contexto

O processo de relacionamento com comunidades vizinhas tem duas grandes finalidades: a primeira delas é a manutenção da licença social para operar (LSO) da Suzano e a segunda é fortalecer o desenvolvimento territorial. Para alcançar esses objetivos, é fundamental garantir uma comunicação constante e transparente com as associações e cooperativas locais, ONGs, vizinhas e vizinhos isolados, sindicatos, municípios, Estados e outras empresas, mantendo, assim, a predominância positiva na percepção do território em relação à Suzano.

Além da comunicação, um aspecto fundamental é que a empresa esteja aberta a construir, de maneira conjunta com o território e as comunidades, soluções para o endereçamento de questões relevantes no contexto local, que podem ser ambientais, sociais, culturais, econômicas, estruturais e até emergenciais. As duas dimensões (comunicação e desenvolvimento de soluções conjuntas) estão totalmente conectadas e se retroalimentam em nossa estratégia de relacionamento.

Essa estratégia cobre toda a área de influência das 13 unidades¹ fabris e da base florestal que alimenta essas unidades e também as operações portuárias no Brasil. Em números globais, tais operações influenciam direta ou indiretamente o dia a dia de cerca de 1.675 localidades, em mais de 220 municípios de 11 Estados brasileiros.

O processo de implementação da estratégia de relacionamento e investimento social em localidades vizinhas é liderado pelos times locais de Relacionamento Social, espalhados em todas as unidades operacionais da Suzano. Tal implementação é estruturada a partir de algumas estratégias, como:

  • Diálogo Operacional: metodologia de comunicação prévia às operações e manutenção do diálogo com vizinhos e vizinhas e comunidades no entorno das unidades de manejo, durante as operações;
  • Programas e projetos de engajamento comunitário: iniciativas com foco no desenvolvimento local e no fortalecimento institucional de entidades oriundas de localidades prioritárias;
  • Agendas presenciais: momentos estruturados para a manutenção da presença qualificada e do relacionamento com as localidades diretamente impactadas pelo negócio, independentemente do planejamento operacional.

Além dos mecanismos de aproximação e diálogo acima citados, a Suzano mantém um processo de registro e gestão de todas as interações, pedidos, elogios e queixas oriundas de localidades, vizinhos, vizinhas e entidades locais, via Relacione+, sistema desenvolvido pela própria companhia para garantir que qualquer comunicação/interação com partes interessadas seja devidamente ouvida e tratada pela Suzano.

É por meio dos mecanismos de engajamento que a avaliação de impacto social ocorre, proporcionando um processo contínuo e de retroalimentação dos aspectos e impactos socioeconômicos e os ambientais pertinentes ao contexto social das comunidades nos territórios em que temos atuação. Os impactos, sejam eles benéficos ou adverso, são analisados conforme os critérios:

  • Detecção: se o impacto é real ou potencial;
  • Incidência: se o impacto ocorre de forma direta ou se são influenciados pela ocorrência das operações;
  • Classe: se o impacto é adverso ou benéfico;
  • Gravidade ou atratividade: se o impacto altera adversamente ou beneficamente o contexto da sociedade;
  • Frequência: se os impactos reais são contínuos, periódicos ou esporádicos;
  • Probabilidade: se a ocorrência dos impactos potenciais é certa, provável ou remotas;
  • Abrangência: se os impactos são regionais, locais e ou pontuais;
  • Demanda: se há alguma demanda legítima da comunidade ou parte interessada impactada pela atividade ou empreendimento que seja reconhecida e priorizada pelo CVC (Comissão de Valor Compartilhado).

Como forma de divulgação pública dos resultados das avaliações de impacto ambiental e social de nossas atividades, realizamos as divulgações através de mecanismos como o resumo público do Plano de Manejo, Central de Indicadores, Relatório Anual de Sustentabilidade, site Institucional e entre outras.

