Temos ações de mitigação diretas e indiretas que contribuem positivamente para a prevenção dos impactos e melhoria da qualidade desses ecossistemas

Nesse sentido, são estabelecidas diretrizes para monitorar os recursos hídricos, permitindo avaliar a qualidade e a disponibilidade de água nos corpos d’água, influenciados pelo manejo florestal da Suzano, bem como nortear as tomadas de decisões quanto a adequação do manejo das florestas plantadas e o atendimento aos direcionadores estabelecidos pela companhia.

O manejo florestal adequado promove diversos serviços ecossistêmicos, entre eles o de regulação hídrica e manutenção da qualidade da água, que beneficiam não somente a produção florestal, como também o abastecimento de água de qualidade aos diferentes usuários das bacias hidrográficas em que atuamos.  

Atualmente, são consideradas na gestão da água na floresta demandas associadas à legislação vigente e/ou condicionantes das licenças ambientais; requisitos de certificações florestais; acordos internacionais [como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Década da Restauração da ONU e Iniciativa 20x20]; acordos setoriais e multilaterais [como fóruns florestais e Indústria Brasileira de Árvores (Ibá)]; parcerias com universidades [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP)], empresas (P&G, SONOCO), governo (IEF) e ONGs [The Nature Conservancy (TNC) e Instituto Terra]; demandas de partes interessadas (como sobreposição pelo uso da água); e plataformas globais de divulgação da gestão sobre o impacto [CDP, Dow Jones Sustainability Index (DJSI), Global Report Initiative (GRI), WaterFootprint, entre outros].

Gestão da Suzano e compromissos assumidos  

A Suzano reconhece o papel estratégico de suas operações na gestão hídrica das bacias hidrográficas em que atua, e, portanto, tem adotado iniciativas específicas e estruturadas para reduzir o consumo de água e mitigar riscos de escassez nas localidades principais de atuação da companhia. No âmbito florestal, as principais linhas de ação incluem:

  • Implantação de soluções tecnológicas para reduzir a necessidade de irrigação ou umectação excessiva durante o plantio. Por exemplo, foi desenvolvido um colar de proteção biodegradável para mudas de eucalipto, à base de subproduto da celulose, capaz de reter umidade no solo, diminuir a temperatura em mais de 10 °C e reduzir o molhamento em mais de 30%, conforme implementação piloto em Mato Grosso do Sul.
  • Monitoramento detalhado da água em unidades florestais, com rede de microbacias hidrográficas experimentais, estações meteorológicas próprias, torres de fluxo e sensores para medir balanço hídrico e impacto do manejo florestal sobre a disponibilidade de água.  
  • Adoção de critérios de planejamento florestal vinculados à disponibilidade hídrica da bacia e às necessidades das comunidades locais, de modo a ajustar volumes de captação/uso e evitar impactos de escassez. 
  • Expansão de ações de restauração de vegetação nativa, proteção de nascentes e mananciais, e promoção de cobertura florestal que contribuem para a melhoria da disponibilidade hídrica nas bacias, reduzindo pressão sobre captações. 

A captação e o uso da água pela silvicultura, colheita e logística são indicados pelo planejamento florestal, o qual considera a regulamentação estabelecida pelo órgão público estadual e o uso compartilhado da água pelas comunidades vizinhas. Sendo assim, dependendo da disponibilidade hídrica de cada recurso e do volume necessário para os demais usuários, é estabelecida a quantidade de água a ser utilizada na operação.  

Diante dessa diversidade, a companhia busca ampliar o uso eficiente da água na floresta e ser hidrossolidária. Nesse contexto, no começo de 2020 a empresa assumiu como um dos seus CPRVs “aumentar a disponibilidade hídrica em 100% das bacias hidrográficas críticas até 2030”. A partir do mapeamento e análise das bacias hidrográficas nas áreas em que a Suzano atua, foram selecionadas 44 bacias consideradas críticas, realizado um diagnóstico ambiental para cada bacia seguido de recomendações técnicas de ações de manejo que impactam positivamente o balanço hídrico nestas bacias, de modo a aumentar a disponibilidade hídrica. Dessa forma, a companhia assumiu como compromisso antecipar e aplicar medidas locais mitigadoras e/ou transformadoras como prevenção aos a eventos de restrição hídrica.

As bacias hidrográficas críticas são aquelas sujeitas à falta de disponibilidade de água em razão de características naturais, tais como clima e tipo de solo, e tipo de uso da terra. 

Para aplicar as ações técnicas de manejo na floresta, bem como compreender a oferta/demanda de água nas bacias hidrográficas, a Suzano conta com uma robusta rede de monitoramento ambiental. Em 1990, iniciou o Projeto Microbacias e, atualmente, conta com 15 microbacias hidrográficas experimentais equipadas com sensores para computar o balanço hídrico e ampliar a compreensão das relações e dos efeitos do manejo florestal em locais com representatividade do modelo de produção da Suzano, em todas as unidades florestais da empresa.

A Suzano conta ainda com uma ampla rede de estações meteorológicas próprias e públicas distribuídas ao longo da base, que somam 68 estações para avaliar os efeitos do clima sobre a produtividade das florestas e a oferta de água nas bacias hidrográficas. Além das estações meteorológicas, a Suzano utiliza a mais moderna base de monitoramento satelital para acompanhamento do clima em tempo real, dados obtidos pelos produtos de sensoriamento remoto corrigidos com estações meteorológicas nacionais disponibilizadas pelo CPTEC-INPE. Adicionalmente, conta com três torres de fluxo, equipadas com instrumentos que realizam o balanço de água e carbono em altíssima frequência de monitoramento. Esta rede está se expandindo e em breve teremos monitoramento em outras regiões de atuação da empresa para com o objetivo de avaliar o crescimento e assimilação de carbono dos plantios florestais.

A Suzano possui também uma parceria de mais de dez anos com o Programa Cooperativo sobre Monitoramento Ambiental em Microbacias Hidrográficas (Promab), coordenado pelo Laboratório de Hidrologia Florestal do Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP. Esse programa entre empresas do setor e a universidade tem um importante papel de gerar conhecimento sobre as melhores práticas de manejo, trazer transparência sobre o negócio através de inúmeras publicações científicas e fomentar pesquisas futuras para o desenvolvimento e a sustentabilidade do tema.

Como política interna, a companhia possui uma Matriz de Gestão dos Aspectos e Impactos Ambientais, que identifica as atividades do manejo florestal e atividades industriais que podem impactar a qualidade e a disponibilidade de água e estabelece medidas de controle. Assim, são realizados monitoramentos periódicos para avaliação da qualidade e disponibilidade hídrica nas unidades da Suzano, onde pontos de amostragem foram estrategicamente plotados (representativos do modelo de produção e cobertura) para estabelecer uma possível relação entre as áreas de plantio/colheita de eucalipto da empresa e as condições dos recursos hídricos (vazão e qualidade da água, chuva e resultados laboratoriais) localizados na bacia hidrográfica em que a Suzano opera.

Gestão e identificação de riscos e oportunidades  

O uso de água pelas atividades operacionais é regulamentado por órgão público estadual, que estabelece a quantidade máxima de água a ser utilizada pela empresa. As captações irregulares, ou seja, em locais sem autorização do órgão ou com volume diário acima do permitido, implicam riscos ambientais, podendo afetar a disponibilidade de água, contaminar o solo ou a água e ocasionar riscos legais, com responsabilidades administrativas ou criminais.

Os principais riscos potenciais associados ao consumo de água são a redução da vazão à jusante, ocorrência de erosão e assoreamento, contaminação decorrente do descarte de efluentes e aplicação de multas nas esferas estaduais e federais em razão de infrações à legislação relacionadas aos recursos hídricos.

Captação de água por fonte nas operações industriais¹

2020202120222023⁴20242025
Total de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídrico⁴Porcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídrico

Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios e lagos

312.706.547,20

29.406.242,20

9,40%

322.378.551,40

28.965.102,50

9,00%

315.491.634,10

28.790.518,90

9,10%

321.498.519,80

0,00

0,00%

351.527.810,10

0,00

0,00%

384.016.324,80

0,00

0,00%

Águas subterrâneas/lençóis freáticos

1.404.884,20

0,00

0,00%

1.389.042,80

0,00

0,00%

1.307.292,80

0,00

0,00%

1.315.302,06

0,00

0,00%

1.477.854,60

0,00

0,00%

40.011.030,79

0,00

0,00%

Água pluvial

767.032,40

0,00

0,00%

270.809,20

0,00

0,00%

221.394,00

0,00

0,00%

286.055,14

0,00

0,00%

213.745,20

0,00

0,00%

2.683.738,00

0,00

0,00%

Água de terceiros²

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

4.596,00

1.597,00

34,70%

4.493,00

1.923,00

42,80%

4.713,00

1.774,00

38,00%

Água de superfície

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

4.596,00

1.597,00

34,70%

4.493,00

1.923,00

42,80%

4.713,00

1.774,00

38,00%

Total

314.878.463,80

29.406.242,20

9,30%

324.038.403,40

28.965.102,50

8,90%

317.020.320,90

28.790.518,90

9,10%

323.104.473,00

1.597,00

0,00%

353.223.902,80

1.923,00

0,00%

426.715.806,59

1.774,00

0,00%

  1. Toda a água captada pela companhia é proveniente de fontes doces (≤ 1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais), não havendo captação de água do mar ou de água produzida. A categoria “Total de água captada” inclui também o volume captado em áreas de estresse hídrico. Adicionalmente, toda a água proveniente de terceiros é de origem superficial, o que justifica a equivalência entre os valores reportados.
  2. As unidades de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Maracanaú (CE) utilizam água apenas para as atividades administrativas, proveniente da concessionária de água do município. Dessa forma, em 2023 passamos a reportar a água usada por essas unidades nesta categoria. Nos anos anteriores, esses dados foram reportados em “Águas superficiais”.
  3. Até 2022, a cidade de Suzano (SP) foi classificada como área de estresse hídrico pelo Aqueduct Water Risk Analysis. Portanto, os valores das unidades de Suzano e Rio Verde foram enquadrados nessa categoria de 2020 a 2022. Em 2023, foi feita uma revisão, e apenas Maracanaú foi classificada como área de estresse hídrico pela mesma ferramenta.
  4. Os dados de 2023 de captação de água superficial e água pluvial foram corrigidos. | GRI 2-4
  5. A variação na captação subterrânea de 2024 para 2025 se dá em razão da inclusão da Suzano Packaging, visto que essa é a única fonte de captação usada nesta unidade.
  6. A variação na captação de água pluvial de 2024 para 2025 explica-se em razão da operação da unidade de Ribas do Rio Pardo, que conta um grande volume de água pluvial.

Captação de água por fonte nas operações florestais¹

20202021202220232024²2025
Total de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídrico

Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios e lagos

1.506.967,68

n/d

n/d

1.499.520,94

0,00

0,00%

1.171.062,73

2.134,69

0,14%

1.409.352,07

0,00

0,00%

2.119.767,00

0,00

0,00%

1.911.037,72

0,00

0,00%

Águas subterrâneas/lençóis freáticos

299.893,36

n/d

n/d

141.445,05

0,00

0,00%

145.135,00

0,00

0,00%

187.183,60

0,00

0,00%

195.071,00

0,00

0,00%

382.940,87

0,00

0,00%

Água pluvial

0,00

n/d

n/d

0,00

0,00

0,00%

0,00

0,00

0,00%

0,00

0,00

0,00%

0,00

0,00

0,00%

0,00

0,00

0,00%

Total

1.806.861,04

n/d

n/d

1.640.965,99

0,00

0,00%

1.316.197,73

2.134,69

0,13%

1.596.535,67

0,00

0,00%

2.314.838,00

0,00

0,00%

2.293.978,59

0,00

0,00%

  1. Toda a água captada pela companhia é proveniente de fontes doces (≤ 1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais), não havendo captação de água do mar ou de água produzida. A categoria “Total de água captada” inclui também o volume captado em áreas de estresse hídrico.
  2. O aumento da captação de água nas operações florestais em 2024 se deve à inclusão dos dados oriundos da unidade de Ribas do Rio Pardo (MS).

Consumo de água¹ nas operações industriais

2020202120222023³2024⁴2025

Total

65.801.937,10

71.034.801,50

62.182.731,60

69.770.348,52

78.390.997,50

87.729.970,93

Em áreas de estresse hídrico²

6.102.257,40

5.717.193,90

6.025.018,60

599,00

0,00

0,00

Específico (m³/t)

6,30

6,30

5,50

6,45

6,58

7,15

  1. O consumo de água é entendido como sendo a diferença entre a quantidade de água captada nas unidades e a quantidade de água devolvida ao meio ambiente dentro dos parâmetros ambientais da legislação vigente (efluente tratado) e as perdas (evaporação e incorporação ao produto).
  2. Até 2022, a cidade de Suzano (SP) foi classificada como área de estresse hídrico pelo Aqueduct Water Risk Analysis. Portanto, os valores das unidades de Suzano e Rio Verde foram enquadrados nessa categoria de 2020 a 2022. Em 2023, foi feita uma revisão, e apenas Maracanaú (CE) foi classificada como área de estresse hídrico pela mesma ferramenta.
  3. Os dados de 2023 de consumo total de água e consumo específico foram corrigidos. | GRI 2-4
  4. Em 2024, não houve mudança no volume armazenado de água nem identificados impactos relacionados a isso.

