Com foco em reduzir o consumo futuro de energia e as emissões de gases de efeito estufa, a Suzano direciona esforços em algumas frentes prioritárias. Entre elas, destaca-se a definição de meta baseada na ciência (SBTi), que prevê reduzir 50,4% das emissões dos escopos 1 e 2 – de 1.962.457 tCO₂e para 973.379 tCO₂e até 2032. A empresa também implementa ações focadas na melhoria da eficiência energética (como recuperação de calor residual e cogeração) e no aprimoramento contínuo do monitoramento do consumo de energia, reforçando seu compromisso com a transição para uma economia de baixo carbono.
Nesse contexto, a Suzano baseia sua matriz energética majoritariamente em fontes renováveis, especialmente biomassa. Essa biomassa inclui cascas e rejeitos do processo de picagem da madeira, além do licor negro (ou lixívia), subproduto gerado na separação da celulose, sendo esse o principal combustível para a geração de energia na empresa. Adicionalmente, algumas unidades industriais já utilizam, em pequena escala, o lodo biológico proveniente das estações de tratamento de efluentes como combustível em caldeiras de biomassa.
A Suzano é um relevante gerador de energia a base de biomassa no Brasil, com potência instalada total de aproximadamente 1,85 GW. A empresa gera excedentes de energia nas fábricas localizadas em Aracruz (ES), Imperatriz (MA), Mucuri (BA), Três Lagoas (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS). Algumas unidades consumidoras, como o Armazém Conceição da Barra (BA), o Terminal Marítimo de Barcaças (BA) e o Escritório em Nova Viçosa (BA), migraram para o Mercado Livre de Energia em 2025, permitindo o fornecimento de energia renovável gerada pela própria Suzano. Além das plantas geradoras que utilizam energia renovável autossuficiente, as unidades fabris consumidoras são abastecidas internamente, garantindo que os projetos e iniciativas voltados para o compromisso com energia renovável beneficiem toda a organização.
Para assegurar uma gestão eficaz desse tema, a Suzano adota práticas recorrentes (descritas a seguir) que reforçam seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência energética em toda a cadeia de produção e distribuição.
Alocação de geração própria
Mensalmente, o consumo de energia elétrica das unidades consumidoras do Grupo Suzano que estão no mercado livre de energia é coberto pela geração excedente das plantas exportadoras da Suzano via mecanismo regulatório de alocação de geração própria (AGP), operacionalizado pelos sistemas internos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no Brasil.
Venda de excedente de energia
Após atender às demandas internas, o excedente energético é comercializado no mercado livre de energia. A Suzano utiliza contratos do tipo virtual power purchase agreements (VPPAs) de diferentes prazos, aproveitando as melhores oportunidades comerciais.
Certificação I-REC
Desde 2022, a unidade de Três Lagoas (MS) é certificada pelo International REC Standard (I-REC), permitindo à Suzano comercializar certificados de energia limpa e renovável. Essa prática reforça o compromisso da empresa com uma matriz energética sustentável, gerando valor para seus stakeholders. Em 2025, foram comercializados 340 mil certificados, totalizando um montante de 341 mil reais.
Setor de energia brasileiro
A Suzano é uma participante ativa no setor energético brasileiro e, por isso, está sujeita às regulamentações locais e federais, incluindo:
Em 2025, no cenário brasileiro, houve desafios relacionados ao abastecimento do Sistema Interligado Nacional através de fontes de geração renovável, sobretudo pela intermitência horária das fontes eólica e solar. Por consequência, , o setor apresentou maior volatilidade de preços e despacho de usinas que utilizam combustíveis fósseis. A Suzano, como grande exportadora de energia elétrica, reforça seu papel fundamental no setor, contribuindo com energia renovável de maneira confiável e buscando otimizar seu consumo, reduzindo-o em oportunidades operacionais, participando de mecanismos como Resposta da Demanda e modulando sua geração
A companhia também se compromete anualmente a reportar os valores de consumo de energéticos das unidades fabris à EPE, órgão responsável pela elaboração do Balanço Energético Nacional (BEN). Esse relatório é essencial para contribuir para a transparência e a confiabilidade das informações energéticas do país, servindo de base para o planejamento estratégico do setor energético brasileiro.
Riscos da utilização de biomassa como principal fonte de energia
A biomassa, com destaque para o licor negro derivado da madeira, é essencial para a geração de energia no processo de produção de celulose. A queima desse insumo é responsável pela produção de vapor, utilizado tanto na geração de energia elétrica quanto no processo industrial. Qualquer interrupção no fornecimento de biomassa ou falhas no sistema de geração de vapor podem impactar diretamente a produção.
Embora a biomassa seja a principal fonte energética da Suzano, a utilização complementar de combustíveis fósseis, como gás natural e óleo combustível, apresenta desafios significativos, que incluem a volatilidade de preços no mercado, a dependência de fornecedores externos e possíveis limitações na disponibilidade dos insumos. Além disso, o uso de combustíveis fósseis contribui para o aumento das emissões de gases de efeito estufa, reduzindo a sustentabilidade do processo produtivo, vale destacar que a utilização destes é restrita a momentos pontuais e não apresenta representatividade significativa na composição de combustíveis na geração de vapor e energia elétrica.
Para mitigar esses riscos e fortalecer sua sustentabilidade operacional, a Suzano adota algumas práticas:
Ao integrar essas práticas ao seu modelo de gestão, a Suzano não apenas mitiga os riscos associados ao uso da biomassa, mas também consolida seu compromisso com a eficiência energética e a sustentabilidade. Dessa forma, a empresa assegura a continuidade e a qualidade de seus processos produtivos, além de contribuir significativamente para uma matriz energética mais limpa e renovável.
Eficiência energética
A Suzano adota uma abordagem robusta de eficiência energética em suas operações, incluindo a utilização de sistemas de recuperação de calor residual e unidades de cogeração de calor e energia. Nosso processo de fabricação de celulose conta com um ciclo fechado de vapor e energia térmica, no qual o calor gerado em diferentes etapas do processo é reaproveitado para otimizar o consumo energético e reduzir desperdícios.
A empresa implementou, ao longo dos anos, diversos projetos com foco em eficiência energética e otimização de recursos, destacando-se pelo uso de tecnologia avançada e práticas sustentáveis. A seguir, apresentamos os principais projetos:
Dados energéticos da Suzano
Em 2025, a Suzano aperfeiçoou a centralização e a automação de informações energéticas, sempre promovendo a integração entre áreas técnicas e de negócios. Com um repositório único e processos mapeados e responsáveis definidos, a companhia fortalece a governança de suas operações, avançando na simplificação e na melhoria contínua, alinhando-se aos seus princípios corporativos.
Essa abordagem permite que a Suzano continue expandindo sua contribuição para uma matriz energética mais limpa, sustentável e eficiente, beneficiando tanto a empresa quanto a sociedade brasileira.
As medições são coletadas de forma automatizada dos sistemas internos da Suzano, sendo, em alguns casos, submetidas a conversões de unidades de medida. Os dados de consumo de combustíveis foram convertidos em consumo energético a partir da densidade básica e do poder calorífico inferior (PCI) de cada combustível. Nesse sentido, quando disponíveis, foram usados os dados contidos na própria ficha de especificações técnicas do combustível utilizado. Quando não disponíveis, foram usados os valores apresentados pelo Balanço Energético Nacional [Ministério de Minas e Energia (MME), 2021)].