Também como forma de engajar e caracterizar os territórios em que possui atuação, a empresa realiza a aplicação de um instrumento conhecido como Inventário Social, por meio de consultas participativas com as comunidades, de forma a levantar informações para a caracterização e, consequentemente, a priorização do processo de relacionamento. Entre as informações levantadas estão a infraestrutura básica, como acesso à energia, acesso à água, escolas e equipamentos de saúde, a dinâmica e o modelo de desenvolvimento local, entre outros dados.

Outros modelos de engajamento são os processos de identificação, classificação e monitoramento de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), Áreas de Relevante Interesse Ecológico e Social (ARIES) e  Locais de Especial Significado (LTS) e sítios arqueológicos que apresentam interesse ou os usos e acessos por parte das comunidades nas áreas da empresa. Também se destaca o acompanhamento dos programas e projetos sociais nos eixos estratégicos de Relacionamento, Pobreza e Educação.

A partir da identificação das potencialidades do território e da manutenção do diálogo constante e transparente sobre as operações da companhia, criam-se as bases para a terceira diretriz, focada no processo de Consulta e Engajamento Comunitário. Tal diretriz tem foco no desenvolvimento de estratégias de fortalecimento das instituições sociais locais, contribuindo diretamente com o desenvolvimento territorial. Tais estratégias são customizadas de acordo com o perfil da comunidade e dos objetivos prioritários de cada grupo social.

No investimento dos projetos sociais, a Suzano estabelece critérios para a seleção que envolvem a sua Política de Compliance, requisitos legais para garantir a idoneidade das instituições sociais e critérios de investimento alinhado as suas agendas sociais priorizadas.

Na condução dos projetos sociais, a Suzano adota duas formas de atuação:

  • Intervenção realizada pela Suzano (Relacionamento): modelo em que as equipes da área de Desenvolvimento Social realizam a intervenção diretamente junto às pessoas beneficiadas, bem como o monitoramento do cumprimento do resultado esperado pelo projeto; 
  • Intervenção realizada por organizações parceiras (Pobreza e Educação): modelo em que os parceiros locais são responsáveis pela intervenção junto aos (às) beneficiários(as) diretos(as), assim com a coleta de informações que permite verificar o alcance da meta da pobreza e educação. Dentre as organizações parceiras locais, estão as Organizações da Sociedade Civil (OSC), associações comerciais, negócios de impacto social, empresas gestoras do terceiro setor, Sistema S e outras.

Todo o processo descrito acima é válido para novas operações (uma fábrica nova, por exemplo) ou até para a aquisição de novas fazendas, quando as ações supracitadas são precedidas de uma due diligence social, feita antes que uma nova fazenda seja incluída no portfólio da Suzano por meio de aquisição, arrendamento ou somente a compra da madeira. Tal processo é uma análise de risco social prévia, que caracteriza a vizinhança e identifica possíveis passivos/riscos sociais relacionados ao imóvel. Dependendo do risco, a área social pode recomendar o não fechamento da negociação.

 

Nas tabelas abaixo estão disponíveis as seguintes informações:

  • Número de operações em implementação/desenvolvimento que estão na fase de consulta à comunidade local;
  • Porcentagem de operações com processo de engajamento implementado na comunidade local, avaliações de impacto e/ou programas de desenvolvimento local, por região e tipo de iniciativa;
  • Porcentagem de operações que exigem processo de consulta à comunidade local, por região.

 

Nota:

  1. São consideradas unidades operacionais: Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim (ES), Belém (PA), Imperatriz (MA), Jacareí, Limeira, Mogi das Cruzes, Rio Verde e Suzano (SP), Maracanaú (CE), Mucuri (BA) e Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS). A unidade de Eunápolis (BA) é uma joint operation na qual a atuação social é de responsabilidade da Veracel. Não está sendo considerada a aquisição de duas fábricas da Pactiv Evergreen (Pine Bluff e Waynesville), em 1 de outubro de 2024, localizadas nos estados de Arkansas e Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Número de operações em implementação/desenvolvimento que estão na fase de consulta à comunidade local¹

