contexto

A matriz energética da Suzano é sustentada, majoritariamente, por fontes renováveis como: biomassa composta por cascas e rejeitos do processo de picagem da madeira e biomassa líquida - conhecida como licor negro – responsável pela geração da maior parcela da energia produzida pela empresa. Além disso, em algumas unidades, já foi implementado o aproveitamento energético de lodo biológico nas caldeiras de biomassa.

Em algumas unidades produtivas, há excedente na geração de energia elétrica, o que possibilita sua disponibilização na rede nacional (SIN – Sistema Interligado Nacional), contribuindo para a ampliação do grau de renovabilidade da matriz energética brasileira.

Entre os projetos que visam a melhoria na eficiência energética das plantas, estão:

  • Projeto de aumento da geração específica da caldeira de biomassa da unidade de Suzano: O projeto foi finalizado em 2021 e teve como objetivo aumentar a geração de vapor com a mesma quantidade de licor negro consumida (combustível renovável). A maior geração de vapor de base renovável implica em maior geração de energia e redução de consumo do vapor base não-renovável; 
  • Projeto Thor: iniciativa desenvolvida com o apoio da equipe de Digital da empresa, que tem como princípio a aplicação de machine learning para otimizar a geração de energia elétrica do conjunto de turbogeradores nas unidades fabris, elevando a geração de energia elétrica de base renovável.

Ainda na área de energia elétrica, o ano de 2021 trouxe possibilidades de a companhia poder contribuir ainda mais com o SIN, através de esforços realizados buscando o incremento em sua exportação para a rede elétrica, de modo a prover mais uma parcela de energia renovável. Portarias 17 e 22 GM/MME de 2021 do Ministério de Minas e Energia buscaram programas em que as empresas pudessem colaborar com a situação de escassez hídrica por meio da redução do consumo de energia do Sistema - aliviando o sistema em momentos de pico de consumo, e da geração adicional de energia elétrica. A Suzano participou de ambas as Portarias, através das unidades industriais de Três Lagoas, Jacareí e Imperatriz.

Além das iniciativas supra citadas, destaca-se também o foco em redução de consumos térmico e elétrico no processo produtivo, bem como na redução do consumo hídrico, de insumos químicos e da geração de resíduos, integrando os processos de onze plantas da companhia – Três Lagoas (MS); Jacareí (SP), Limeira (SP), Rio Verde (SP) e Suzano (SP); Aracruz (ES); Mucuri (BA); Imperatriz (MA); Belém (PA), Maracanaú (CE) e Cachoeiro de Itapemirim (ES), buscando compartilhar e eleger as melhores práticas em toda cadeia de valor.

Para a gestão do tema, a Suzano mantém as seguintes práticas recorrentes:

Alocação de Geração Própria
Mensalmente, todo consumo de energia das unidades que adquirem energia elétrica, é, de forma prioritária, coberto pela geração de energia das plantas da Suzano que geram energia excedente e são exportadoras através de mecanismo regulatório de Alocação de Geração Própria (AGP), via sistemas internos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no Brasil.

Venda de excedente de energia
Após a alocação interna de energia das plantas exportadoras para as plantas importadoras, toda energia remanescente é vendida a outros agentes do mercado, em contratos de curto, médio ou longo prazos, a preço de mercado, de acordo com a melhor oportunidade comercial para a Suzano. Para tal, é mensurado o risco de crédito das compradoras, pela área financeira, de forma a se reduzir o risco para a empresa.

A Suzano tem um compromisso para renovar a vida assumida de aumentar em 50% a exportação de energia renovável até 2030. O desenho do compromisso leva em consideração que a energia elétrica gerada nas fábricas é produzida a partir de fontes renováveis, viabilizando excedentes que podem abastecer o Sistema Interligado Nacional. Assim, por meio de investimentos em eficiência, pesquisa e inovação, a empresa busca aumentar a sua contribuição para a disponibilização de energia limpa e renovável para todo o país.

 

A Suzano também está sujeita a regulamentos locais e federais que incluem:

  • Plano Nacional de Energia 2050: elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME); o plano é um instrumento de suporte ao desenho da estratégia de longo prazo do planejador em relação à expansão do setor de energia e inclui recomendações e diretrizes a serem seguidas;
  • Plano Decenal de Expansão de Energia: elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME), o Plano Decenal de Expansão de Energia é um documento informativo voltado para toda a sociedade, com uma indicação, e não determinação, das perspectivas de expansão futura do setor de energia sob a ótica do Governo, no horizonte decenal;
  • Decreto nº 5.163/2004: regulamenta a comercialização de energia elétrica, o processo de outorga de concessões e de autorizações de geração de energia elétrica além de outras providências legais e regulatórias. O funcionamento do mercado de energia é coordenado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), órgão regulador do setor elétrico. Criada em dezembro de 1996, é uma autarquia em regime especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Gestão sobre energia