Consumo de água¹ nas operações florestais

20202021202220232024³2025

Total

1.806.861,04

1.640.965,99

1.651.233,91

1.596.535,67

2.314.838,00

2.293.978,59

Em áreas de estresse hídrico²

N/D

0,00

2.134,69

0,00

0,00

0,00

  1. Nas operações florestais da Suzano, o consumo de água é considerado igual à captação de água.
  2. A análise de captação e consumo de água em áreas de estresse hídrico começou a ser realizada em 2021, com base na ferramenta Aqueduct Water Risk Analysis.
  3. O aumento do consumo de água nas operações florestais em 2024 se deve à inclusão dos dados oriundos da unidade de Ribas do Rio Pardo (MS).

Número total de bacias hidrográficas em que há monitoramento da qualidade e disponibilidade de recursos hídricos nas operações florestais

202020212022202320242025
número total número total número total número total número total número total

Total

53

65

76

85

77

72

  1. Considera-se as bacias operacionais e de pesquisa, incluídas nas operações florestais (BA, ES, MA, MS e SP)

Número total de bacias hidrográficas em que há operações industriais¹

202020212022202320242025
número total número total número total número total número total número total

Total

n/d

n/d

n/d

10

10

10

  1. Consideram-se bacias hidrográficas que estão inseridas nas nossas operações industriais. As unidades de Mogi das Cruzes (SP), Rio Verde (SP) e Suzano (SP) estão localizadas na mesma bacia.

Captação total de água por fonte nas operações

202320242025
Total de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídricoTotal de água captadaTotal de água captada em áreas de estresse hídricoPorcentagem de água captada em áreas de estresse hídrico

Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios e lagos

322.907.871,87

0,00

0,00%

353.647.577,10

0,00

0,00%

385.927.362,52

0,00

0,00%

Águas subterrâneas/ lençóis freáticos

1.502.485,66

0,00

0,00%

1.672.925,60

0,00

0,00%

40.393.971,66

0,00

0,00%

Água pluvial

286.055,14

0,00

0,00%

213.745,20

0,00

0,00%

2.683.738,00

0,00

0,00%

Água de terceiros

4.596,00

1.597,00

35,00%

4.493,00

1.923,00

43,00%

4.713,00

1.774,00

38,00%

Água de terceiros

4.596,00

1.597,00

35,00%

4.493,00

1.923,00

43,00%

4.713,00

1.774,00

38,00%

Total

324.701.008,67

1.597,00

0,00%

355.538.740,90

1.923,00

0,00%

429.009.785,18

1.774,00

0,00%

  1. Toda água é captada de fontes doces (≤ 1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais). Não há captação de fontes de água do mar e água produzida. A categoria “Total de água captada” inclui o total de captação em áreas de estresse hídrico.
  2. As unidades de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Maracanaú (CE) utilizam água apenas para as atividades administrativas, proveniente da concessionária de água do município. Dessa forma, em 2023 passamos a reportar a água usada por essas unidades nesta categoria. Nos anos anteriores, esses dados foram reportados em “Águas superficiais”.

Consumo total de água nas operações

202320242025
TotalEm áreas de estresse hídricoPorcentagem de água consumida em áreas de estresse hídrico (indústria + floresta)TotalEm áreas de estresse hídricoPorcentagem de água consumida em áreas de estresse hídrico (indústria + floresta)TotalEm áreas de estresse hídricoPorcentagem de água consumida em áreas de estresse hídrico (indústria + floresta)

Total

71.366.884,19

599,00

0,00%

80.705.835,50

0,00

0,00%

90.023.949,52

0,00

0,00%

  1. Nas operações florestais da Suzano, o consumo de água é considerado igual à captação de água.
  2. A análise de captação e consumo de água em áreas de estresse hídrico começou a ser realizada em 2021, com base na ferramenta Aqueduct Water Risk Analysis.

Captação e consumo total de água por receita¹

202320242025

Captação total por receita (ML/R$ mil)

n/d

n/d

7,58

Consumo total por receita (ML/R$ mil)

n/d

n/d

1,59

  1. O indicador passou a ser acompanhado a partir do ano-base de 2025 e, por isso, não possui série histórica.