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número total número total número total número total número total número total

Bahia

0

0

0

0

0

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Espírito Santo

1

0

0

0

1

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Maranhão

0

0

0

0

0

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Mato Grosso do Sul

0

1

1

1

1

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São Paulo

0

0

0

0

0

0

Total

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1

1

1

2

0

  1. Este indicador considera apenas a consulta para a implantação de novos empreendimentos fabris. A consulta à comunidade é um processo contínuo, dimensionado e planejado de acordo com as especificidades de cada empreendimento. Na Suzano, a consulta é considerada um processo de diálogo qualificado, de “mão dupla”, levando informações e possíveis impactos do empreendimento, mas também trazendo demandas das comunidades. Assim, o processo de consulta fornece oportunidades para que a empresa aprenda com a experiência e o conhecimento das comunidades, identifique as suas necessidades, vocação, potencial econômico e preocupações, bem como gerencie a mitigação dos impactos das operações.

Porcentagem de operações com processo de engajamento implementado na comunidade local, avaliações de impacto e/ou programas de desenvolvimento local, por região e tipo de iniciativa¹

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São PauloMato Grosso do SulEspírito SantoBahiaMaranhãoTotalSão PauloMato Grosso do SulEspírito SantoBahiaMaranhãoTotalSão PauloMato Grosso do SulEspírito SantoBahiaMaranhãoTotalSão PauloMato Grosso do SulEspírito SantoBahiaMaranhãoTotalSão PauloMato Grosso do SulEspírito SantoBahiaMaranhãoTotalSão PauloMato Grosso do SulEspírito SantoBahiaMaranhãoTotal
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Avaliações de impactos sociais, inclusive avaliações de impactos de gênero, com base em processos participativos²

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Avaliações de impactos ambientais e monitoramento contínuo

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Divulgação pública dos resultados de avaliações de impactos ambientais e sociais

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Programas de desenvolvimento local baseados nas necessidades de comunidades locais

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Planos de engajamento de stakeholders baseados em mapeamentos dessas partes

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Comitês e processos de consulta ampla à comunidade local, incluindo grupos vulneráveis

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Conselhos de trabalho, comissões de saúde e segurança no trabalho e outras entidades representativas de colaboradores(as) para discutir impactos

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Processos formais de queixas e reclamações por parte de comunidades locais

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  1. Todas essas iniciativas estão relacionadas à operacionalização da estratégia de relacionamento com comunidades e à redução de impactos sociais envolvendo os seguintes processos: Diálogo Operacional, programas/projetos de investimentos socioambientais, processos de engajamento comunitário e processos de gestão de impactos socioambientais.
  2. Neste item, os impactos sociais que são influenciados pela Suzano nos territórios não têm influência no contexto de gênero, considerando as perspectivas operacionais e o modelo de negócio da empresa.

Porcentagem de operações que exigem processo de consulta à comunidade local, por região¹

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São Paulo

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Mato Grosso do Sul

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Espírito Santo

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Bahia

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Maranhão

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  1. Para identificar, prevenir e minimizar potenciais impactos causados pelas suas operações, a Suzano realiza, de forma contínua, o processo de Diálogo Operacional em todas as comunidades vizinhas às áreas que preveem início de operação, como a realização das operações de silvicultura, colheita e transporte de madeira, bem como nas localidades vizinhas às suas unidades fabris

Informações complementares

O engajamento representa um relacionamento estruturado de maior profundidade, inclusivo e contínuo, que estabelece a Suzano como parceira do desenvolvimento local. Conforme a Política de Investimentos Socioambientais e Doações da companhia (PC.00.0007), os investimentos socioambientais da Suzano devem ser prioritariamente resultantes dos processos de engajamento comunitário. A sua metodologia considera as especificidades das diferentes realidades e partes interessadas envolvidas, privilegiando e valorizando o protagonismo de toda a comunidade, o desenvolvimento de lideranças legítimas, a construção de capital social e o resgate da cidadania e da autoestima.