Dimensão SASB
Gestão HídricaCódigo SASB
RR-PP-140a.2Código SASB
RR-CP-140a.2Setor SASB
Produtos de Celulose e PapelSetor SASB
Recipientes e EmbalagensDimensão GRI
AmbientalCódigo GRI
303-1Esforços são urgentes para minimizar os riscos de escassez hídrica nas bacias hidrográficas, que têm sido intensificados pelas mudanças climáticas. As plantações de eucalipto, as florestas nativas e as fábricas da Suzano dependem diretamente da água. Para tanto, é necessário compreender, sistematizar, melhorar e expandir o gerenciamento do uso da água no campo, na indústria e nas proximidades das operações.
Entendemos como riscos decorrentes de gestão da água na Suzano: a indisponibilidade hídrica nas unidades de manejo florestal e fábricas; o desabastecimento de madeira por plantios próprios e de parceiros; a ocorrência de conflitos sociais pela sobreposição do uso da água; e a penalização pelos mecanismos de certificações aplicáveis às atividades da companhia.
A chuva é, majoritariamente, a fonte de água utilizada para a produção florestal da Suzano. Os eventos de chuva possuem natureza sazonal, ou seja, tendem a reduzir a sua ocorrência em alguns meses do ano, gerando naturalmente períodos de seca, a depender do regime do clima local. Esses períodos de déficit hídrico – entre os meses de junho e setembro na maior parte das áreas da empresa – podem ser intensificados durante a ocorrência de fenômenos climáticos cíclicos (como El Niño e La Niña) ou devido às próprias mudanças climáticas. Nesses períodos, os conflitos sociais por sobreposição de uso da água, por exemplo, tendem a aumentar.
Para avaliar os efeitos climáticos na produtividade florestal e nos recursos hídricos, a Suzano possui uma rede de 72 estações meteorológicas próprias e utiliza em suas análises 95 estações públicas. Além disso, usamos a integração de dados de sensoriamento remoto com dados de estações meteorológicas convencionais e automáticas. O MERGE (CPTEC/INPE) é um exemplo de produto com dados diários de precipitação obtidos pela correção de imagens de satélite com os dados de campo. Possuímos, ainda, seis torres de fluxo, equipadas com instrumentos que realizam o balanço de água e carbono em altíssima frequência de monitoramento.
Como base para entender o manejo florestal nos recursos hídricos, a empresa conta com 15 microbacias hidrográficas experimentais equipadas com sensores para ampliar a compreensão das relações e efeitos do manejo florestal em locais com representatividade do seu modelo de produção, em todas as suas unidades florestais. Além disso, são realizadas análises de qualidade da água nas microbacias com o objetivo de entender os efeitos das operações florestais.
Adicionalmente, a Suzano assumiu o Compromisso para Renovar a Vida (CPRV) de aumentar a disponibilidade hídrica em 100% das bacias hidrográficas críticas¹ até o ano de 2030. Com isso, a empresa tem por objetivo antecipar e aplicar medidas locais mitigadoras e/ou transformadoras como prevenção aos eventos de restrição hídrica, bem como consolidar-se como protagonista na aplicação da inovabilidade (a inovação a serviço da sustentabilidade) na gestão da base florestal.
A partir de um amplo estudo de modelagem hidrológica em 100% das bacias que cobrem suas áreas, a companhia priorizou ações de recuperação naquelas avaliadas como críticas, com base no balanço entre a oferta e a demanda de água, o nível de ocupação de áreas da Suzano e a vulnerabilidade das comunidades locais. Alguns exemplos de resultados esperados dessas ações são: aumento da disponibilidade hídrica nas bacias hidrográficas críticas, mitigação de conflitos sociais e mitigação de perdas em produtividade florestal.
Outro importante CPRV é reduzir em 15% a água captada nas operações industriais até 2030. Esse compromisso é adicional à forma de operação das unidades industriais da Suzano que já seguem os padrões estabelecidos pelo Integrated Pollution Prevention and Control (IPPC) e pela International Finance Corporation (IFC). O objetivo, neste caso, é melhorar ainda mais o desempenho das nossas operações e gerar uma redução significativa da água captada para processos industriais.
É importante citar que, em 2024, tivemos a expansão da nossa rede meteorológica nos ambientes em que atuamos, assim como da nossa rede de monitoramento hídrico com a implantação de microbacias hidrográficas experimentais.
Nota: