A gestão do uso da terra na Suzano reflete um compromisso permanente com a integração entre produção e conservação, promovendo uma paisagem equilibrada, biodiversa e socialmente inclusiva.
Por meio de planejamento de longo prazo, inovação tecnológica e engajamento multissetorial, a empresa fortalece seu papel como agente ativo na restauração ecológica e na construção de uma economia de baixo carbono.
A conduta socioambiental responsável e a geração de valor compartilhado fazem parte da estratégia de negócio da Suzano. A companhia reconhece o valor de suas florestas, tanto na conservação de seus recursos naturais quanto no suprimento de madeira de eucalipto sustentável – sua principal matéria- prima.
Considerando esta ser uma premissa básica para qualquer iniciativa diante da perda de biodiversidade, a Suzano se compromete com uma política de desmatamento zero (desde julho de 2020) e a adoção de melhores práticas de manejo florestal, estabelecendo suas plantações de eucalipto exclusivamente em áreas anteriormente antropizadas por outros usos, assim como promovendo a melhoria da qualidade ambiental de áreas destinadas à conservação.
O desmatamento zero para a Suzano significa que não há plantio ou aquisição de eucalipto plantado em áreas que foram previamente ocupadas por vegetação nativa e que foram desmatadas, legal ou ilegalmente, conforme estabelecido na sua Política de Suprimentos de Madeira. A empresa utiliza somente floresta plantada em seu processo produtivo, e as florestas naturais são destinadas a conservação.
A fim de assegurar que o desmatamento não esteja presente em sua cadeia de valor e cumprir seu Compromisso com o Desmatamento Zero, além de proporcionar a transparência de suas atividades para as partes interessadas, a Suzano divulga, desde 2020, o Relatório Anual de Desmatamento Zero (2020, 2021, 2022, 2023 e 2024), elaborado a partir de uma análise sistêmica de dados públicos sobre o desmatamento no Brasil e de informações de sua base de operação.
A Suzano reconhece que o uso e a ocupação da terra em suas operações florestais estão diretamente relacionados à conservação e restauração da biodiversidade, podendo gerar impactos reais e potenciais, tanto positivos quanto negativos, sobre o meio ambiente, a economia local e as comunidades.
Entre os impactos positivos, destacam-se:
Entre os impactos potenciais negativos, a empresa reconhece a possibilidade de alteração de regimes hídricos e perturbação da fauna durante as operações. Tais riscos são minimizados por meio de microplanejamento ambiental, monitoramento de fauna e flora e aplicação de protocolos de boas práticas florestais.
A Suzano realiza a identificação e o monitoramento contínuo dos potenciais impactos negativos decorrentes tanto de suas operações diretas quanto das atividades de parceiros e fornecedores florestais. A empresa adota o princípio de cadeia de valor responsável, exigindo que todos os parceiros cumpram critérios socioambientais equivalentes aos aplicáveis às suas próprias operações.
Em situações em que são identificados impactos adversos, são implementados planos de mitigação, compensação e restauração, em cooperação com comunidades locais, instituições públicas e organizações ambientais.
O compromisso da Suzano com o uso sustentável da terra e a conservação da biodiversidade está formalizado em suas Políticas de Meio Ambiente, Biodiversidade e Florestas Sustentáveis e reforçado em sua Estratégia de Natureza lançada em novembro de 2025 (link documento). A empresa também mantém o Compromisso de Biodiversidade, que prevê a conexão de 500 mil hectares de áreas prioritárias para a conservação até 2030 nos biomas da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica onde concentram nossas operações, contribuindo para a resiliência de ecossistemas e o combate à perda de biodiversidade. Esses compromissos são sustentados pelos princípios de não conversão de vegetação nativa, planejamento de paisagem, restauração ecológica e manejo responsável do solo e da água.
A empresa atua orientada por legislações, padrões e compromissos assumidos e está comprometida com iniciativas florestais amplamente reconhecidas internacionalmente [Forest Stewardship Council® (FSC®) e Programme of Endorsement for Forest Certification (PEFC)]. Além disso, para monitorar as regulamentações brasileiras nos níveis municipal, estadual e federal, e manter contato com as partes interessadas para mapeamento de riscos e tomada de decisões, a empresa conta com times de meio ambiente regionais e o apoio de um software específico que apoia a condução de análises e a tomada de decisão.
Ainda, a gestão e o planejamento do uso da terra são fundamentais para garantir a conformidade com a European Union Deforestation Regulation (EUDR), dado que permitem que empresas e produtores monitorem e rastreiem suas áreas de produção, assegurando a transparência e a sustentabilidade de suas operações. Além disso, a conformidade com o EUDR não só ajuda a proteger ecossistemas valiosos, mas também fortalece a reputação das empresas no mercado global, promovendo práticas comerciais responsáveis e sustentáveis.
Atualmente, as operações da Suzano estão localizadas nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Tocantins, compreendendo os biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e uma pequena parcela no Pantanal.
A fim de avaliar as áreas de produtores florestais e fornecedores de madeira, a Suzano possui um Sistema de Due Diligence (Programa de Verificação), que é um conjunto de atividades de monitoramento das fontes de matéria-prima (madeira) para atender aos requisitos de certificação florestal voluntários, às políticas internas da companhia e às legislações aplicáveis.
O Programa cobre 100% dos fornecedores de madeira, e os contratos incluem cláusulas de cumprimento da legislação em vigor. Todo esse controle é avaliado por clientes, investidores e auditores internos e externos dos padrões de certificações florestais voluntários.
A avaliação, o monitoramento e o cumprimento de questões regulatórias também são avaliados na Gestão Integrada de Riscos da Suzano e atendem aos mecanismos de certificação voltados para esse tema, sendo eles FSC® e PEFC, que atestam a conduta da empresa no desenvolvimento de produtos florestais, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos da região. Nesses casos, a Suzano é auditada anualmente por terceira parte, com base em padrões de desempenho ambiental, social e econômico preestabelecidos e públicos.
Por reconhecer o potencial impacto das suas operações nas florestas e em outros hábitats naturais, a partir da sua Política Corporativa de Gestão Ambiental, a empresa estabelece para cada atividade desenvolvida, baseada na teoria da hierarquia da mitigação, uma avaliação de risco e determinação de medidas de prevenção, mitigação, adaptação, restauração e compensação de impactos adversos, assim como ampliação dos impactos benéficos.
A Suzano acredita que um mundo mais justo e sustentável se constrói a partir de atitudes transformadoras de toda a sociedade. Por isso, investe no desenvolvimento social em suas áreas de atuação. O propósito da sua estratégia social é impulsionar, ao lado de parceiros, o desenvolvimento social das áreas de atuação da empresa por meio do fortalecimento das relações com as comunidades e do investimento na educação e nas oportunidades de trabalho e renda.
Os programas de relacionamento são construídos com base em uma metodologia de engajamento comunitário, que representa um relacionamento estruturado de maior profundidade, inclusivo e contínuo e estabelece a Suzano como parceira no fortalecimento desenvolvimento local. Isso se dá, na prática, a partir da organização de um ciclo de diálogos estruturados, que tem como objetivos o compartilhamento de informações e a definição de metas de curto e longo prazos e das ações e responsabilidades das partes envolvidas.
Os programas nascem das vocações e necessidades locais, construídas de maneira conjunta com o território e comunidades. A fim de potencializar o desenvolvimento local das comunidades vizinhas, a Suzano realiza diversos programas e iniciativas de trabalho e renda, cultura, esporte e educação para comunidades rurais, urbanas, tradicionais e povos indígenas. Alguns exemplos são o Programa Colmeias e o Programa Extrativismo Sustentável.
O engajamento de stakeholders é parte estruturante de todas as etapas das medidas de uso da terra e restauração. Nesse sentido, a Suzano realiza consultas participativas com comunidades locais, ONGs, instituições acadêmicas, órgãos públicos e produtores parceiros, desde a definição das metas até o acompanhamento dos resultados. Assim, a empresa mantém comunicação transparente e contínua por meio de relatórios públicos, reuniões territoriais e portais de sustentabilidade, assegurando governança participativa, inclusão e prestação de contas.
Ademais, investimos recursos em projetos que ajudam a atingir a meta do nosso compromisso de tirar pessoas da pobreza. A Suzano promove diversas atividades, programas e projetos junto às comunidades prioritárias, com foco no desenvolvimento social e territorial e a geração de renda dessas famílias e no fortalecimento institucional de entidades oriundas destas localidades prioritárias. Entre as ações, destacam-se projetos como farinheiras sustentáveis, Projeto colmenias, apoio a coletores de sementes, viveiros, entre e outras iniciativas de impacto social.
Sendo assim, ao adquirir madeira para seus processos de produção, a companhia segue estes princípios:
A Suzano não utiliza áreas de floresta natural para a produção de madeira. Essas áreas são designadas para a conservação ambiental. Atualmente, a empresa mantém e protege mais de 1 milhão de hectares de vegetação nativa, o que corresponde a cerca de 40% de sua área total.